"Debaixo d'água tudo era mais bonito, mais azul, mais colorido, só faltava respirar.
Mas tinha que respirar, mas tinha que respirar... todo dia"

Arnaldo Antunes

quarta-feira, 26 de março de 2008

*** Primeira criação na mídia ***
.

A saia que a ex-brother está usando é uma criação minha para a marca Vesúvio, enquanto era reestruturada pelo consultor de moda Maurício Lobo.

A reportagem está no site globo.com.

(a reportagem não fala da marca tá, mas eu tenho o catálogo pra provar - rsrsrs)

eis o link: http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL363843-9798,00-JAQUELINE+KHURY+E+RAFAEL+GALEGO+EM+CLIMA+DE+ROMANCE.html


terça-feira, 25 de março de 2008

Maringá - PR

Estou em Maringá.

E às vezes me falta ar

tal é a mágica,

tal é o peso

leve

do passado no presente.
.
.
.
.
.
Os cheiros,
.
.
.
.
.
recordações...
.
.

.

(...)

.

.

E perceber que aquilo que muda

machuca homicidamente, e o que fica

- ah o que fica -

Este afoga,

de

tanta

cor...
Maringá - cidade onde mora minha familia materna, morei aqui em 92.
na foto - a cidade coberta por névoa, e em destaque a Catedral de Maringá
em formato cônico

quinta-feira, 20 de março de 2008



"Põe um pouco de mel no teu sorriso,



como se morde a polpa de uma fruta.



Saia um dia caminhando pela estrada



como quem não quer chegar,
.



só caminhar.



Se encontrar um rio,



se joga dentro dele



como se o corpo fosse feito de água fresca.



E se a vida doer dentro de ti,



deixe que rebente"


Texto de Carlos Alberto Soffredini

segunda-feira, 17 de março de 2008

"Eu só acredito
Em vento que
Assanha cabeleira
Quebra portas e vidraças
E derruba prateleiras
Se fizer um assobio esquisito
Na descida da ladeira
.
.
.
.
Eu só acredito em chuva
Se molhar minha cadeira
De palhinha na varanda
Minha espreguiçadeira
Se fizer poça na rua
Acredito nessa chuva de peneira
.
Eu só acredito em lama
Se for escorregadeira
Como casca de banana tobogã
De fim de feira
.
'Hugo Henrique' já não acredita
Na força do vento
Que sopra e não uiva
Na água da chuva
Que cai e não molha
Já perdeu o medo de
Escorregar"
.
.
.
música Descida da Ladeira - Alceu Valença
foto do filme francês Marquise

sábado, 15 de março de 2008

Eis o primeiro rompimento, da primeira casca
.

As borboletas estão voando

A dança louca das borboletas

As borboletas estão girando

Estão virando sua cabeça

As borboletas estão invadindo

Os apartamentos, cinemas e bares

Esgotos e rios e lagos e mares

Em um rodopio de arrepiar

Derrubam janelas e portas de vidro

Escadas rolantes e das chaminés

Mergulham e giram num véu de fumaça

E é como um arco-íris no centro do céu

dança das borboletas - Alceu Valença/Zé Ramalho

segunda-feira, 10 de março de 2008

Desabafo
foi um abraço eterno
desses que duram segundos
e que te deixam sem fôlego
mas que te enchem de tanto fôlego
mais que todo o fôlego
que existe em todos os pulmões do mundo
e emudece
e faz o mundo parar
e girar mais rápido
.
e o cheiro
e a poesia
e a libido
.
e a sensação de algo tão familiar
de alguém que parece não ter sido seu
mas uma extensão de você mesmo
que se perdeu, e se achou
mas o "terror de te amar num sítio frágil como o mundo
mal de te amar neste lugar de imperfeição"
mas a dor de temer
aquilo que se teme quando dói...
mas...
mas...
mas...
citação entre aspas do poema Terror de te amar
escrito por Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, 5 de março de 2008

"Certo ou errado
Quem não pula o muro
Não aprende a se arriscar
Não tá com nada
Certo ou errado
Quem não cai da escada
Não aprende a levantar
Não tá com nada
.
Você já sabe tudo
Princípio, meio e fim
E vive a me dizer
O que é bom ou mau pra mim
Mas o que serve pra você
Nem sempre vai me convencer
Eu tenho a vida inteira
E muito que aprender
E só eu é que escolho
A vida que eu vou viver
.
Certo ou errado
Quem não sai na chuva
Não aprende a se molhar
Não tá com nada
.
Eu sei que é prova de amor
Você não quer que eu
Jogue pra perder
Deixa a vida me ensinar
E eu vou provar
Pra saber escolher"
*
**
*
Bem, eu podia ter escrito uma crônica quilométrica a respeito dos milhares de conselhos tão acinzentados que tenho escutado, sobretudo daqueles que tomam sua vida como exemplo de sucesso para tentar me provar de como estive errado, o que faz com que cada vez mais eu descubra que nunca estive.
De resto, a música infantil explica tudo!

Música Certo ou Errado - Patricia Marx

terça-feira, 4 de março de 2008

OBSERVAÇÃO EXTRA

Neste exato momento o conto abaixo; Noites em Claro, acumulou em cada um de seus capítulos seis exatos comentários, o que no final compõe o número: 666

Será que o capeta gostou do conto?

rsrsrs

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

NOITES EM CLARO
- terceiro caítulo

Antes mesmo de conseguir dominar seus impulsos ela está ao lado do casal com a mira no rapaz. Com um tiro, estoura-lhe o tendão de Aquiles esquerdo, o joelho direito, o cóquis, um cotovelo e a boca do cadáver, o sangue empoçado espirra com o estouro. Ela o mantém vivo. Com a faca do bolo que está sobre a mesa, ela fatia os dois olhos da moça, rasga-lhe as bochechas até que o maxilar se escancare, fax um "X" em um dos seios, dividindo o mamilo em quatro e transforma o clitóris dela numa espécie de carne de encher lingüiça - ele assiste tudo, sem opção. Neste instante ela percebe que os olhos do rapaz estão se distanciando e o pavor de perdê-lo toma conta dos impulsos dela, se desespera, pede um balde d’água, não é atendida, então estapeia a cara do rapaz.

- Acorda, não morra, acorda!!! Pelo amor de Deus!

Ele recobra a consciência por segundos, exatamente o tempo que ela precisa para se despedir:

- Sua vida tiro eu! - ela diz e com o último tiro dado à queima roupa no coração o entrega ao infinito.

Vendo os dois pateticamente mortos ela respira aliviada, como nunca em dois anos. Pôde ainda perceber que as manchas de sangue acrescentaram uma linda tonalidade violeta, como um tye-dye à seda pura azul celeste da saia de seu vestido longo – tentarei cristalizá-las – pensou. E ao guardar o 38 (de verdade) na bolsa (cara) viu no fundo as chaves do carro e parou pra refletir um segundo em sua vida. Ela viera do nada! E conquistara toda a sua estrutura de vida, não fosse aquele maldito se fazendo de nuvem e tapando-lhe o sol, ela teria enxergado, antes, tudo o que ela era e tudo o que representava pra si mesma, tudo o que conquistara, amigos, estrutura, confiança, momentos maravilhosos que vivera.
E viverá!
Sua certeza era tanta de seu sucesso agora, que seu desejo se convertera nele estar vivo ainda, vivo para vê-la por cima, se diminuir e se arrepender num futuro muito próximo, pensando um pouco mais, ela percebeu que no fundo seu verdadeiro desejo era, na verdade, que ele estivesse vivo para ela provar pra si mesma, tal será seu sucesso, como não estará se importando nem um pouco com ele no futuro, ainda que ele se arrependesse ou não!
Neste momento, o polonês contornou com a mão gigante a fina cintura dela e soltou um suave:

- Vamos amor, temos uma longa vida de realizações pela frente!

Ela deu um passo em direção à saída, quando o telefone que estava em sua mão tocou e a trouxe de volta! Num surto, e ainda transpirando por conta do telefonema que fizera há segundos atrás, ela percebe-se realizada e satisfeita ao ver o quanto a sua imaginação fora longe (o telefone continua tocando), sente-se tranqüila agora, mas não pela sua consciência estar livre por não ter matado ninguém ou por não ter feito ninguém sofrer, mas sim por ela saber-se tão bem agora (o telefone continua) que terá tempo e segurança de sobra para transformar aquele inodoro e incolor numa mancha cinza do passado.
Ela atende ao telefone ainda em tempo e do outro lado escuta de um dos "doze" um sonhador bom dia, bom dia esse que ela retribui sem dúvidas com muito mais que um "obrigado, igualmente", enquanto pinta os lábios de vermelho.

FIM

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

NOITES EM CLARO
- segundo capítulo

Ela aponta para o ex e não se atreve a chamá-lo pelo nome. Ele vira, silêncio perpétuo.
- Ajoelhe-se e diga que me ama!!!

Ele assim o fez, com as mãos pra cima.
- Agora diga a ela que a ama!!! – referindo-se a atual.
Ele assim o fez.
- Agora ajoelhem-se de frente um pro outro e digam que se... (quase chora) amam!!!
O fizeram.
- Agora... (se cala, treme, enxuga as lágrimas sem borrar a maquiagem) agora amem-se!!!

Eles não compreenderam, assim como ninguém naquele salão. Um burburinho enche o recinto de um barulho irritante para quem está irritado. Um tiro no teto. Silêncio.

- Meu amor – ele diz ajoelhado e ainda assustado com o tiro – tente se acalmar, você bebeu um pouco demais, olhe as pessoas ao seu redor.

De fato, na festa predominavam senhoras e senhores de idade, crianças e casais felizes, todos com seus cargos sociais devidamente bem ocupad... de repente um tiro enfeita a mesa do bolo e a cara chorosa da aniversariante atrás da mesa com sangue e miolos, a “linda e como sempre insuportavelmente simpática” estava agora sem batimentos cardíacos e morta no chão ao lado dele. Ele, estático.

- Agora ame-a!!!

Ele num choro ensimesmado não responde, ou não ouve.

- A-ME-A!!! – ela engatilha a próxima bala em meio aos soluços e prossegue – E antes que me pergunte, nunca mais passarei uma noite sequer acordada imaginando o que fazem e como fazem, agora verei, e confesso que me parecerá bem nojento. Nunca mais sentirei frios na barriga por conta do infinito, desgraçado, maldito desejo que sentem um pelo outro.

Silêncio perpétuo ainda. Ele, aos prantos, começa a baixar suas calças e subir a saia do cadáver enquanto a coloca em “posição de parto”, deita sobre ela, mas mantém tronco afastado, como quem tenta se segurar longe do chão numa flexão - não tem coragem de olhá-la no rosto desmiolado e ensangüentado.
Vendo a cara dele de infinito nojo, ela quase pensa em baixar a arma, o espírito dela fora inundado por uma sensação que a quilômetros de distância lembraria a sombra do que se pode chamar de – talvez – piedade, vendo agora que ele não mais gosta dela como antes, que agora sente nojo. Era quase o bastante pra ela, e seus braços com a arma em punho, aos poucos cediam à força da gravidade, quando o corpo dele também cedeu, seus músculos estavam fartos de fingir foder aquele cadáver e deitou-se sobre o corpo. A gravidade para ela perde a força e lá está a mira no alvo novamente, quando num gesto de carinho jamais visto por ela, ele beija a boca ensangüentada do cadáver, e balbucia, ainda aos prantos:


- Te amo!

Antes mesmo de conseguir dominar seus impulsos ela está ao lado do casal com a mira no rapaz.


CONTINUA...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

NOITES EM CLARO
- primeiro capítulo

“Alô, só pra te desejar um bom dia”.
Esta frase era o que permeava na cabeça dela momentos antes de usar o celular, que naquele momento repousava em sua mão direita, a espera. A adrenalina que fazia seu sangue parecer lava a deixava trêmula e excitada, excitação que em questão de segundos tornara-se ódio, quando da resposta dele: “obrigado, igualmente” – cinza assim.
Imediatamente ela abre sua arma secreta, a mais poderosa, que infalivelmente entre todas aquelas folhas cheias de nomes, números e letras na seqüência do alfabeto, a fariam recordar de um bom recurso, afinal, nesses dois anos desde o divórcio, sua teia não dera trégua. E os troféus que ela atraíra são diversos, inúmeros. Dentre os quais:
- O executivo: o do Chrysler, de Bariloche, do Terraço Itália, dos vinhos italianos, dos diamantes – que mora infinitamente longe;
- O bicho-grilo: o das trilhas, do olho de safira, da lua, do banho nu na mata, do sexo selvagem, do esoterismo, das viagens surpresa – que transpira maconha;
- O treinador: o bombado, esculpido, queixo quadrado, educado, cheiroso, baladeiro, engraçado – broxa.
E assim a lista se estende a doze, doze que são melhores, excluindo o resto. E analisando bem, ela encontra o perfeito:
- O importado: o polonês, 1,98m, simpático, português com sotaque, faz projetos sociais no Brasil, lava, cozinha (e como cozinha), passa – cavalheiro demais.
É este!
E é com esta arma em punho que decide ir ao aniversário da afilhada, qual o padrinho é o ex e, portanto, estaria lá. Mas para a surpresa dela, ele, o ex, o do “obrigado, igualmente”, apareceu com ela, ainda, ainda juntos, ela linda e como sempre insuportavelmente simpática, e eles como sempre insuportavelmente felizes (ao que parecia).
Terminado os parabéns, momento auge de uma festa de crianças, ela cuidadosamente abre a bolsa (cara) e saca um 38 (de verdade), sabia que viria a calhar um dia.

- Ei!!!
Aponta para o ex e não se atreve a chamá-lo pelo nome. Ele vira, silêncio perpétuo.
- Ajoelhe-se e diga que me ama!!!
_
CONTINUA...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Coloque a música antes de ler o post!
_


Thelma e Louisse havia acabado há quinze minutos.
Eu estava sozinho no quarto prestando atenção em como a fumaça do meu cigarro dançava impecávelmente ao som de "Everybody's Gotta Learn Sometimes"*.
Era 3h33 da manhã.
Eu estava mudo.
No meu coração um mix de angústia, sonhos e espectativas me faziam perder o sono.
Tanto pra resolver.
Estou para a vida um bailarino, assim como a fumaça para a música. Mas no meu caso, diferente da fumaça, dói quando o passo perde o compasso, quando o ritmo perde o tino, como Chico dizia:

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá"

Essa vida cheia de nuances e equívocos me fortalecem bem! Mas é fato que não ter seu destino nas mãos dói, e dói.

Mas me pergunto que tipo de pessoa eu seria se tivesse vivido uma vida regrada e matemática até aqui? É certo que as partes mais legais de se lembrar e contar de uma viagem são seus equívocos e surpresas e eis minha vida, madrugada a madrugada...

Caso queiram saber a quantas anda a minha vida, basta que acendam um cigarro, deixem a fumaça dançar ao longo da madrugada ao som desta música, acompanhada pelo derradeiro gole de um merlot que pinta de vermelho o fundo de uma taça, gole esse que por sinal tomarei agora, antes de dormir - sem escovar os dentes.



*Everybody's Gotta Learn Sometimes:
música tema do filme O Brilho Eterno
de Uma Mente sem Lembrança

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008


idealização: Murillo Marques
execução e direção de fotografia: Hugo Henrique
direção artística: Marcela Primo
rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

"Não.
Não é possível
criar um poema
nesse escritório.
O grampeador é feio
a mesa é velha
os armários, cheios.
Na minha cabeça
há umas idéias
soltas e meu olhar
num esforço hercúleo
poderia até ver beleza
sob o encardido
das persianas.
Mas, por tédio
e cansaço e
falta de vontade
a tarde escoa
como papel A4
quando o fax dá pau:
até esgotar-se
e sem poesia."
-
(sei que somos mais)

autor desconhecido
-
enviado pra mim por Elton

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

DOA A QUEM DOER

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

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"Um lugar não definido, é o lugar de todas as sensações, onde não há nada a perder, é sair de dentro da caverna de platão!!!"
-
Murillo Marques
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sábado, 2 de fevereiro de 2008

rosa, borboleta, noite, oceano

Esta rosa nunca mais foi regada - pensava - mas ainda cheira.
Já beirava as 5h da manhã, ele estava semi nu, a barba por fazer tocava a fronha que tocava o travesseiro que tocava o lençol que cobria a king-size que abrigava outras duas pessoas também semi nuas. O sono já havia carregado para longe uma delas, ele por sua vez, era acariciado infinitamente, incansávelmente e se perguntava de costas para as carícias de frente para a noite paulistana do outro lado da janela: "como pode não se cansar de movimentar-se desta forma?"
Uma estrela, somente, brilhava sob o céu de Perdizes ou Alto da Lapa ou Sumaré, que seja, acompanhada pelo pisca de uma torre solitária - "São Paulo, mágica São Paulo, mágica e perfumada noite paulistana". O cheiro de São Paulo à noite lembra a ele, sabe-se lá por que cargas d'água encontros, cigarros, gente nova e aquela respiração ofegante que se tem antes de transar pela primeira vez com alguém. Por isso andou trocando a noite pelo dia; paixão louca pela noite, pelas paixões da noite.

Ainda que aquela rosa cálida no criado cause incômodo ao cheirar tanto, ele não mais se atreverá a movimentá-la, pois sob três derradeiras pétalas secas, hoje bordôs portanto e não mais vermelhas como outrora, há um caule repleto de espinhos e espinhos e espinhos. "Não mais tocá-la", ordenou a si mesmo ao ferir-se pela última vez, "não mais tocá-la". E ainda que aquele odor incomode, ainda que remeta a passeios em casal com o cãozinho na beira da praia, resta-lhe aquele perfume, aquele perfume urbano e noturno que o faz pensar no mundo lá fora, que tem sido tão receptivo, nos vinhos e queijos e afins.
A fronha com insetos forçou-o a se lembrar da crisálida que vira no Trianon na mesma semana, "quando sairá, será?"
E o estado de hipnagogia que agora dominava sua mente, fez emergir das lembranças aquele oceano fresco, cheio de mistérios que pede um mergulho profundo, oceano esse que já o fez despir-se, "não mais mergulhar com armaduras" - prometeu, e quase mergulhar.
E lá estava ele acariciando seus desejos com detalhes do mergulho, quando aquelas implacáveis/incansáveis carícias dominaram seus sentidos, entregando-o aos braços do inconsciente enquanto as últimas pétalas da rosa, sem vida, sem mágica, em seu último suspiro, tocavam o frio e real chão de mármore acinzentado.

na foto:

vista panorâmica do banco Santander

(antigo Banespa) do Vale do Anhangabaú

sábado, 19 de janeiro de 2008

Alguém precisa de esclarecimentos quanto a imagem??



Caso sim, tenho 24 anos, um sonho e mais ou menos 24 rumos que se podem tomar pra chegar até ele tb! Me pergunte se algum é certeiro?


Mais alguma pergunta?

Também prefiro que se cale, afinal não terei respostas o bastante!!!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Foto digna de um belo texto!!!

Quem diria que a sensibilidade estaria lá? Ardente como areia de praia e asfalto de cidade. Quem diria que entre tantas dúvidas haveria um olhar tão sincero.
É tudo sempre tão sincero.
Quem diria que haveria ali tanta mágica e cores tão reais?
Que pecado tão pouco tempo pra tanto.
É injustiça, não acha?
Não acham?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008


água manta


a água vem que vem lavando

lava lava bem calada

cada mágoa

água santa

santa manta molhada

da terra

da mata

não mata

nem erra

essa água vem lavando minha serra


cada erro

cada pranto

cada maltrato

todo susto; agora passado

lavou tudo

essa água

e no entanto entrou muda

e saiu calada



hugo

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

E este é pra vc...
...criar vergonha e comprar a placa de som - rs!!!

True colors - Cyndi Lauper


Marcela este é pra vc!
Da década de setenta - rsrsrs:

Vogue - Madonna

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Komm, meine Armen sind geöffnet und mein Hertz wartet.

Tradução:
Diego Linhares
Pout-Pourri
sobre meu ano novo

Quando a lua apareceu ninguém sonhava mais do que eu
Já era tarde, mas a noite é uma criança... distraída
(...)
É o fim da picada, depois da estrada começa uma grande avenida
No fim da avenida, existe uma chance, uma sorte, uma nova saída
São coisas da vida
E a gente se olha
E não sabe se vai ou se fica
Qual é a moral?
Qual vai ser o final dessa história?
Eu não tenho nada prá dizer, por isso digo
Que eu não tenho muito o que perder, por isso jogo
Eu não tenho hora prá morrer, por isso sonho



Baby Baby



Não adianta chamar



Quando alguém está perdido



Procurando se encontrar



Baby Baby



Não vale a pena esperar



Oh! Não!



Tire isso da cabeça



Ponha o resto no lugar


Os ventos do norte

Não movem moinhos

E o que me resta

É só um gemido...

Minha vida, meus mortos

Meus caminhos tortos

Meu Sangue Latino

Minh'alma cativa...

Rompi tratados

Traí os ritos

Quebrei a lança

Lancei no espaço

Um grito, um desabafo...

E o que me importa

É não estar vencido



Eu hoje represento a pergunta
Na barriga da mamãe
E quem morre hoje, nasce um dia
Pra viver amanhã
E sempre!
Eu hoje represento a cigarra
Que ainda vai cantar
Nesse formigueiro quem tem ouvidos
Vai poder escutar...
meu grito!

Coisas da Vida
Rita Lee
-
Ovelha negra
Rita Lee
-
Sangue Latino
Secos & Molhados
-
Luz Del Fuego
Rita Lee

Coisas da Vida (Rita Lee) - Acústico Mtv


quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

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*
*
"And I miss you
like the deserts miss the rain"
-
Everything But The Girl
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*

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Clica aí pra ver o convite! Bjus
___

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

"De onde estava, não conseguiria ver os olhos da moça. De onde estava, a moça não conseguiria ver os olhos dele. Mas as memórias de cada um eram tantas que ela imediatamente entendeu e aceitou, desaparecendo da janela no exato instante em que ele atravessou a avenida sem olhar pra trás."

Caio Fernando Abreu
(denovo sim, e daí?)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

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"Sempre posso parar, olhar além da janela. Mas do interior do trem, nunca é fixa a paisagem."
-
Eu, Tu, Ele - Caio Fernando Abreu
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sábado, 10 de novembro de 2007

Delicada Relação

Assisti denovo Delicada Relação depois de uns longos anos, e confesso que parecia a primeira vez, ou talvez um tanto mais emocionante.
É um filme israelense de história verídica que fala sobre dois soldados e de sua (como o nome já diz) 'delicada relação'.

O que é a trilha do filme?!!! Essa porra não sai da mente, é muito boa mesmo!

Eis o clip! Quero muito que assistam, e embaixo segue a letra.



Obs.: A letra original na legenda do filme é melhor, mas achei no google a letra em inglês, se acharem a tradução da israelense, vendo minha alma pra ti! rs

Sua alma

Quando o vento sopra todos os medos pra longe
O amor faz com que as flores cresçam
Vermelhas e verdes e douradas como raios de sol
Dê-me sua alma
Não a deixarei partir

Mande as nuvens embora
E deixe que o céu fique limpo
Fiquemos à luz
Sombras são carregadas de medo

Não pode se esconder eternamente
Pois irá se machucar
Não é esperto assim
Tente ao menos uma vez
Liberar seus sentimentos

Apenas você e eu
É tudo o que devemos ser
Não fuja
Com seu mais profundo segredo
Juntos eu e vc
Nos amando tão diferente

Quando o vento sopra todos os medos pra longe
O amor faz com que as flores cresçam
Vermelhas e verdes e douradas como raios de sol
Dê-me sua alma
Não a deixarei partir
E você sabe que eu não irei

Então venha e divida comigo
Todos os seus profundos segredos
Juntos eu e vc
Nos amando tão diferente

Bo - Rita

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Nesta semana, hoje e pela última vez, o ar me falta!

Este oceano que hora me abriga hora me sufoca está agora a roubar-me quase o último suspiro, o último sorriso! Está quase a desencadear a primeira gota de lágrima que puxará a outra, e a outra, e a outra, até que o oceano ao meu redor se torne mais salgado, mais profundo, mais desconhecido e voráz!

Eis que é aqui, que assim como dizia o oráculo, eu veria minha morte! Estou frente a frente, lábio a lábio com ela, e ela me amedronta. É fria! É sagaz!
E eis que chegou!

Na minha queda estou a alguns pés de sentir o chão se unir com a gravidade e transformar minhas vétebras em suco e nada mais! Estou vendo, vendo tudo isso! Mas vejo de fora também!

E do lado de fora fui advertido, assim seria, já o dissera! Veria a morte! Mas eu não devia duvidar, e a morte assim como a queda, me serviriam de passado, e eis-me aqui duvidando, duvidando piamente!

Dêem graças os que lerem estas palavras, foram as primeiras de pessimismo em muito tempo, e serão as últimas também!

De nada me servirão estas venenosas palavras, assim que meus pés tocarem delicadamente, e para sempre, o chão novamente!!!

Que assim seja e assim se faça!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

... "I love 'her', I love 'her', I love 'her', I love 'her', I"...


Pois é!

Eis-me aqui em frente ao computador teclando um desabafo com
os olhos ressecados, de lágrimas que molharam e se foram! Parece fútil e confesso! Parece fútil, sim! Mas chorei ao ouvir Unravel, ela tocou Unravel! Ela podia ter tocado qualquer que fosse a música mas logo essa que eu amo! Então me machucou! Me machucou o fato de eu ter seis vezes o valor da entrada (inteira) do show na conta e não poder usar por dívidas passadas, por resolver problemas que são em partes meus mas que eu tenho que arcar com os de todas as partes! Enfim... assim cresço! Assim amadureço!
Mas dói!
Dói querer fazer algo em anos e não poder, dói porque lá seus amigos estiveram, e eles não têm as mentes repletas de represas, eles não têm o coração mais aflito que tranqüilo, eles estão livres, e eu estou preso, ainda!

Crisálida que não se vai!

Eis o vídeo:



sexta-feira, 19 de outubro de 2007


Assisto com muita tristeza

a pena da aspereza

dilacerando a beleza

de uma linda sinfonia.

A aguarrás de juízes,

ciumentos, inflexíveis,

descolorindo as matizes

de uma linda pintura

só porque não gostam

da assinatura.

.

Mas vai como uma bailarina,

com a inocência de menina,

dançando em volta do sol,

a grande Mãe Terra.

Enquanto muitas nações,

governos, religiões

ensaiam a dança da guerra.

.

Na verdade a bola azul,

quase nunca foi amada,

é sempre penalizada.

Tem um trabalho enorme,

dedicação e talento

pra preparar a mistura

juntar os seus elementos

para dar forma as criaturas,

e elas depois de paridas,

desconhecem a matriarca

e dizem mal agradecidas

que a carne é fraca.

E quando o planeta gera um Avatar,

um iluminado assim como o Nazareno,

tem logo quem se apresenta

com conhecimento profundo

e diz:

“Não é desse mundo, só pode ser extraterreno.”

.

É difícil entender

porque é que o homem

até hoje

cospe no prato que come.

Alguma religiões

não sei por qual motivo

dizem que a terra é um território

com vocação pra purgatório

não passa de sanatório,

e que nós só seremos felizes longe dela

bem distante

lá onde os delirantes

chamam de paraíso.

.

Altay Veloso

sábado, 13 de outubro de 2007

Ei!!!

Não tenho postado nada nestes dias pois estive num momento de grande catarse!

Agora estou recuperado e com coisas borbulhando aqui pra escrever!

Logo meu novo texto chega!

Beijos no sexo!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Coisa estranha essa vida!!!

Até ontem mesmo buscava me estruturar e ter tudo o que me trouxesse segurança abaixo de meus pés, mantendo meus alicerces bem seguros, e agora... mudança!!!

Acredito ainda mais no acaso que ontem, e mais que nunca tenho aprendido o quanto certas faltas de rumo levam a rumos maravilhosos, e o quão é excitante não ter total certeza de amanhã! É assim que as melhores coisas vêm à tona! Algo tão simples de pensar, e precisei ler sobre isso pra me tocar!!!

O que há de bom em se seguir uma rotina rígida, em saber quais são todos os seus próximos passos, em ter certeza sobre suas futuras quedas e vôos?
Segurança você diria!
E digo que recuso!
Recuso com desgosto nesta fase da minha vida - e porque não por ela toda?

Recuso pois me agrada meus intocados próximos passos, me agradam os riscos e as expectativas, a ansiedade! O passo dado não precisa ser dado milhões de vezes, perde o tino assim, perde a cor!!!
Me gusta meus momentos de incertezas nas quais as certezas surgem como mágica!
Me gusta deitar, e ler meu dia vivido seguido da página em branco do amanhã!!!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007


"Têm horas nessa vida
Em que não há mais saída
E se vê que a cortina fechou
Difícil é a descida
D'um vulcão que cospe lava
É melhor ficar em cima meu amor"
-
Shakira
-
- que horror né? Mas ela tem umas coisas legais vai!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Rosana - Sin Miedo

"Sem medo, o mal vai se tornando bom
As ruas se confundem com o céu
E nos fazemos aves, voando sobre o solo, assim
Sem medo, se quer as estrelas que estão no céu
Não há sonhos impossíveis nem tão distantes
Se somos como crianças
Sem medo da loucura, sem medo de sorrir

Sem medo, as ondas se acariciam com o fogo
Se esticar bem os dedos
Podemos com as pontinhas, tocar o universo, sim
Sem medo, as mãos se enchem de desejos
Se somos como crianças
Sem medo da loucura, sem medo de sorrir

Sem medo, sinta que a sorte está contigo
Brincando com os duendes abrigando-te o caminho
Fazendo de cada passo o melhor que se pode viver
Melhor viver sem medo"

Sem palavras.

Eis o clip:

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

PAGUEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIII!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

PASSEI NA FACU E NÃO TENHO COMO PAGAR A PRÉ-MATRÍCULAAAAAAAA

terça-feira, 25 de setembro de 2007

ÁLBUM ATUALIZADO!!!
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(link 'fotos')

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

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"Hoje em dia, Clarissa acredita, deve-se medir as pessoas primeiro pela bondade e capacidade de devoção. A sagacidade e o intelecto muitas vezes cansam; nossas pequenas exibições de gênio"
-
Michael Cunningham
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Última Vez - Julieta Venegas

Letra linda! Música linda! Mulher incrível! Taí uma cantora pela qual me apaixonei master rápido!



A propósito, o clip não é dela! É só pra ouvir a música mesmo!
Divirtam-se!

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“Certa vez te disse que te amaria para sempre
E pensava assim de verdade embora hoje não te pareça
Eu não falava por falar, era o momento e o lugar
E esta dor que sinto agora, eu sei
Que não me deixará igual

Porque hoje é a última vez que falo contigo
Hoje é a última vez, e não consigo explicar este final

Não acredite no que te digo agora, falo assim porque me dói
Acredite nos meus olhos, em como costumávamos nos olhar.
Mas... deixamos passar, perdemos a oportunidade.

Por desatenção e por pensar que nada poderia nos separar”

Julieta Venegas

- precisei responder à altura a sua poética provocação

"Um homem estava morrendo - de repente num acidente de estrada. Ninguém sabia que ele era judeu, então chamaram um padre, um padre católico. Ele se curvou bem próximo ao homem - e o homem estava morrendo, nos últimos estertores da morte - e disse:
- Você acredita na Trindade do Pai, do filho e do espírito santo e em Jesus meu filho?
- Veja só - respondeu o homem, abrindo os olhos -, eu aqui morrendo e ele fazendo charadas!"
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Trecho do livro "Coragem", escrito por Osho.
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- religião... prefiro outros contos de fadas que não têm tantos dogmas

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

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São pesadas as minhas vestes arlequinais;
não obstante, tenho o coração à mostra.
Nu, mas em retalhos.
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- Marcela Primo -
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007



“Panis Et Circenses”*

Ouvi há mais ou menos uma semana de um amigo gay, algo parecido com: “aqui é tudo 100% hétero” – se referia a costumes e objetos de uso pessoal, não sexualidade. Isto em nada me afetou com relação a ele, mas me fez pensar em certas coisas que me motivaram a escrever o que vem a seguir:

Como assim os próprios gays têm preconceito de ser gays?

Vou começar por um ponto de vista paralelo; eis uma frase que canso – e vocês também, certamente – de ouvir:
- "Acho que se o cara 'quer ser' gay, tudo bem, nada contra! Mas virar mulher eu não aceito, acho exagero! Não é porque o cara é gay que ele tem que virar mulher".
Apenas me calo!!!
Como é que alguém tem a audácia e a pretensão de achar que é sábio e experiente o bastante, a ponto de compreender o universo interior do resto da humanidade? Muitos não conhecem nem os seus próprios. Se as pessoas compreendessem ao menos a muralha infinita, interna e externa, que um homossexual enfrenta quando assume sua realidade, até para si mesmo, perceberiam que nada é assim tão simples de ser resolvido. Basta imaginar o quão maravilhoso é ter de escolher os lugares para segurar a mão de quem ama e refugiar-se cada vez que quiser dar um beijo, além de escolher a dedos aqueles com os quais trocará confidências. Não é fácil, embora excitante! Partindo deste ponto, imagine a quantidade de pesadelos que não enfrenta um transexual até tomar sua decisão, devem ser crises de inalcançável complexidade!
Daí então ouço a frase descrita logo acima, acerca de ‘virar mulher’, e ao fazer uma – nem tão profunda – análise, constato que este “comentador”, desgraçada personagem saturada pelo cotidiano (e não me refiro à música do Chico), não faz nada além de viver segundo os preceitos desta sociedade insustentavelmente hipócrita. Isto tudo, tendo em vista que já ouvi “a frase descrita logo acima, acerca de ‘virar mulher’” até de homossexuais também! Então analiso suas roupas discretas, seus cabelos na moda e sua voz contida: perfeito! Ele é um exemplar perfeito daquilo que a sociedade quis que fosse. A mesma sociedade que vêm melando em merda (com o perdão da palavra) seus conceitos e pré-conceitos desde o início das civilizações.
É louvável sim que um cara discreto seja discreto por que seu interior assim o quis, o mesmo digo aos afeminados e às transexuais, mas esconder-se através de um escudo heterossexual em busca de status é o patético da questão, ou mesmo um escudo de bichisse no caso contrário.
Amo o único, o autêntico, a liberdade!
Afinal, quem nunca excedeu seus limites que atire a primeira pedra – em si mesmo, já que nem pra isso teve capacidade! E para os que se sentem incomodados com a questão de alguma forma, devo dizer que se cuidem! Pode ser um desejo de libertação que está sendo reprimido pelo seu inconsciente, e nas esquinas as quais você costuma passar gritando injustiças, esteja trabalhando nada mais que alguém igual a você... amanhã!


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*O termo “Panis Et Circenses”, refere-se à cultura do “pão e circo” usada em Roma, oferecia alimentação e entretenimento aos romanos a fim de distraí-los dos reais problemas políticos. O termo foi usado pelos Mutantes aparentemente pela falta de visão, comodismo da sociedade e pelo modo como as pessoas se escondem atrás de padrões e imagens, e acabam por perder as melhores sensações de liberdade!

Eis a letra da música, e abaixo, o vídeo:

Mutantes - Panis Et Circenses

Eu quis cantar minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei fazer de puro aço luminoso um punhal
Para matar o meu amor e matei
Às cinco horas na avenida central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei plantar folhas de sonhos no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes procurar, procurar
Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer






segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Já fomos à lua?

Sim, à lua!


Já nos penduramos em suas pontas agudas ou escorregamos pelo seu sorriso?

Tal é a mágica que transpiras, que sinto real a execução desta ação, mas tal é insano o ópio sagrado do qual me embebeda tua presença, que perco o tino necessário para avaliar se houve ou não tal passado!
.



És mágica
És noite
És lua; és "gato"
És vinho
Tinto
Cigarro
És papo
Divino
Sensato
És sonho
És ato
Que sonho
Tristonho
Sem tu
Sem teu
Contato
*
Já fizemos morada numa rosa vermelha?
Já fizemos da noite um emaranhado de perfumes?
Já transformamos em letras as estrelas e poetizamos constelações?
Já transformamos lágrimas em vinho?
Já mergulhamos neste mesmo vinho? Até o fim?
Já trocamos carícias aos pensamentos?
Já ciframos corpos e cancionamos sentidos?
Cancionamos?
*

Fazes-me acreditar se puderes, poeta, que não somos capazes disto tudo! O desafio está posto! Faça de teu sangue maremoto e de lava tua pele, somente desta forma - talvez por meio segundo - eu poderia acreditar que nossas mãos dadas, não seriam o veículo necessário, capaz de transportar-nos a um por um destes devaneios, e realizá-los.

Devaneios estes, que vistos de dentro de nosso mundo

sépia-rubro

não passam de mera
e singela
realidade.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

- pero no dudes


"Pero no dudes. Se lo hacer, morirás." Eis o que o oráculo me orientou que fisesse; que pulasse! "Salte penhasco abaixo e confie que nada te acontecerá. No caminho sentirá o medo da morte diante de você. Passará fome e frio. Mas não duvide. Se o fizer, morrerá. Caso contrário, aterriçará suavemente."


E eis-me aqui, no meio do vôo, ou da queda. Vejo nuvem a nuvem passar por mim, vejo os galhos dos quais escapo, pássaros. E o frio na barriga que de quando em vez insiste em me pegar! Mas insisto, insisto no fim tão almejado! Não é possível que tantos caminhem tranqüilamete lá embaixo e eu morra! Mas também vejo corpos aos montes, mortos, uns menos uns mais podres. Somente não acreditaram? Não sei! Acontece que já estou no meio do caminho, já estou caindo e não resta muito a ser feito, se a "tal salvação" não vier, me esburracho.


A essas alturas devo acreditar como sempre fiz, e me deixar cair!

E o que me ajuda a suportar a queda, é o vento que sinto emaranhar meus cabelos e me refrescar, enquanto o sol nascente no horizonte me esquenta, e me banha de luz alaranjada.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007



se teve uma manhã gostosa, eis um trecho da própria

- estrelando -
Adriano Veríssimo

Caroline Poquelin

Hugo Henrique

Val (?)


"...é difícil
criar coragem
num mundo
cheio de gente
em que
você pode
perder tudo
de vista,
e a escuridão
de
dentro de você
pode fazê-lo
sentir-se
tão
insignificante..."
*
Cyndi Lauper

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Era ainda cedo quando acordei atrasado!

- Me esperem pelo amor de Zeus – eu pensava enquanto vestia apressadamente a roupa sentindo o queimar do creme dental que repousava em minha boca enquanto a escova era presa entre meus dentes.
O sol lá fora tinha um quê de convite, de possibilidade. Era aquele tipo de sol que te faz perder uns sete segundos, dá até pra pensar que o sol está mais feliz quanto qualquer um aqui embaixo que ficasse feliz em ver a intensidade daquele brilho, e logo estava eu sob aquela felicidade toda, a atender seu convite. Numa mistura de atraso e excitação, desci pelo caminho perpassando em minha mente milhares de possibilidades para aquele dia – quem dera fosse infinito, talvez enjoasse, mas quem dera fosse. O café da manhã veio em clima de fast-food, e dentro em pouco cheguei ao destino, mesmo atrasado fui o primeiro, seguido pela ‘garota do chitão’! Permanecemos a esperar a nave azul que insistia em não chegar com nosso comandante, ambos mais pareciam estar ‘a bordo de uma viagem sem fim’, mas chegaram e seguimos aos outros encontros.
Encontrados e radiantes, só nos restava atender mais e mais freneticamente àqueles chamados incandescentes do nosso astro. A rodovia nos tornava selvagens como animais, e ali mesmo, desbravamos segredos de castelos Incas e Wiccas. Sol, música, rodovia, amigos...
Bingo! Chegamos ao destino que a nave insistiu em rejeitar! O que não nos fez parar! E em bem pouco tempo, deixávamos nos levar pelo destino sobre um ‘vagão selvagem’. Tomamos banho na efêmera chuva mecanizada, enxergamos o mundo sob outro prisma e também os outros prismas do mundo (por vezes assustadores). Deixamos nos levar pela essência de palavras - quase - esquecidas, de objetos que circulam incansavelmente e de toques que fazemos e que nos são oferecidos.
Vimos mortos-vivos mais vivos do que mortos, e escalamos montanhas; de frente, costas e no escuro! Demos um pulo rápido no México e, pra fechar com chave de ouro nosso delírio, em Paris .
Um café. Mais uma madrugada. Confidências. Outro dia.

Delírio bem sucedido!
Valeu mesmo Dri, Carol e Val.
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(FOTOS DO DIA NO LINK "FOTOS", ALI AO LADO)
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