"Debaixo d'água tudo era mais bonito, mais azul, mais colorido, só faltava respirar.
Mas tinha que respirar, mas tinha que respirar... todo dia"

Arnaldo Antunes

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

só uma nota sobre coisas do coração

Tem uma coisa de real e triste em ver o tempo passar. Nessas horas entendo o que Cyndi Lauper quis dizer com "Então me pergunto: quem deixou na chuva?". Mas o real sempre chega né? Ou não?
 
Às vezes acho que não sou daqui, ou que a felicidade que busco não existe...
Os dias passam e o desgaste mas do que tudo me faz acreditar que as coisas podem não dar certo... aliás essa é minha única certeza, que assim, não vai dar certo! Mas não mudo mais nada... agora, só deixo tudo seguir e seguir...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ideal

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E ele andava sério pelas ruas de Buenos Aires. Umedecidas pela chuva, aquelas ruas conferiam àquela noite um ar mágico, com ares de amor eterno desses que se fazem amar mais a cada segundo.

O outro estava além da fronteira. Seu telefone era então uma arma mortal; um pouco mais que ficasse mudo era capaz de extraí-lo da realidade. Pousou a cabeça no travesseiro e deixou a mente devanear acerca de dados metereológicos, pois, vira ainda a pouco que chovia lá, além do Rio da Prata, e preferiu umaginar que o telefone se encontrava em coma por conta da chuva, “deve estar ruim de andar” pensava, “a chuva deve estar atrapalhando. Podem estar até sem luz por aquelas bandas”. Imaginava as mil coisas que podia ser: um raio, granizo, neve (neva lá?), trânsito caótico e bagunça nas ruas causada pela destruição que a chuva houvera desencadeado.

Ninguém devia advertí-lo disso… jamais, mas naquela noite na cidade do tango apenas chuviscava, com pancadas de chuva entre um chuvisco e outro, o que não impossibilitaria alguém de caminhar. Mas ele, ali em seu travesseiro, continuava seus devaneios… e o outro lá longe, caminhava pelas ruas a procura de um telefone! Tentara já alguns, tentara vários cartões e nada funcionava. Além de ter saído do conforto de sua hospedagem em meio ao aguaceiro, ainda correu muito pelas ruas em busca de um lugar aberto, em busca de uma pequena possibilidade de tentar falar com seu homem. A visão era apaixonante! Ele podia visualizar as gotas d`água escorrendo por aquele rosto másculo e belo de seu amado, gotas de desespero, gotas de amor! Gotas incômodas mas que foram aceitas em seu corpo em prol de um amor que deve ser lembrado, de uma voz que deve ser ouvida e uma saudade que deve ser sanada. A visão dele na chuva era realmente apaixonante! Apaixonante como outras cenas que se idealiza quando se ama, como alguém andando descalço para lhe ceder seus calçados, como alguém capaz de te esperar horas em algum lugar para te receber, te gostar sem botar defeito em nada, gostar das mesmas coisas, rir juntos, perceber a pessoa amando te olhar enquanto você se banha, essas coisas e outras mais.

E ele ia, úmido, chegando até uma cabine. Teclou um número extenso, internacional… e o telefone tocou! Quebrou o sonho sonhado do saudoso rapaz que ansiava pela ligação, para dar origem ao sonho real. Se tentasse lembrar, aquele rapaz sonhador não saberia nem como atendeu, a ansiedade era tanta que seu braço foi levado a atender o telefone por um impulso nervoso totalmente instintivo. Do outro lado uma voz não esperada, um qualquer, uma qualquer, não interessava - outrora até uma voz bem-vinda, agora uma sombra qualquer, não a de seu amado… dor.

Quase não ouviu sequer uma palavra que fora dita ao telefone tal era sua decepção, colocou o telefone no gancho e parou de idealizar naquele instante. Parou de sonhar com seu amado na rua, na chuva, só pra dar um telefonema (imagina só que bobagem!)… se sentiu um idiota agora. Voltando à realidade, era ridículo imaginar que essas coisas acontecem de verdade, que esse tipo de amor e de atitudes saem do campo das idéias: um amor mais que esperado, mais que sonhado, que mereceria todo o resto de uma existência (ou talvez mais, se houver) para ser vivido em sua completude, um amor idílico desses, etéreo, perfeito e incondicional.



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Desculpa aí galera!

Este post é de cunho extremamente pessoal!

Análise

Ultimamente tenho observado com muita curiosidade esta obra intitulada Upside Down (de ponta cabeça) do grande artista espanhol Joan Miró, nascido no fim do século XIX. E gostaria de aqui explanar um cadim sobre as relações desta obra em minha vida!

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1º) textura de papiro:

Descrição: comecemos pela base! Rústica, repleta de nuances e (belas) texturas. Cores aconchegantes e confortáveis. Estáveis ao passo que imprevisíveis e assimétricas.

A relação: desejo de conforto, estabilidade. A busca pelo aconchego, um lugar que possa chamar de meu. No entanto o desafio; sempre o desafio, sempre a busca pelo novo.

2º) as cores:

Descrição: para um olhar leigo, cores infantis! Primárias com excessão do preto e do verde. Mas basta um olhar um pouco mais profundo para entender que o simples azul, é na verdade azul cobalto. O vermelho é coral. O verde é musgo e o amarelo pastel. Cores que não são fáceis de serem produzidas e tampouco combinadas sem que nada pese demais ou fique de fora da homogenia proposta – Miró o fez com maestria!

Obs.: notem que os lados esquerdos do que seria o peito de cada figura tem maior incidência de vermelho.

A relação: o desejo do não óbvio! Mas atenção, do não óbvio se encarado a fundo, não num primeiro olhar, neste, só o que deve ser ostentado é a sutileza da existência, algo simples, mas que quando visto a fundo torna-se algo deglutível, instigante e mergulhável. O preto são lacunas e mistérios… coisas a serem desvendadas – ou não! A simples existência do mistério torna tudo muito mais real!

3º) as formas abstratas:

Descrição: obra rica em curvas, retas e ângulos, linhas soltas e formas isoladas.

A relação: fluência, serenidade, caminhos diversos, idas e voltas e idas, idas sem volta, tribulações, paixões, fogo, calma! Caminhos soltos percorridos por diversos universos ardentes, calmos, misteriosos, infantis e orgânicos. Extremismos, objetividade, ação, altruísmo, teimosismo e muita força.

4º) as formas concretas:

Descrição: segundo minha ótima, se analisarmos concretamente temos aí alguns elementos. No entanto, estas mesmas imagens podem ser milhões de outras, logo, prefiro converger as questões e relações a seguir num mesmo ponto de vista. As imagens são:

- duas pessoas

- um sol

- uma estrela

- um gato

- uma criança

A relação: de início, uma imagem de família. Juntos, num ambiente favorável, de temperatura favorável, fazendo companhia e tornando-se auto suficientes. Mas, sob outra ótica, estão invertidos, denota conflito, em contraponto são praticamente um; amor. Olham para direções diferentes; não compartilham as mesmas formas nem os mesmos objetivos, embora compartilhem as mesmas cores

Convergendo: ponho agora esses dois numa cama - no criado mudo ao lado, o telefone está no gancho e eles já não parecem dois opostos, parecem até mesmo se divertirem com o fato das direções opostas não afetarem em nada. O que poderia ser os braços do ser de ponta cabeça poderia representar agora chifres e trago o Diabo do tarô em questão: sexo, libido, hormônios, paixão, ambição, riscos – olhar direto em direção ao espectador; sem meias palavras. O outro olha na direção do sol, voltado para o lado superior esquerdo da tela – lúdico; emocional latente, sonhos, desejos, magia, coração, alma! Dois seres em absoluto vínculo! Um é diferente do outro, mas carregam as mesmas cores unidos pelo amarelo - única cor única da obra que se encontra no meio dos dois fechando um elo, uma união conquistada por eles. A imagem parece estar em movimento, sem lugares para manter em estoque o passado.

Tudo isso pode ter uma outra ótica se analisado de ponta cabeça como manda o “manual”. Mas em qualquer uma das direções, o que interessa é o fato de que a cor vermelha sempre estará lá; predominante do lado esquerdo dos peitos.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Quem poderá?


Quem poderá julgar o que se sente?

O que os olhos não podem ver...
...pois as nuvens cobrem um céu limpido.
Que um amigo deixei
Que amores conquistei
E nada foi suficiente
para o sol poder ver.

Quem poderá julgar o que se mente?
Dizemos palavras nobres
para um bom desempenho...
...que não nos deixa sair de dentro...
...da alma...
...de um cirandeiro e de um amor infantil
cumplice das brincadeiras de roda
e vivendo constantemente
numa inocência febril.

(Anjo Negro)

Queria saber quem escreveu isso! Tão lindo!
Lembram desse blog gente?
http:
//avessodopoeta.blogspot.com/

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

o estojo


Quando estava trabalhando no meu penúltimo emprego como estilista (coisa de dois anos atrás), ganhei um estojo da minha amiga pois tinha entrado no cursinho. Eu já sonhava em fazer cinema, mas um sonho muuuuuuuuuuuuito distante.
Um dia acabei me surpreendendo! Sei-lá por que cargas d'água fui ver o estojo e ele era do Instituto Criar de TV e Cinema. Muito ligado nessas coisas de "sinais" como sou, acreditei pela primeira vez que seria realmente possível e jurei pra mim q só usaria esse estojo quando estudasse cinema. Mas... a porra da tal da Roda Viva dá voltas e voltas e voltas e acabei usando o estojo para outras cousas, pois se fosse esperar até fazer cinema só usaria os fósseis do mesmo.
O tempo passou, e hoje, na aula, um cara que sentou do meu lado me surpreendeu elogiando meu estojo (o próprio), só daí me dei conta de que os tais "sinais" aconteceram... e lá estava eu, na aula de Direção, com meu estojo.

Obrigado a todos que torcem por mim!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

menino









Deixa de lado teu papel-amigo, tua folha em branco e vem deitar comigo.
Pára de escrever tanto, pára de ser arisco! Mania de querer texto pronto quando a vida é rascunho, rabisco. Decisões, opções, acões, credos e egos que contrapõem o respeito mútuo a paixão oculta, silêncio ardente, água fervente, gente quente, semente, dente, saliva e mel!

Esquece o dia menino, que logo mais vem a noite. Esquece a noite que logo mais meu açoite o fará dormir tranquilo e deita agora no meu peito! Suor, pêlo, perfume, teu cheiro, teu leito.

Entendo tuas linhas retas sob a caligrafia inexata, conheço todas as regras dessa brincadeira chata e finjo que não vejo, finjo que não vejo teu suor de desejo, tuas mãos trêmulas e finjo que não percebo o silêncio dizer o que a voz não fala mais. O impulso violado, o receio de estar ao lado e a ausência de paz.

E declaro guerra! Guerra aos teus papéis e à tua escrita cheia de regra. Escreve na tua linha reta que não se mexe com a cobra se ela está quieta e não quer ser ferido, e vem rodar comigo. Esquece tudo, mergulha fundo no meu oceano que nada tem de plano como teu caderno inibido. Ou fica longe com a tua métrica menino. Fica longe pois longe, a sensação é só uma réplica do que verdadeiramente é estar ao teu lado. A essa distância, nada resta da minha ânsia senão um suspiro e compreendo a tua métrica, a tua rima e as tuas palavras tão frias não me machucam sem tua pele perto da minha.

Mas não chega perto menino com tua cantiga de amor que faço ela virar de escárnio. Por tudo que há entre o bem e o mal transformo-me em teu rival e não paro de amá-lo até estarmos completamente apaixonados! Até destruirmos paredes, romper tratados e o que fora antes planejado, até sentirmos a coragem do tal último dia de vida e sem tomar nenhuma medida mudar nosso destino torto e bebo do teu corpo pra provar como te quero. Entro em você como um animal sedento, sem roupa, encho tuas costas com o cheiro do meu peito e tua nuca com saliva da minha boca. Te inundo com meu leite-semente novamente e preencho teu amanhecer de beijos e carícias das quais tão delícias tua mente jamais se fará esquecer.

Se é este teu medo fica longe menino! Até que nossos atos não sejam mais as lanças que já tanto nos feriram.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Programa Café com Papo

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Olá queridos visitantes!!!
Venho neste post explicar o porquê da minha ausência e já fazer um convite!
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Alguns já sabem, outros não, que venho neste último mês apresentando com uma amiga, a Maria Luiza Paiva, um programa de internet chamado Café com Papo na JustTV. Como qualquer novo empreendimento, isto toma tempo e por isso estive ausente!
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Gostaria muito que vocês conferissem o programa e se acharem pertinente, linkassem o blog do programa ao blog de vocês!
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O programa fala preferencialmente de assuntos relacionados à arte. Procuramos entrevistar pessoas que de alguma forma sobrevivam, ou se destaquem em algum ramo artístico pra debater sobre as dificuldades de se posicionar hoje no mercado exercendo alguma dessas atividades.
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E desde já, nossos sinceros agradecimentos à Marcela Primo que construiu o blog pra gente!
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Pra quem quiser assistir as reprises, aí vai o link:
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Pra quem quiser assistir ao vivo e participar online do programa, basta entrar toda quinta, às 17h no:
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E para quem quiser conhecer nosso blog:
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Um grande abraço gente, e até breve!!!
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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Mentira tudo Mentira!!!
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Nasci uma, e com a graça de Zeus morrerei uma também!

Depois que o ser humano inventou a arte da imagem e trouxe pra fora o ego entre outras delícias confesso... adoeci! Adoeci de imagem, de caricatura! Não contra ambas mas à favor delas. Não doença no quisito destruição, mas enquanto crônica. Tentei ser real e justo e deixar tudo às claras com a vida, sonhos, profissão, amores, ficantes. Juro que fui sincero! Juro por tudo que há de mais pecado! Mais chega! Cansa muito ser real!

Hoje minto!

Minto pra você que lê esse blog! Minto pra quem fico, pra quem namoro! Minto pro hoje e pro amanhã!

Cansa ter de fazer tudo certinho pra contar as coisas como quero! Hoje te convenço do que quero, depois penso se quero fazer certinho! Eu falo vc escuta e acredita! É assim que funciona! É assim q sou de todos e de ninguém! É assim que sou o maior e o medíocre! Eu conto você reconta... pronto! A mentira já virou verdade!

Já virei uma mentira ambulante com ares de ser humano! Assim com olhos entreabertos, faróis baixos como quem nada enxerga e tudo vê!!! E você acha que vejo até sua alma! Vejo nada! Enxergo só teu caminho até minha cama sempre usada... e no dia seguinte não espere sumiço não! Nem palavras que machuquem o coração e te façam seguir adiante... é no abraço do dia amanhecido, no carinho no peito e na música cantada no ouvido que o veneno faz efeito. Nessa hora te peguei de jeito e você nem percebeu, tá com teia enrolada até o pescoço, e vou embora dizendo que farei um esforço pra te ver sempre! O telefone toca bem em frente a sua porta e minto pra algum envenenado dizendo "dormi bem, na minha cama, sem ninguém".

Adoro a mentira! Ela faz as pazes, cria laços, rompe medos! Mentir pra si mesmo então... essa é a melhor parte! Tem um quê de arte em se fazer desentender todo e qualquer problema. Minhas posturas sempre foram rígidas com a vida enquanto ela tirava com a minha cara! Agora tiro com a cara dela e só dou risada!
Quanto mais o tempo passa mais a vida cobra posturas rígidas de você, mas eu finjo q não percebo. Quanto mais o tempo passa as decisões parecem cada vez mais definitivas, mas continuo acreditando que tudo é eterno, etéreo e verde... e assim o tempo vai... e me leva junto com ele.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Agora vou me jogar nos braços do inconsciente!
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E por favor, só me chamem quando eu acordar...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009


Ele corria
Era choro
Era socorro
talvez

Era veneno
Um ar pequeno
Em seu pulmão
por vez

Ele fingia
De quebra
que não
Mas alguém avise
A queda por vezes
passa do chão

Tinha um medo puto
Um olho breaco
Um olhar astuto
Um olhar de luto
meio de lado

Chovia então            ele parou e viu e ouviu a vida que exigia aflita da morte a saída do seu coração a-morte-dele-era-dele-tão-dele-que-dissesse-não       nem ouviria

Deu de ombros

Morte diz à vida

simbora pula fora minha filha         aqui dentro tem é dor fosse outro em outra tava morto esse tem sorte

Vida diz à morte

amarga suja não é nada mal amada ele tem força ele tem garra ele tem mágica tem mão e pé e chão tem céu e mãe e mel anel grinalda e véu - você tem dor amarga suja dá-me agora que esse é meu

mas vai morrer aconteceu - fazer o quê

fazer o quê vou te falar por A mais B...

E discutiram até o amanhecer que chegou cedo e o menino não chorava reclamava o céu azul as borboletas e o café que não saía

A vida vence a morte mais um dia


sábado, 20 de dezembro de 2008


A coisa é assim, eu amo ele!!! Claro... quem não sabe! Deixo claro sempre. Parece que a coisa de falar e falar ajuda a dar uma amenizada! Como se você desse um pedacinho de bolo pra todo mundo até que com você só sobre uma forma vazia, muitas vezes com manchas dificílimas de se retirar, mas beeeeeeem leve!!!

O caso é que encheu! Como diz a Cyndi "quando o amor toma força, as pessoas enfraquecem", e fica indigesto! Daí qualquer coisa é motivo pra pensar a semana inteira:

Pegou na mão: meu Deus pegou na mão!!! Será que isso significa aquilo, ou aquilo significa aquilo ou...

Sorriu: aaaaah agora sim eu tenho certeza... tenho... pq se blá blá blá...

Postou: olha, essa linha... aquela linha... essa história de rosa eu conheço... (humpf)

Comentou: esse-disse-que-aquela-disse-que-aquilo-que-foi-dito-quando-disseram...

Como diz a Zélia "haja Deus pra tanto mistério"!!!

Isso qdo são coisas boas! E quando são ruins... minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro!!!

Já fiquei meses sem passar em uns lugarezinhos em Osasco por causa de umas histórias!!! Orlas das praias então? Viraram pesadelos depois de certas confissões.

Já fiz o que pude, já corri atrás, já deixei estar, já dei tempo de respirar, já até pus em banho maria, já disse que começava do zero, já esperei pra ver onde ia parar e chega de guerra!

Como diz a Dido "there will be no white flag above my door"*. E nem na dele!!!

Então... bola pra frente que atrás vem gente! Mas não digo isso na maior das seguranças não!!! Me cago todo! Gosto muito da pessoa e dá medo sim, mas fazer o q? É uma tal de prisão, um troço doido. E pode tudo ser utópico! Pode ser que nada mais funcione como antes! Caminhos q divergem demais etc! Daí a pessoa fica sofrendo atoa (Marcela não ouse retrucar aquele comentário hem! E tampouco dizer que não seria capaz de agir tão previsivelmente - rs), credo! Vamos deixar acontecer as coisas né? O ano que vem tá aí! Chega dessa expectativa sem fim, ou saudade sei-lá que porra!

Hora de mudar de ares!!! Aproveitar o fim de ano e dar uma reciclada. Pq senão... de amor pra ódio é um/dois né? Fala aí?

Como diz Rosana Arbelo "que estando en la cuerda floja, no consige nada el que no se moja"**
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Obs.: Se vc suspeita que esse texto é pra vc, não comente!

* não haverá bandeira branca sobre minha porta
** que estando na corda bamba, não consegue nada aquele que não se move
FUI DE GRAAAAAAAAÇA

Perguntas?





quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Meu aniversário

Em anexo segue o convite para o meu aniversário!!!
 
Entrada 20 reais!
 
Beijos a todos
 
 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Desabafinho atoa!

Como eu queria me cagar pra toda essa merda de status, entre outros como:

imagem / dinheiro / trabalho / carreira / fazer direito / ser alguém / ser bonito / comer todos / dar pra todas / chupar bem / ser educado / ser sensível / sincero / bom de cama / compreensível / coerente / objetivo / responsável / fiel / trabalhador / previnido / levantar cedo / dormir cedo / beber pouco / pensar antes de agir / dar satisfação / escrever direito / falar bonito / pensar nos outros / fazer exames / não engordar / não envelhecer e tomar sempre as atitudes corretas!!!



Queria que tudo isso (e muito mais coisas que não lembro agora) fosse pra casa do caralho!

Só queria minha mãe e meus amigos. Lugares maravilhosos e tempo para perder com absolutamente nada!!!

sábado, 15 de novembro de 2008


Cyndi Lauper

E não é que eu vi a mulher!!!

E ela estava linda!

E ela é extremamente simpática e profissional!

E ela canta e pula para caralho (aos 56 anos)!!!

Foi um show bem engraçado e emocionante! Primeiro que o tempo todo eu cantei com aquele puta nó na garganta! Foi desesperadoramente mágico!

O show começou com Change Of Heart, e em seguida eu gravei esse trechinho q vcs podem ver aí embaixo, mas minha câmera truqueira desligou no meio da música! Pelo menos dá pra ver como eu fiquei perto! No vídeo ela dá uma comida de rabo (q não foi a última do show - rs) pq a galera botava as coisas na frente e ela até chegou a tropeçar.

Incrível como ela se jogou no meio da galera! O povo tava se matando pra poder chegar perto, quase matava a coitada, mas ela foi várias vezes lá e não estava nem aí. Até que... quando ela já tinha voltado pro palco, no meio da música Money Changes Everything (se não me falha a porra da memória), após quase ter os punhos arrancados - rs - naquele mesmo lugarzinho onde ela aparece mais perto na filmagem abaixo, ouviu-se um grito dirigido para a banda: stop... stop... STOP!!! Ela parou a música no meio e pediu para as pessoas se afastarem um pouco dali, "é importante, pra trás garotos, pra trás". Um dos rapazes da equipe dela veio tentar falar com a galera e ela soltou um delicado "eles não falam espanhol, é português! Onde está meu amigo" - continuou - "cadê ele? Vem pra cá sobe aqui" (tudo isso ela falando em inglês né! Cê não achou q era português?!). Assim que o cara subiu, num clima total descontraído ela disse pra galera: 1- não se desesperem pq ela ainda ia descer várias vezes e 2- não nos matarmos uns aos outros na tentativa desenfreada de chegar mais perto, e apontou uma mulher! Daí eu entendi a preocupação, lá onde ela disse "stop", tinha uma mulher de uns 60 anos sentada sendo espremida, pisoteada, degolada, fatiada, assada e servida em pequenas porções! Depois de ter explicado direitinho, ela voltou ao microfone e não pode deixar de dizer: "mas não fiquem preocupados com isso, isso é rock! É completamente normal! 1, 2, 3, 4" e a música recomeçou! No meio da mesma ela voltou naquele cantinho, ela viu que a galera tava com vergonha de pegar na mão e fez um sinal tipo, "pode vir galera, não é pra tanto"!!! Sem falar no solo vocal da backing vocal dela, que super arrasou! Mas no fim da música a Cyndi mudou na hora o final, enquanto tocava ela cochichou alguma coisa no ouvido dela e as duas destruíram a casa num super acorde que, segundo a gelera que tinha ido no dia anterior, não aconteceu!

A música Shine tava fora da lista! Mas de tanto pedir ela tocou, e ainda na versão acústica que é beeeeeeeeeeeeeeeeeela! No entanto não estava ensaiada e ela parou a música no meio. "O que acontece?" Perguntou pro quitarrista. Conversaram uns segundos e ela continuou super sussa.

Até que chega a Time After Time! Linda!!! Todos nós em êxtase de mãos dadas balançando pra lá e pra cá, pra lá e pra c... de repente acaba a luz no Via Funchal!!! A-CA-BA, A, LUZ, NO, VIA, FUN-CHAL!!! Como assim? Fodeu! A mulher vai ficar puta! Não tem mais showwww! Dinheiro de volta, vuco-vuco pra sair e aquela porralhada toda! E eis que ela acende um celular no rostinho lindo dela, e abre um sorriso! Alguém traz uma lanterna, e ela começa a puxar toda a platéia para cantar com ela, num escuro absoluto, cantamos duas vezes o refrão da Time After Time, só na voz!!! Foi luxo! De repente a luz volta, mas o microfone não, ela já ia inventando outra coisa pra gente fazer qdo o microfone voltou. Só que nessa hora os intrumentos elétricos tinham desregulado! E ela foi afinando tudo! Aquilo foi o máximo!!! O apse do apse foi qdo ela falou pro cara na cabine umas coisas do tipo: reduz a força do botão um e sobe o dois! Entre outras coisas q não me lembro! Ela reafinou tudo, super de boa! E dá-lhe música!

Como palha, além da Shine ela tocou Rain On Me do novo CD (minha preferida dele por sinal), que tb tava fora do esquema, ela começou sozinha e foi avisando pros músicos a hora de cada um entrar! No segundo refrão a música estava completa!!! Ela faz as coisas na hora! E nada dá errado!

No fim do show os olhos brilhavam, todo mundo com almas elevadas e comunicativas!!!

Ainda tô no ar...



foto e vídeo feitos por mim

terça-feira, 4 de novembro de 2008

...até que enfim vou te ver pessoalmente...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

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17/07 - vida noturna
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Levantei tarde tal era a minha exaustão, e fui almoçar! Esse foi um dia calmo, fui à orla da praia dar uma... uma... orlada!!! Afinal não tinha mais o que ser feito naquela água glacial, o frio do sul começava a se apresentar. Fui à sauna do hotel ouvir todos aqueles homens obesos e senhoris dos pintos murchos falar sobre a lei de trânsito brasileira (isso mesmo, os uruguaios passaaaaaados) e em seguida fui me arrumar para curtir a noite, no dia seguinte era feriado e a cidade estava ardendo em chamas!!!
Fomos à rua Bartolomé Mitre, cheia de bares! O engraçado é que lá não tem essa coisa de lei do silêncio, então você na rua tem a impressão de estar dentro das baladas! Bebemos, conhecemos duas brasileiras bacaníssimas!!! Mas logo fiquei sozinho pois era o único que não estava morto de exaustão - mesmo que estivesse exausto, aquela baderna estava tão confortavelmente convidativa que eu arranjaria um piquezinho a mais! Naquela mesma noite passeei por seis bares:

O primeiro:
- o mesmo em que estávamos, mesas na rua (mesinhas charmosíssimas por sinal), cerveja boooooooooowa para-caralho e vista para a badalação, que por sinal estava bem alemã naquela noite!!!
Engraçado foi quando um deles subiu numa cadeira, abaixou as calças até os joelhos e deixou o pinto cor-de-rosa dele a mostra por cerca de um minuto! Por que não sabemos, a polícia veio com uma certa lentidão sonolenta barrar o rapaz! Queria ver se fosse eu na Alemanha a fazer aquilo... era deportado de calça no joelho e tudo!!!

O segundo:
- perto da orla do Rio de la Plata! Um bar estilo buteco, tomei uma cerveja de um litro lá, fiquei ouvindo música e fumando duzentos cigarros.

O terceiro:
- beeeeeem perto da orla, esse era um estilo alternativo/boêmio/cult/underground, logo, juntando todas essas coisas, era um bar tão escuro que pouco se enxergava!!! Pedi uma cerveja preta e vi uma menina idêntica a uma amiga minha uruguaia-brasileira, uma oportunidade de fazer contato, disse: 
- (sorrindo) Hola! Solo para dicir que tu me recuerdas a una amiga brasileña!!!
- (cara de sono) Como? Recuerdas?
- (cara de 'fiz cagada') Si... recuerdas! "Lembra", comprendes?
- (olhando para fora) Aaah si, recuerdas, bueno!!!
- ...
- ...
- ... (cara de "o que ainda está fazendo aqui brasileiro"?)
- Me voy, gracias!
Fui lá fora arrebentar um pouco mais os meus pulmões, não tinha onde sentar lá dentro! Logo que saí ouvi num bar ao lado música sertaneja (tipo, a mais podre)! Música sertaneja = brasileiros!!! Vou lá!
O quarto:
- Chegando lá sentei com uma galera que também se aproximava e pedi o isqueiro pra uma garota, ela viu que eu enrosquei para falar "ecendedor" e perguntou se eu era brasileiro. Disse que era, que ouvi a música e fui para lá; "não vou falar que a música é ridícula", pensei, "pq ela está aqui ouvindo, finge que é boa"... ela diz pra eu falar lá dentro que sou brasileiro, digo que melhor não. O rapaz termina a música e diz em espanhol: "continuando nosso repertório brega...". Silêncio! Agora a cara de taxo era minha! Era eu (sozinho) que achava aquilo legal na cabeça da garota, o jogo se invertera de modo e velocidade extraordinários, então mais que rápido virei pra ela e disse: "que-bom-que-ele-sabe-que-é-brega!!!" - ela riu. E o cara do violão me começa a tocar Kid Abelha - diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério... Não pude me furtar a dizer a ela com olhos laços que esto no és brega en Brasil! Rimos!
Então ele tocou Nos Lençóis Desse Reggae, que adorei e duas outras. A garota que estava do meu lado se levantou para ir ao banheiro, e graças aos deuses foi nessa hora, no momento em que o cara do violão decidiu dizer que "ya estava se acabando esta mierda brasileña"!!! Como assiiiiiiim? O cara conhece tudo e ganha dinheiro naix coixtax da MPB, as pessoas estavam ali super curtindo e ele vem chamar de "mierda"?!
Graças aos deuses a menina tinha entrado pra não ver minha cara de taxo! Esperei mais umas músicas e voltei à rua Mitre.

O quinto:
No mesmo bar onde comecei a noite, mas agora queria entrar e não ficar nas mesinhas do lado de fora. Tava tocando música brasileira lá tb - trauma - rs. Entrei, dancei espremido por mais de uma hora lá! E foi salsa, e foi merengue, e foi axé, e foi funk e eu liiiiindo dançando com aquelas garrafas na mão - lá é normal segurar garrafa na mão, só a de um litro que é a que se toma impreterivelmente na mesa. Saí trançando e fui no da frente, o bar onde o cara baixou as calças.

O sexto:
Fiquei encantado com o telão gigantesco e toda aquela gente bela dançando agarradinho músicas latinas. De repente um cara aponta pra mim e fala no meu ouvido algo mais ou menos assim: ahsjskljgdkd ndjsi... hdfsihjkr['!!! Foi isso o q entendi! Daí ele apontou uma garota, que parecia fazer parte do grupo e dançou com ela como quem diz: "pode dançar, é assim que se faz"! Mas não largou da menina, peguei a que estava do lado, q parecia ser do grupo. Uma menina esquisita, beeeem magra de 1,60m, cabelo crespo curto, boina vermelha tipo reggae gigantesca e um óculos caricatamente fundo de garrafa, além dos dentes projetados pra frente!!! Tentei dançar e conversar com ela, mas ela ficou o tempo todo me olhando com um sorriso estático dançando feito gringa!!! Deixei ela um segundo e fui falar com o rapaz, acho q não entendi o que ele quis dizer, quando encostei nele ele me deu as costas, deu uns três passos, olhou pra trás e me fez um "jóia" (???).
A menina continuava com a mesma cara me esperando! Que gente "freak" - medo!!!

Era 4h30h da manhã e decidi ir para o hotel! Tentaram me assaltar duas vezes no caminho de volta, mas o assalto dos uruguaios é tão sem graça que estava mais fácil eu sair com a grana deles dali! Mas me levaram um cigarro aceso!

Cheguei no hotel e dormi bêbado, feito pedra!!!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Desculpa a demora gente
(se é que alguém se incomodou - rs)


Buenos Aires - 16/07


O ônibus que me levaria à cidade vizinha (Colônia) para pegar o barco certamente já estava na plataforma quando eu acordei no bairro vizinho.

Sonho – despertador – hora – susto – ducha – roupa – perfume – bolsa – documentos – dinheiro – porta – corredor – elevador – portaria – madrugada friiiiiiiiiiiia!!!

Adoro!

Fomos eu e meu cachecol para o ponto de ônibus. Perguntei educadamente – e pau-sa-da-men-te para uma senhora no ponto: hola, por favor, que bus puedo tomar para llegar a Três Cruces? Soy brasilleño y no conosco nada acá!!!

Pensei ter explicado o suficiente, mas dado o grupo de palavras incompreendíveis que vieram a seguir, concluí que ficaria na mão. No entanto, soube aí que eu poderia pegar o 121 e o 024, e descer antes antes do túnel. Pergunto-vos, por quê haveria um túnel numa cidade plana como aquela? Confiei! Eram 6h11, o ônibus sairia às 6h30, eu tinha um circular ainda pra pegar! Pra ajudar o circular andava a quarenta por hora no máximo, numa via vazia. Depois de quase me suicidar de ansiedade com meu próprio cachecol, o motorista me avisa que é lá!!! Corri, e cheguei às 6h27 na plataforma, às 6h29 ligou o motor, às 6h30 em ponto o ônibus saía!

Foi uma viagem bela de duas horas e quarenta minutos, o sol nasceu durante a mesma, naquele terreno plano do Uruguai, e do meu lado do ônibus (olha, vô te contá uma coisa pra você, às vezes acho que vou morrer logo, por que essa viagem foi tão cheia de poesia que parece que os deuses selecionaram tudo a dedo, amo vocês amigos – caso algo aconteça). Ao chegar ao cais, uma deliciosa solicitação em español na imigração: identidad – dei o passaporte: Brasilleño? Tarjeta de imigración (ela falou tão rápido que perguntei umas três ou doze vezes não me lembro ao certo). O caralho dessa tarjeta – cartão – é uma merda de um papel imbecil que a gente recebe na espelunca do avião, pra entrar na porra do país, agora pergunto a vocês, viados e putas leitores de dessa idiotice (rs), eu lá sabia que precisava carregar éixta porrrcaria pra sair do país?

Nunca, jamais soube disso!

Toco cagado, pedi clemência, o cara viu que era minha primeira vez fora e disse educadamente que eu tinha que pagar uma multa (que seria todo o meu dinheiro – pensei, murcho, quase desmaiado já), mas não tive de pagar nada. Entrei belo, louro e japonês para o barco.

Dei tchau a classe turística e fui para a 1a classe – falta de opção na verdade, se não fosse assim eu não viajaria, alem do mais a diferença era bem pouca. O que eram as poltronas da primeira classe??? São maiores que a minha cama quase! Um bom lugar pra fazer minha primeira travessia de barco país – país.

A ida de barco foi inebriante! É uma sensação muito diferente, não é como pegar esses barcos abertões. O Buquebus é um barco bem fechado, como um ônibus grande com lanchonete dentro. E além do mais, chegar no centro de uma cidade que você nunca viu, em outro país, pela água. Uma cidade bela como Buenos Aires, aaaaaaiiii que bons ares! E que belo material humano também - rs.

Minutos depois, lá estava eu perdido naquela cidade com um mapa na mão e tantas possibilidades. Cidade linda!!! Impecável. O antigo e o novo ligados, mas limpos - diferente do centro velho de sampa. Depois (me perdendo e tendo que pedir informações em espanhol) fui direto ao obelisco na 9 de Julio, uma avenida gigante, digamos que ele seja um... um obelisco!!! - rs. Não existe muito o que falar de templos históricos estando tão próximos do nosso país, tudo é mas ou menos da mesma época, mas o material humano... rs.

Ali mesmo, enquando fazia aquela coisa breguíssima de turista, tipo tirar vc mesmo uma foto sua com o monumento no fundo, conheci uma brasileira que ficou comigo o tempo todo lá. Vi o teatro Colón, o Palácio dos Tribunais, o túmulo da Evita, a Rua Alvear (meu Deus... pensa nos demônios do consumismo - quer dizer, não que Deus deva pensar nisso, foi só uma expressão - te atasanando para você afundar seu cartão na lama!!! Isso é a Alvear), nela você acha Chanel, ao lado de Gucci, ao lado de Vuitton ao lado de Laurent, ao lado de... aaah se eu pudesse, meu dinheiro desse, em meu armário coubesse... Outra coisa que me chamou a atenção lá pelas redondezas foi uma árvore que tem na praça em frente ao cemitério da Evita - rs. A árvore é tão grande que ocupa toda a área da praça, só que ela não tem força pra agüentar os próprios galhos (que são troncos na verdade)! Então colocaram paus apoiando os troncos da árvore para que não caiam. 

Em seguida, como não podia deixar de ser, fomos a um café!!! Estranho como tomar um café numa esquina em Buenos Aires é tão... tomar um café numa esquina em Buenos Aires!!! A arquitetura, o clima, as pessoas. Acho que passamos umas duas hora e meia tomando café em dois cafés e fumando. Muita gente pedindo esmola tb, igual aqui! Tudo teria sido perfeito se ela não tivesse me convidado para ir a uma milonga na sexta. Assim como se nada fosse: "Vamos a uma milonga sexta? Você vai enfartar!" Nesta hora eu já estava enfartado, ela estava falando de me levar até alguma maravilhosa casa de tango que estava longe de ser algo para turistas. Onde jovens e velhos se encontram e dançam até o pé sangrar a madrugada toda ao som ao vivo tb!!! Por que ela fez isso? Visto que dali uns 50 minutos eu deveria pegar o metrô que me levaria de volta até o porto.

Nos despedimos, entre convites e promessas de novos encontros peguei o metrô (que custa lá 0,90 centavos - se fosse em reais seria tipo 1,30), que era mais uma sauna seca móvel do que um metrô. Da estação passei pela Casa Rosada, imponente, com sua praça a frente cheia de imagens e recordações de protestos. Uma energia carregada quase poética.

Peguei o barco gastei meus últimos pesos argentinos com refrigerante de pomêlo e empanadas. De volta a Montevidéu!

foto: Porto Madero - Buenos Aires