Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Programa Café com Papo
Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Sábado, 31 de Janeiro de 2009
Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Sábado, 15 de Novembro de 2008
Terça-feira, 4 de Novembro de 2008
Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Quinta-feira, 31 de Julho de 2008
O ônibus que me levaria à cidade vizinha (Colônia) para pegar o barco certamente já estava na plataforma quando eu acordei no bairro vizinho.
Sonho – despertador – hora – susto – ducha – roupa – perfume – bolsa – documentos – dinheiro – porta – corredor – elevador – portaria – madrugada friiiiiiiiiiiia!!!
Adoro!
Fomos eu e meu cachecol para o ponto de ônibus. Perguntei educadamente – e pau-sa-da-men-te para uma senhora no ponto: hola, por favor, que bus puedo tomar para llegar a Três Cruces? Soy brasilleño y no conosco nada acá!!!
Pensei ter explicado o suficiente, mas dado o grupo de palavras incompreendíveis que vieram a seguir, concluí que ficaria na mão. No entanto, soube aí que eu poderia pegar o 121 e o 024, e descer antes antes do túnel. Pergunto-vos, por quê haveria um túnel numa cidade plana como aquela? Confiei! Eram 6h11, o ônibus sairia às 6h30, eu tinha um circular ainda pra pegar! Pra ajudar o circular andava a quarenta por hora no máximo, numa via vazia. Depois de quase me suicidar de ansiedade com meu próprio cachecol, o motorista me avisa que é lá!!! Corri, e cheguei às 6h27 na plataforma, às 6h29 ligou o motor, às 6h30 em ponto o ônibus saía!
Foi uma viagem bela de duas horas e quarenta minutos, o sol nasceu durante a mesma, naquele terreno plano do Uruguai, e do meu lado do ônibus (olha, vô te contá uma coisa pra você, às vezes acho que vou morrer logo, por que essa viagem foi tão cheia de poesia que parece que os deuses selecionaram tudo a dedo, amo vocês amigos – caso algo aconteça). Ao chegar ao cais, uma deliciosa solicitação em español na imigração: identidad – dei o passaporte: Brasilleño? Tarjeta de imigración (ela falou tão rápido que perguntei umas três ou doze vezes não me lembro ao certo). O caralho dessa tarjeta – cartão – é uma merda de um papel imbecil que a gente recebe na espelunca do avião, pra entrar na porra do país, agora pergunto a vocês, viados e putas leitores de dessa idiotice (rs), eu lá sabia que precisava carregar éixta porrrcaria pra sair do país?
Nunca, jamais soube disso!
Toco cagado, pedi clemência, o cara viu que era minha primeira vez fora e disse educadamente que eu tinha que pagar uma multa (que seria todo o meu dinheiro – pensei, murcho, quase desmaiado já), mas não tive de pagar nada. Entrei belo, louro e japonês para o barco.
Dei tchau a classe turística e fui para a 1a classe – falta de opção na verdade, se não fosse assim eu não viajaria, alem do mais a diferença era bem pouca. O que eram as poltronas da primeira classe??? São maiores que a minha cama quase! Um bom lugar pra fazer minha primeira travessia de barco país – país.
A ida de barco foi inebriante! É uma sensação muito diferente, não é como pegar esses barcos abertões. O Buquebus é um barco bem fechado, como um ônibus grande com lanchonete dentro. E além do mais, chegar no centro de uma cidade que você nunca viu, em outro país, pela água. Uma cidade bela como Buenos Aires, aaaaaaiiii que bons ares! E que belo material humano também - rs.
Minutos depois, lá estava eu perdido naquela cidade com um mapa na mão e tantas possibilidades. Cidade linda!!! Impecável. O antigo e o novo ligados, mas limpos - diferente do centro velho de sampa. Depois (me perdendo e tendo que pedir informações em espanhol) fui direto ao obelisco na 9 de Julio, uma avenida gigante, digamos que ele seja um... um obelisco!!! - rs. Não existe muito o que falar de templos históricos estando tão próximos do nosso país, tudo é mas ou menos da mesma época, mas o material humano... rs.
Ali mesmo, enquando fazia aquela coisa breguíssima de turista, tipo tirar vc mesmo uma foto sua com o monumento no fundo, conheci uma brasileira que ficou comigo o tempo todo lá. Vi o teatro Colón, o Palácio dos Tribunais, o túmulo da Evita, a Rua Alvear (meu Deus... pensa nos demônios do consumismo - quer dizer, não que Deus deva pensar nisso, foi só uma expressão - te atasanando para você afundar seu cartão na lama!!! Isso é a Alvear), nela você acha Chanel, ao lado de Gucci, ao lado de Vuitton ao lado de Laurent, ao lado de... aaah se eu pudesse, meu dinheiro desse, em meu armário coubesse... Outra coisa que me chamou a atenção lá pelas redondezas foi uma árvore que tem na praça em frente ao cemitério da Evita - rs. A árvore é tão grande que ocupa toda a área da praça, só que ela não tem força pra agüentar os próprios galhos (que são troncos na verdade)! Então colocaram paus apoiando os troncos da árvore para que não caiam.
Em seguida, como não podia deixar de ser, fomos a um café!!! Estranho como tomar um café numa esquina em Buenos Aires é tão... tomar um café numa esquina em Buenos Aires!!! A arquitetura, o clima, as pessoas. Acho que passamos umas duas hora e meia tomando café em dois cafés e fumando. Muita gente pedindo esmola tb, igual aqui! Tudo teria sido perfeito se ela não tivesse me convidado para ir a uma milonga na sexta. Assim como se nada fosse: "Vamos a uma milonga sexta? Você vai enfartar!" Nesta hora eu já estava enfartado, ela estava falando de me levar até alguma maravilhosa casa de tango que estava longe de ser algo para turistas. Onde jovens e velhos se encontram e dançam até o pé sangrar a madrugada toda ao som ao vivo tb!!! Por que ela fez isso? Visto que dali uns 50 minutos eu deveria pegar o metrô que me levaria de volta até o porto.
Nos despedimos, entre convites e promessas de novos encontros peguei o metrô (que custa lá 0,90 centavos - se fosse em reais seria tipo 1,30), que era mais uma sauna seca móvel do que um metrô. Da estação passei pela Casa Rosada, imponente, com sua praça a frente cheia de imagens e recordações de protestos. Uma energia carregada quase poética.
Peguei o barco gastei meus últimos pesos argentinos com refrigerante de pomêlo e empanadas. De volta a Montevidéu!
foto: Porto Madero - Buenos Aires
Sábado, 19 de Julho de 2008
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008
14/07 - curiosidades
Outra coisa, todos os comércios ficam com as portas fechadas e trancadas, TRANCADAS!!! Como assim? Deve ser pelo frio vocês podem pensar, mas hoje aqui tivemos 27 graus, mais que São Paulo hoje. É tão engraçado!!!
Hoje fui procurar luvas tb! Na primeira loja que entrei passei uma vergonhinha de leve porque estava perguntando por luvas tentando transformar a palavra o melhor possível em espanhol, tipo "tiene lubas"? Depois descobri que luvas são "guantes", nada a ver com lubas! Pelo menos luba não significa nada podre como "pinto mucho" ou "bunda suja"; por favor, tens bunda suja? Imagina - rs.
na foto acima: Rua 18 de julho - umas das principais da cidade que dá acesso à Ciudad Vieja
abaixo: Plaza Constitución onde se situa a catedral da cidade
Terça-feira, 15 de Julho de 2008
Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
Escrevo de um café do aeroporto Carrasco no Uruguai. Pisar fora é tudo aquilo que dizem mesmo, é uma sensação bem sutil e delicada por dentro, em que parece que a qualquer momento você vai explodir e vísceras e miolos e ossos e sangue vão sujar a todos em volta de tanto que você parece estufar. É uma delícia! Ou talvez seja algo que eu sempre almejei, sei-lá! Entre toda a exaltação que sinto vem um medo básico (coisa de ser humano); será sempre assim, esse peito estufado e essa sensação de que eu poderia morrer agora, ou é pq é a primeira vez que estou em outro país?

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
Trechos de O Pássaro do Poente de Carlos Alberto Soffredini
Domingo, 1 de Junho de 2008
Ou se estarei aqui
Na primavera futura
.
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma!"
Zélia Duncan
Terça-feira, 27 de Maio de 2008
... e se seguiram histórias de borboletas e margaridas, e a noite foi mágica. . O vinho adormecia os lábios, o fondue salgava a língua, e adoçava, e salgava. O cigarro... ah o cigarro... me entende quem se entrega a este prazer-fatal-prazer: um isqueiro falta, um gesto educado, uma pergunta, mundos novos, universos inteiramente novos ávidos para desbravar constelações e galáxias um do outro. Tantos desconhecidos numa noite jovem, tantas confidências, risos e particularidades numa madrugada outrora virgem. O instigante mundo europeu de um, a sonhada América Latina de outro, e a música clássica, e os protestos estudantis e os assuntos que a noite nos trazia à memória sem tempo a perder. E a música tocava, e era cantada e cantada. E a mágica... uma mágica ardendo tão fundo na alma, o motivo pelo qual existo. ![]() Outra noite - outro vinho - outros cigarros - histórias de borboletas e novos caminhos - de margaridas e surpresas - de sinais. . Uma vez, houvera entre nós, ainda que poucos soubessem, ao sul, além das fronteiras, mãos doces e talentosas, mãos latinas e francesas. Mãos estas que não poupavam dedos e sonhos para acariciar a audição e o coração de uma doce menina, sua neta, mãos talentosas, moldadas em alabastro com um toque de sonhos e mais sonhos. Era de Chopin a música que as ligava num estreito fio de alma e pra alma, e foi Chopin que tocou no aniversário de sua última despedida. Uma mão sensível tocava o piano de cauda, as mãos daquele que cedeu o espaço tão carinhosamente e sem se dar conta da saudosa melodia que tocava. . Ela percebeu saudação da avó, nós nos emocionamos. Era qual uma benção, era uma espécie de mágica que rondava a profunda vista noturna do Ibirirapuera, eram histórias sensíveis, de sonhos, de mágica. Histórias pra poucos. . Porque: "Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra". |
Terça-feira, 20 de Maio de 2008
.
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
.
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
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Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
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Não sei por onde vou,
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Não sei para onde vou
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Sei que não vou por aí!
Cântico Negro - José Régio
Imagem do filme "Um Sonho de Liberdade"
Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
Domingo, 20 de Abril de 2008
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"If you kiss me where it's sore
If you kiss me where it's sore
I would feel better, better, better"
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missings
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Valeu por todos os momentos
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;-)
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Sábado, 19 de Abril de 2008

Nessa busca intorpecente encontrei leões e hienas, animas peçonhentos, selvas escuras e belas paisagens. Me senti sozinho enquanto acompanhado e senti que nesta "batata quente", não existe pra quem jogar a bomba, e nem quem me ajudasse a lançá-la longe o bastante. No entanto, muitos estiveram ali sim; a espreita e prontos para ouvir um grito de socorro. Mas a gente é forte, ou se faz de forte, e mesmo no mais fundo abismo, o grito de socorro era sufocado pelo senso de responsabilidade. Me calei, por vezes, aos prantos.
A família pra mim sempre foi algo representativo aos redores deste redemoinho, como estátuas frias de alabastro (exceto minha mãe, a guerreira forte que sempre esteve presente), e eis que pela primeira vez em anos senti um calor que pensava não existir nos laços familiares, um calor de colo e cumplicidade, um calor de quem não espera os gritos de socorro pois te conhecem tão bem que sabem até mesmo a hora que você poderia gritar, e evitam. É o sangue, é como se a dor nas veias de um percorresse pelo outro.
Conheci novamente minha família, e me encantei! Desde os modos, os meios, os risos e a descontração, até o jeito de se preocupar e se mostrar solíscita. É como se depois de crescido reencontrasse seu berço intacto, e te esperando, ainda que você possa não caber mais.
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Amo a minha família, toda ela, com cada uma das controvérsias e desavenças. Amo a todos eles, e agradeço por terem enchido a minha alma novamente com aquele calor que tem cheiro de café da manhã e bolinhos de chuva.
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Obrigado por tudo!!! À minha mãe, família de Maringá e Curitiba.
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Claro que não devo deixar de lado a minha família paulista, esta que ainda que não ouça os gritos no mais profundo de mim, nunca deixaram de estar lá quando ouviram um. São eles:
Alexandre Bojar
Anaflor
Malu Paiva
Zeni dos Santos
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
Casquinha
Quarta-feira, 26 de Março de 2008

A saia que a ex-brother está usando é uma criação minha para a marca Vesúvio, enquanto era reestruturada pelo consultor de moda Maurício Lobo.
A reportagem está no site globo.com.
(a reportagem não fala da marca tá, mas eu tenho o catálogo pra provar - rsrsrs)
Terça-feira, 25 de Março de 2008
Maringá - PR
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(...)
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.
E perceber que aquilo que muda
Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Segunda-feira, 17 de Março de 2008
"Eu só acreditoEm vento que
Assanha cabeleira
Quebra portas e vidraças
E derruba prateleiras
Se fizer um assobio esquisito
Na descida da ladeira
.
Se molhar minha cadeira
Minha espreguiçadeira
Acredito nessa chuva de peneira
Se for escorregadeira
Como casca de banana tobogã
De fim de feira
Na força do vento
Que sopra e não uiva
Na água da chuva
Que cai e não molha
Já perdeu o medo de
Escorregar"
Sábado, 15 de Março de 2008

A dança louca das borboletas
As borboletas estão girando
Estão virando sua cabeça
As borboletas estão invadindo
Os apartamentos, cinemas e bares
Esgotos e rios e lagos e mares
Em um rodopio de arrepiar
Derrubam janelas e portas de vidro
Escadas rolantes e das chaminés
Mergulham e giram num véu de fumaça
E é como um arco-íris no centro do céu
Segunda-feira, 10 de Março de 2008
Quarta-feira, 5 de Março de 2008
Terça-feira, 4 de Março de 2008
Neste exato momento o conto abaixo; Noites em Claro, acumulou em cada um de seus capítulos seis exatos comentários, o que no final compõe o número: 666
Será que o capeta gostou do conto?
rsrsrs
Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
- terceiro caítulo
Antes mesmo de conseguir dominar seus impulsos ela está ao lado do casal com a mira no rapaz. Com um tiro, estoura-lhe o tendão de Aquiles esquerdo, o joelho direito, o cóquis, um cotovelo e a boca do cadáver, o sangue empoçado espirra com o estouro. Ela o mantém vivo. Com a faca do bolo que está sobre a mesa, ela fatia os dois olhos da moça, rasga-lhe as bochechas até que o maxilar se escancare, fax um "X" em um dos seios, dividindo o mamilo em quatro e transforma o clitóris dela numa espécie de carne de encher lingüiça - ele assiste tudo, sem opção. Neste instante ela percebe que os olhos do rapaz estão se distanciando e o pavor de perdê-lo toma conta dos impulsos dela, se desespera, pede um balde d’água, não é atendida, então estapeia a cara do rapaz.
- Acorda, não morra, acorda!!! Pelo amor de Deus!
Ele recobra a consciência por segundos, exatamente o tempo que ela precisa para se despedir:
- Sua vida tiro eu! - ela diz e com o último tiro dado à queima roupa no coração o entrega ao infinito.
Vendo os dois pateticamente mortos ela respira aliviada, como nunca em dois anos. Pôde ainda perceber que as manchas de sangue acrescentaram uma linda tonalidade violeta, como um tye-dye à seda pura azul celeste da saia de seu vestido longo – tentarei cristalizá-las – pensou. E ao guardar o 38 (de verdade) na bolsa (cara) viu no fundo as chaves do carro e parou pra refletir um segundo em sua vida. Ela viera do nada! E conquistara toda a sua estrutura de vida, não fosse aquele maldito se fazendo de nuvem e tapando-lhe o sol, ela teria enxergado, antes, tudo o que ela era e tudo o que representava pra si mesma, tudo o que conquistara, amigos, estrutura, confiança, momentos maravilhosos que vivera.
E viverá!
Sua certeza era tanta de seu sucesso agora, que seu desejo se convertera nele estar vivo ainda, vivo para vê-la por cima, se diminuir e se arrepender num futuro muito próximo, pensando um pouco mais, ela percebeu que no fundo seu verdadeiro desejo era, na verdade, que ele estivesse vivo para ela provar pra si mesma, tal será seu sucesso, como não estará se importando nem um pouco com ele no futuro, ainda que ele se arrependesse ou não!
Neste momento, o polonês contornou com a mão gigante a fina cintura dela e soltou um suave:
- Vamos amor, temos uma longa vida de realizações pela frente!
Ela deu um passo em direção à saída, quando o telefone que estava em sua mão tocou e a trouxe de volta! Num surto, e ainda transpirando por conta do telefonema que fizera há segundos atrás, ela percebe-se realizada e satisfeita ao ver o quanto a sua imaginação fora longe (o telefone continua tocando), sente-se tranqüila agora, mas não pela sua consciência estar livre por não ter matado ninguém ou por não ter feito ninguém sofrer, mas sim por ela saber-se tão bem agora (o telefone continua) que terá tempo e segurança de sobra para transformar aquele inodoro e incolor numa mancha cinza do passado.
Ela atende ao telefone ainda em tempo e do outro lado escuta de um dos "doze" um sonhador bom dia, bom dia esse que ela retribui sem dúvidas com muito mais que um "obrigado, igualmente", enquanto pinta os lábios de vermelho.
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
- segundo capítulo
Ela aponta para o ex e não se atreve a chamá-lo pelo nome. Ele vira, silêncio perpétuo.
- Ajoelhe-se e diga que me ama!!!
Ele assim o fez, com as mãos pra cima.
- Agora diga a ela que a ama!!! – referindo-se a atual.
Ele assim o fez.
- Agora ajoelhem-se de frente um pro outro e digam que se... (quase chora) amam!!!
O fizeram.
- Agora... (se cala, treme, enxuga as lágrimas sem borrar a maquiagem) agora amem-se!!!
Eles não compreenderam, assim como ninguém naquele salão. Um burburinho enche o recinto de um barulho irritante para quem está irritado. Um tiro no teto. Silêncio.
- Meu amor – ele diz ajoelhado e ainda assustado com o tiro – tente se acalmar, você bebeu um pouco demais, olhe as pessoas ao seu redor.
De fato, na festa predominavam senhoras e senhores de idade, crianças e casais felizes, todos com seus cargos sociais devidamente bem ocupad... de repente um tiro enfeita a mesa do bolo e a cara chorosa da aniversariante atrás da mesa com sangue e miolos, a “linda e como sempre insuportavelmente simpática” estava agora sem batimentos cardíacos e morta no chão ao lado dele. Ele, estático.
- Agora ame-a!!!
Ele num choro ensimesmado não responde, ou não ouve.
- A-ME-A!!! – ela engatilha a próxima bala em meio aos soluços e prossegue – E antes que me pergunte, nunca mais passarei uma noite sequer acordada imaginando o que fazem e como fazem, agora verei, e confesso que me parecerá bem nojento. Nunca mais sentirei frios na barriga por conta do infinito, desgraçado, maldito desejo que sentem um pelo outro.
Silêncio perpétuo ainda. Ele, aos prantos, começa a baixar suas calças e subir a saia do cadáver enquanto a coloca em “posição de parto”, deita sobre ela, mas mantém tronco afastado, como quem tenta se segurar longe do chão numa flexão - não tem coragem de olhá-la no rosto desmiolado e ensangüentado.
Vendo a cara dele de infinito nojo, ela quase pensa em baixar a arma, o espírito dela fora inundado por uma sensação que a quilômetros de distância lembraria a sombra do que se pode chamar de – talvez – piedade, vendo agora que ele não mais gosta dela como antes, que agora sente nojo. Era quase o bastante pra ela, e seus braços com a arma em punho, aos poucos cediam à força da gravidade, quando o corpo dele também cedeu, seus músculos estavam fartos de fingir foder aquele cadáver e deitou-se sobre o corpo. A gravidade para ela perde a força e lá está a mira no alvo novamente, quando num gesto de carinho jamais visto por ela, ele beija a boca ensangüentada do cadáver, e balbucia, ainda aos prantos:
- Te amo!
Antes mesmo de conseguir dominar seus impulsos ela está ao lado do casal com a mira no rapaz.
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
- primeiro capítulo
Esta frase era o que permeava na cabeça dela momentos antes de usar o celular, que naquele momento repousava em sua mão direita, a espera. A adrenalina que fazia seu sangue parecer lava a deixava trêmula e excitada, excitação que em questão de segundos tornara-se ódio, quando da resposta dele: “obrigado, igualmente” – cinza assim.
Imediatamente ela abre sua arma secreta, a mais poderosa, que infalivelmente entre todas aquelas folhas cheias de nomes, números e letras na seqüência do alfabeto, a fariam recordar de um bom recurso, afinal, nesses dois anos desde o divórcio, sua teia não dera trégua. E os troféus que ela atraíra são diversos, inúmeros. Dentre os quais:
- O executivo: o do Chrysler, de Bariloche, do Terraço Itália, dos vinhos italianos, dos diamantes – que mora infinitamente longe;
- O bicho-grilo: o das trilhas, do olho de safira, da lua, do banho nu na mata, do sexo selvagem, do esoterismo, das viagens surpresa – que transpira maconha;
- O treinador: o bombado, esculpido, queixo quadrado, educado, cheiroso, baladeiro, engraçado – broxa.
E assim a lista se estende a doze, doze que são melhores, excluindo o resto. E analisando bem, ela encontra o perfeito:
- O importado: o polonês, 1,98m, simpático, português com sotaque, faz projetos sociais no Brasil, lava, cozinha (e como cozinha), passa – cavalheiro demais.
É este!
E é com esta arma em punho que decide ir ao aniversário da afilhada, qual o padrinho é o ex e, portanto, estaria lá. Mas para a surpresa dela, ele, o ex, o do “obrigado, igualmente”, apareceu com ela, ainda, ainda juntos, ela linda e como sempre insuportavelmente simpática, e eles como sempre insuportavelmente felizes (ao que parecia).
Terminado os parabéns, momento auge de uma festa de crianças, ela cuidadosamente abre a bolsa (cara) e saca um 38 (de verdade), sabia que viria a calhar um dia.
- Ei!!!
Aponta para o ex e não se atreve a chamá-lo pelo nome. Ele vira, silêncio perpétuo.
Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
_
Thelma e Louisse havia acabado há quinze minutos.
Eu estava sozinho no quarto prestando atenção em como a fumaça do meu cigarro dançava impecávelmente ao som de "Everybody's Gotta Learn Sometimes"*.
Era 3h33 da manhã.
Eu estava mudo.
No meu coração um mix de angústia, sonhos e espectativas me faziam perder o sono.
Tanto pra resolver.
Estou para a vida um bailarino, assim como a fumaça para a música. Mas no meu caso, diferente da fumaça, dói quando o passo perde o compasso, quando o ritmo perde o tino, como Chico dizia:
"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá"
Essa vida cheia de nuances e equívocos me fortalecem bem! Mas é fato que não ter seu destino nas mãos dói, e dói.
Mas me pergunto que tipo de pessoa eu seria se tivesse vivido uma vida regrada e matemática até aqui? É certo que as partes mais legais de se lembrar e contar de uma viagem são seus equívocos e surpresas e eis minha vida, madrugada a madrugada...
Caso queiram saber a quantas anda a minha vida, basta que acendam um cigarro, deixem a fumaça dançar ao longo da madrugada ao som desta música, acompanhada pelo derradeiro gole de um merlot que pinta de vermelho o fundo de uma taça, gole esse que por sinal tomarei agora, antes de dormir - sem escovar os dentes.
Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008
Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
"Um lugar não definido, é o lugar de todas as sensações, onde não há nada a perder, é sair de dentro da caverna de platão!!!"
Sábado, 2 de Fevereiro de 2008
Já beirava as 5h da manhã, ele estava semi nu, a barba por fazer tocava a fronha que tocava o travesseiro que tocava o lençol que cobria a king-size que abrigava outras duas pessoas também semi nuas. O sono já havia carregado para longe uma delas, ele por sua vez, era acariciado infinitamente, incansávelmente e se perguntava de costas para as carícias de frente para a noite paulistana do outro lado da janela: "como pode não se cansar de movimentar-se desta forma?"
Uma estrela, somente, brilhava sob o céu de Perdizes ou Alto da Lapa ou
Sumaré, que seja, acompanhada pelo pisca de uma torre solitária - "São Paulo, mágica São Paulo, mágica e perfumada noite paulistana". O cheiro de São Paulo à noite lembra a ele, sabe-se lá por que cargas d'água encontros, cigarros, gente nova e aquela respiração ofegante que se tem antes de transar pela primeira vez com alguém. Por isso andou trocando a noite pelo dia; paixão louca pela noite, pelas paixões da noite. Ainda que aquela rosa cálida no criado cause incômodo ao cheirar tanto, ele não mais se atreverá a movimentá-la, pois sob três derradeiras pétalas secas, hoje bordôs portanto e não mais vermelhas como outrora, há um caule repleto de espinhos e espinhos e espinhos. "Não mais tocá-la", ordenou a si mesmo ao ferir-se pela última vez, "não mais tocá-la". E ainda que aquele odor incomode, ainda que remeta a passeios em casal com o cãozinho na beira da praia, resta-lhe aquele perfume, aquele perfume urbano e noturno que o faz pensar no mundo lá fora, que tem sido tão receptivo, nos vinhos e queijos e afins.
A fronha com insetos forçou-o a se lembrar da crisálida que vira no Trianon na mesma semana, "quando sairá, será?"
E o estado de hipnagogia que agora dominava sua mente, fez emergir das lembranças aquele oceano fresco, cheio de mistérios que pede um mergulho profundo, oceano esse que já o fez despir-se, "não mais mergulhar com armaduras" - prometeu, e quase mergulhar.
E lá estava ele acariciando seus desejos com detalhes do mergulho, quando aquelas implacáveis/incansáveis carícias dominaram seus sentidos, entregando-o aos braços do inconsciente enquanto as últimas pétalas da rosa, sem vida, sem mágica, em seu último suspiro, tocavam o frio e real chão de mármore acinzentado.
na foto:
vista panorâmica do banco Santander
(antigo Banespa) do Vale do Anhangabaú
Sábado, 19 de Janeiro de 2008
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
Quem diria que a sensibilidade estaria lá? Ardente como areia de praia e asfalto de cidade. Quem diria que entre tantas dúvidas haveria um olhar tão sincero.É tudo sempre tão sincero.
Quem diria que haveria ali tanta mágica e cores tão reais?
É injustiça, não acha?
Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008
Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008
Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008
sobre meu ano novo
Já era tarde, mas a noite é uma criança... distraída
(...)
É o fim da picada, depois da estrada começa uma grande avenida
No fim da avenida, existe uma chance, uma sorte, uma nova saída
São coisas da vida
E a gente se olha
E não sabe se vai ou se fica
Qual é a moral?
Qual vai ser o final dessa história?
Eu não tenho nada prá dizer, por isso digo
Que eu não tenho muito o que perder, por isso jogo
Eu não tenho hora prá morrer, por isso sonho
E o que me resta
É só um gemido...
Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino
Minh'alma cativa...
Rompi tratados
Traí os ritos
Quebrei a lança
Lancei no espaço
Um grito, um desabafo...
E o que me importa
É não estar vencido
Eu hoje represento a cigarra
Rita Lee
Rita Lee
Sangue Latino
Secos & Molhados
Rita Lee
Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007
Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007
"De onde estava, não conseguiria ver os olhos da moça. De onde estava, a moça não conseguiria ver os olhos dele. Mas as memórias de cada um eram tantas que ela imediatamente entendeu e aceitou, desaparecendo da janela no exato instante que em que ele atravessou a avenida sem olhar pra trás."Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007
Sábado, 10 de Novembro de 2007
Assisti denovo Delicada Relação depois de uns longos anos, e confesso que parecia a primeira vez, ou talvez um tanto mais emocionante.
O que é a trilha do filme?!!! Essa porra não sai da mente, é muito boa mesmo!
Eis o clip! Quero muito que assistam, e embaixo segue a letra.
Obs.: A letra original na legenda do filme é melhor, mas achei no google a letra em inglês, se acharem a tradução da israelense, vendo minha alma pra ti! rs
Sua alma
Quando o vento sopra todos os medos pra longe
O amor faz com que as flores cresçam
Vermelhas e verdes e douradas como raios de sol
Dê-me sua alma
Não a deixarei partir
Mande as nuvens embora
E deixe que o céu fique limpo
Fiquemos à luz
Sombras são carregadas de medo
Não pode se esconder eternamente
Pois irá se machucar
Não é esperto assim
Tente ao menos uma vez
Liberar seus sentimentos
Apenas você e eu
É tudo o que devemos ser
Não fuja
Com seu mais profundo segredo
Juntos eu e vc
Nos amando tão diferente
Quando o vento sopra todos os medos pra longe
O amor faz com que as flores cresçam
Vermelhas e verdes e douradas como raios de sol
Dê-me sua alma
Não a deixarei partir
E você sabe que eu não irei
Então venha e divida comigo
Todos os seus profundos segredos
Juntos eu e vc
Nos amando tão diferente
Bo - Rita
Terça-feira, 6 de Novembro de 2007
Este oceano que hora me abriga hora me sufoca está agora a roubar-me quase o último suspiro, o último sorriso! Está quase a desencadear a primeira gota de lágrima que puxará a outra, e a outra, e a outra, até que o oceano ao meu redor se torne mais salgado, mais profundo, mais desconhecido e voráz!
Eis que é aqui, que assim como dizia o oráculo, eu veria minha morte! Estou frente a frente, lábio a lábio com ela, e ela me amedronta. É fria! É sagaz!
E eis que chegou!
Na minha queda estou a alguns pés de sentir o chão se unir com a gravidade e transformar minhas vétebras em suco e nada mais! Estou vendo, vendo tudo isso! Mas vejo de fora também!
E do lado de fora fui advertido, assim seria, já o dissera! Veria a morte! Mas eu não devia duvidar, e a morte assim como a queda, me serviriam de passado, e eis-me aqui duvidando, duvidando piamente!
Dêem graças os que lerem estas palavras, foram as primeiras de pessimismo em muito tempo, e serão as últimas também!
De nada me servirão estas venenosas palavras, assim que meus pés tocarem delicadamente, e para sempre, o chão novamente!!!
Que assim seja e assim se faça!
Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007
Eis-me aqui em frente ao computador teclando um desabafo com
os olhos ressecados, de lágrimas que molharam e se foram! Parece fútil e confesso! Parece fútil, sim! Mas chorei ao ouvir Unravel, ela tocou Unravel! Ela podia ter tocado qualquer que fosse a música mas logo essa que eu amo! Então me machucou! Me machucou o fato de eu ter seis vezes o valor da entrada (inteira) do show na conta e não poder usar por dívidas passadas, por resolver problemas que são em partes meus mas que eu tenho que arcar com os de todas as partes! Enfim... assim cresço! Assim amadureço!Mas dói!
Dói querer fazer algo em anos e não poder, dói porque lá seus amigos estiveram, e eles não têm as mentes repletas de represas, eles não têm o coração mais aflito que tranqüilo, eles estão livres, e eu estou preso, ainda!
Crisálida que não se vai!
Eis o vídeo:
Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
Assisto com muita tristeza
a pena da aspereza
dilacerando a beleza
de uma linda sinfonia.
A aguarrás de juízes,
ciumentos, inflexíveis,
descolorindo as matizes
de uma linda pintura
só porque não gostam
da assinatura.
.
Mas vai como uma bailarina,
com a inocência de menina,
dançando em volta do sol,
a grande Mãe Terra.
Enquanto muitas nações,
governos, religiões
ensaiam a dança da guerra.
.
Na verdade a bola azul,
quase nunca foi amada,
é sempre penalizada.
Tem um trabalho enorme,
dedicação e talento
pra preparar a mistura
juntar os seus elementos
para dar forma as criaturas,
e elas depois de paridas,
desconhecem a matriarca
e dizem mal agradecidas
que a carne é fraca.
E quando o planeta gera um Avatar,
um iluminado assim como o Nazareno,
tem logo quem se apresenta
com conhecimento profundo
e diz:
“Não é desse mundo, só pode ser extraterreno.”
.
É difícil entender
porque é que o homem
até hoje
cospe no prato que come.
Alguma religiões
não sei por qual motivo
dizem que a terra é um território
com vocação pra purgatório
não passa de sanatório,
e que nós só seremos felizes longe dela
bem distante
lá onde os delirantes
chamam de paraíso.
.
Altay Veloso
Sábado, 13 de Outubro de 2007
Não tenho postado nada nestes dias pois estive num momento de grande catarse!
Agora estou recuperado e com coisas borbulhando aqui pra escrever!
Logo meu novo texto chega!
Beijos no sexo!
Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007
Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007
Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
"Sem medo, o mal vai se tornando bom
As ruas se confundem com o céu
E nos fazemos aves, voando sobre o solo, assim
Sem medo, se quer as estrelas que estão no céu
Não há sonhos impossíveis nem tão distantes
Se somos como crianças
Sem medo da loucura, sem medo de sorrir
Sem medo, as ondas se acariciam com o fogo
Se esticar bem os dedos
Podemos com as pontinhas, tocar o universo, sim
Sem medo, as mãos se enchem de desejos
Se somos como crianças
Sem medo da loucura, sem medo de sorrir
Sem medo, sinta que a sorte está contigo
Brincando com os duendes abrigando-te o caminho
Fazendo de cada passo o melhor que se pode viver
Melhor viver sem medo"
Sem palavras.
Eis o clip:
Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
Terça-feira, 25 de Setembro de 2007
Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
Letra linda! Música linda! Mulher incrível! Taí uma cantora pela qual me apaixonei master rápido!
A propósito, o clip não é dela! É só pra ouvir a música mesmo!
Divirtam-se!
.
.
.
.
.
“Certa vez te disse que te amaria para sempre
E pensava assim de verdade embora hoje não te pareça
Eu não falava por falar, era o momento e o lugar
E esta dor que sinto agora, eu sei
Que não me deixará igual
Porque hoje é a última vez que falo contigo
Hoje é a última vez, e não consigo explicar este final
Não acredite no que te digo agora, falo assim porque me dói
Acredite nos meus olhos, em como costumávamos nos olhar.
Mas... deixamos passar, perdemos a oportunidade.
Por desatenção e por pensar que nada poderia nos separar”
Julieta Venegas
- precisei responder à altura a sua poética provocação
Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
Ouvi há mais ou menos uma semana de um amigo gay, algo parecido com: “aqui é tudo 100%
hétero” – se referia a costumes e objetos de uso pessoal, não sexualidade. Isto em nada me afetou com relação a ele, mas me fez pensar em certas coisas que me motivaram a escrever o que vem a seguir:Como assim os próprios gays têm preconceito de ser gays?
Vou começar por um ponto de vista paralelo; eis uma frase que canso – e vocês também, certamente – de ouvir:
- "Acho que se o cara 'quer ser' gay, tudo bem, nada contra! Mas virar mulher eu não aceito, acho exagero! Não é porque o cara é gay que ele tem que virar mulher".
Apenas me calo!!!
Como é que alguém tem a audácia e a pretensão de achar que é sábio e experiente o bastante, a ponto de compreender o universo interior do resto da humanidade? Muitos não conhecem nem os seus próprios. Se as pessoas compreendessem ao menos a muralha infinita, interna e externa, que um homossexual enfrenta quando assume sua realidade, até para si mesmo, perceberiam que nada é assim tão simples de ser resolvido. Basta imaginar o quão maravilhoso é ter de escolher os lugares para segurar a mão de quem ama e refugiar-se cada vez que quiser dar um beijo, além de escolher a dedos aqueles com os quais trocará confidências. Não é fácil, embora excitante! Partindo deste ponto, imagine a quantidade de pesadelos que não enfrenta um transexual até tomar sua decisão, devem ser crises de inalcançável complexidade!
Daí então ouço a frase descrita logo acima, acerca de ‘virar mulher’, e ao fazer uma – nem tão profunda – análise, constato que este “comentador”, desgraçada personagem saturada pelo cotidiano (e não me refiro à música do Chico), não faz nada além de viver segundo os preceitos desta sociedade insustentavelmente hipócrita. Isto tudo, tendo em vista que já ouvi “a frase descrita logo acima, acerca de ‘virar mulher’” até de homossexuais também! Então analiso suas roupas discretas, seus cabelos na moda e sua voz contida: perfeito! Ele é um exemplar perfeito daquilo que a sociedade quis que fosse. A mesma sociedade que vêm melando em merda (com o perdão da palavra) seus conceitos e pré-conceitos desde o início das civilizações.
É louvável sim que um cara discreto seja discreto por que seu interior assim o quis, o mesmo digo aos afeminados e às transexuais, mas esconder-se através de um escudo heterossexual em busca de status é o patético da questão, ou mesmo um escudo de bichisse no caso contrário.
Amo o único, o autêntico, a liberdade!
Afinal, quem nunca excedeu seus limites que atire a primeira pedra – em si mesmo, já que nem pra isso teve capacidade! E para os que se sentem incomodados com a questão de alguma forma, devo dizer que se cuidem! Pode ser um desejo de libertação que está sendo reprimido pelo seu inconsciente, e nas esquinas as quais você costuma passar gritando injustiças, esteja trabalhando nada mais que alguém igual a você... amanhã!
*O termo “Panis Et Circenses”, refere-se à cultura do “pão e circo” usada em Roma, oferecia alimentação e entretenimento aos romanos a fim de distraí-los dos reais problemas políticos. O termo foi usado pelos Mutantes aparentemente pela falta de visão, comodismo da sociedade e pelo modo como as pessoas se escondem atrás de padrões e imagens, e acabam por perder as melhores sensações de liberdade!
Eis a letra da música, e abaixo, o vídeo:
Mutantes - Panis Et Circenses
Eu quis cantar minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei fazer de puro aço luminoso um punhal
Para matar o meu amor e matei
Às cinco horas na avenida central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei plantar folhas de sonhos no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes procurar, procurar
Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Fazes-me acreditar se puderes, poeta, que não somos capazes disto tudo! O desafio está posto! Faça de teu sangue maremoto e de lava tua pele, somente desta forma - talvez por meio segundo - eu poderia acreditar que nossas mãos dadas, não seriam o veículo necessário, capaz de transportar-nos a um por um destes devaneios, e realizá-los.
Devaneios estes, que vistos de dentro de nosso mundo
sépia-rubro
Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
"Pero no dudes. Se lo hacer, morirás." Eis o que o oráculo me orientou que fisesse; que pulasse! "Salte penhasco abaixo e confie que nada te acontecerá. No caminho sentirá o medo da morte diante de você. Passará fome e frio. Mas não duvide. Se o fizer, morrerá. Caso contrário, aterriçará suavemente."
E eis-me aqui, no meio do vôo, ou da queda. Vejo nuvem a nuvem passar por mim, vejo os galhos dos quais escapo, pássaros. E o frio na barriga que de quando em vez insiste em me pegar! Mas insisto, insisto no fim tão almejado! Não é possível que tantos caminhem tranqüilamete lá embaixo e eu morra! Mas também vejo corpos aos montes, mortos, uns menos uns mais podres. Somente não acreditaram? Não sei! Acontece que já estou no meio do caminho, já estou caindo e não resta muito a ser feito, se a "tal salvação" não vier, me esburracho.
A essas alturas devo acreditar como sempre fiz, e me deixar cair!E o que me ajuda a suportar a queda, é o vento que sinto emaranhar meus cabelos e me refrescar, enquanto o sol nascente no horizonte me esquenta, e me banha de luz alaranjada.
Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
se teve uma manhã gostosa, eis um trecho da própria
- estrelando -
Adriano Veríssimo
Caroline Poquelin
Hugo Henrique
Val (?)
Terça-feira, 11 de Setembro de 2007
- Me esperem pelo amor de Zeus – eu pensava enquanto vestia apressadamente a roupa sentindo o queimar do creme dental que repousava em minha boca enquanto a escova era presa entre meus dentes.
O sol lá fora tinha um quê de convite, de possibilidade. Era aquele tipo de sol que te faz perder uns sete segundos, dá até pra pensar que o sol está mais feliz quanto qualquer um aqui embaixo que ficasse feliz em ver a intensidade daquele brilho, e logo estava eu sob aquela felicidade toda, a atender seu convite. Numa mistura de atraso e excitação, desci pelo caminho perpassando em minha mente milhares de possibilidades para aquele dia – quem dera fosse infinito, talvez enjoasse, mas quem dera fosse. O café da manhã veio em clima de fast-food, e dentro em pouco cheguei ao destino, mesmo atrasado fui o primeiro, seguido pela ‘garota do chitão’! Permanecemos a esperar a nave azul que insistia em não chegar com nosso comandante, ambos mais pareciam estar ‘a bordo de uma viagem sem fim’, mas chegaram e seguimos aos outros encontros.
Encontrados e radiantes, só nos restava atender mais e mais freneticamente àqueles chamados incandescentes do nosso astro. A rodovia nos tornava selvagens como animais, e ali mesmo, desbravamos segredos de castelos Incas e Wiccas. Sol, música, rodovia, amigos...Bingo! Chegamos ao destino que a nave insistiu em rejeitar! O que não nos fez parar! E em bem pouco tempo, deixávamos nos levar pelo destino sobre um ‘vagão selvagem’. Tomamos banho na efêmera chuva mecanizada, enxergamos o mundo sob outro prisma e também os outros prismas do mundo (por vezes assustadores). Deixamos nos levar pela essência de palavras - quase - esquecidas, de objetos que circulam incansavelmente e de toques que fazemos e que nos são oferecidos. Vimos mortos-vivos mais vivos do que mortos, e escalamos montanhas; de frente, costas e no escuro! Demos um pulo rápido no México e, pra fechar com chave de ouro nosso delírio, em Paris .
Delírio bem sucedido!
Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Adoro uma bobeira
uma palhaçada
uma palavra à margem
uma idéia engraçada
uma sacanagem
adoro a surpresa da piada
uma indecência boa
adoro ficar à toa fazendo trocadilhos obscenos
com sexo
adoro o que não tem nexo
e por isso faz rir
adoro a bobeira poeril
a coisa que não tem rumo
que de repente me escolhe
e me olha.
Preciso da besteira para obter a glória.
Elisa Lucinda
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

Não resisti e disparei-me a rir hoje na Estação da Luz. Riso este que durou poucos segundos; meu senso crítico impediu-me um riso prolongado.
Eis que estava eu caminhando pela plataforma e ouvi quase sem querer os xingos indignados daquela centena de paulistanos que ali estavam, uns tentando entrar e outros tentando sair da grande lata de sardinha com rodas. O grande sarro do acontecido, é que já fazia quatro minutos que este que vos escreve se havia “desenlatado” (naturalmente, também aos xingos, trancos e barrancos e milagrosamente sem nenhuma fratura exposta), e, no entanto, continuava naquela plataforma lotada, incandescente de calor humano. Eram xingos e comportamentos estrambólicos, um tal de enrosca aqui e ali e eu firme a procurar a escada, enquanto uns a saída e outros a entrada.
Por conta disso ri por volta de nove segundos, até que realizei o quanto todos ali estavam esgotados, o quanto todos haviam trabalhado, a que horas haviam acordado e sabe lá os deuses a que horas dormiriam.
Cessei-me de rir assim que me recordei que pagamos, neste estado de merda, a tarifa de transporte público mais alta do mundo, e que inclusive nossos calçados, roupas, bolsas (e o que há em seus interiores), nossa respiração (que consome água do organismo, e não obstante, pagamos por água) e absolutamente tudo ao nosso redor é um bem de consumo e gera lucro aos cofres públicos, pois afinal, pagamos mesmo sem usar, impostos absurdos pela manutenção desses grandes veículos de tortura coletiva, aos milhões, todos os dias.
Incrível como ninguém se importa.
Meu maior desejo, sinceramente, era estar rindo até agora (quarenta minutos depois). Era não ter consciência para perceber que há algo de muito errado nisso tudo. Com o povo, com o governo, com o nosso dinheiro e com tudo o que, na infância, acreditávamos ser certo.
Por isso preferia estar rindo, mas cessei!
E escrevi esta crônica.
Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007
Sábado, 1 de Setembro de 2007
SE COMEÇAR, TERMINE!
SE MUDAR DE IDÉIA E NÃO QUISER DEIXAR MAIS, PASSE POR CIMA DE SI MESMO (A) E DEIXE!
POIS SE NÃO DEIXAR, SE APAGAR E A MALDITA MENSAGEM "EXCLUÍDO PELO AUTOR" (OU COISA DO TIPO) APARECER, MATO TRÊS GALINHAS PRETAS - QUAIS JÁ POSSUO - E MANDO A URUCUBACA ACHAR O (A) FILHO (A) DA PUTA ATÉ NO INFERNO!!!
Caso você não cause este tipo de infelicidade na vida de outrem, seja bem vindo (a)!!!
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão"
Chico Buarque
Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

Frio
Neste frio de horror
Agasalho não resolve.
Todo calor,
Logo se dissolve
Mãos tremem,
Olhos de japonez
Os pés gemem,
Doem–me a tez.
Mas existe um calor
Que por dentro envolve
Meu ser pequinez
É saudade de amor
Que tudo resolve
E me dá altivez
Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
Mão No Meu Bolso
"Estou sem dinheiro mas estou feliz,
Sou pobre mas sou bondoso,
Sou baixinho mas sou saudável, sim.
Estou animado mas tenho motivo,
Estou são mas estou estupefato,
Estou perdido mas estou esperançoso, baby.
O que isso tudo significa
É que tudo vai ficar ótimo, ótimo, ótimo.
Porque eu tenho uma mão no meu bolso
E a outra está dando um "oi".
Eu me sinto bêbado mas estou sóbrio,
Sou jovem e sou mal-pago,
Estou cansado mas estou trabalhando, sim.
Eu tomo cuidado mas estou impaciente,
Estou aqui mas realmente já fui,
Estou errado e estou arrependido, baby.
E o que isso tudo significa
É que tudo vai ficar completamente bem.
Pois eu tenho uma mão no meu bolso
E a outra está segurando um cigarro.
O que isso tudo significa
É que eu não compreendi isso tudo só por enquanto.
Pois eu tenho uma mão no meu bolso
E a outra está fazendo o sinal de paz.
Estou desocupado mas estou concentrado,Sou novato mas sou sábio,
Sou severo mas sou amistoso, baby.
Estou triste mas estou rindo,
Sou valente mas sou "mariquinha",
Estou doente mas sou lindo, baby.
E a que isso tudo se resume
É que ninguém compreendeu pra valer por enquanto.
Eu tenho uma mão no meu bolso
E a outra está tocando o piano.
O que isso tudo significa, meus amigos, sim,
É que tudo está simplesmente ótimo, ótimo, ótimo.
Pois eu tenho uma mão no meu bolso
E a outra está fazendo sinal
Ao táxi"...
Alanis
Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
Te amo Flor de LisTerça-feira, 28 de Agosto de 2007
Primeira Postagem
"Open Your Eyes" do Snow Patrol (versão remix)
http://www.youtube.com/watch?v=CJYvqeXRK-Q
Então... é a primeira vez que escrevo aqui, e confesso que não podia ser em melhor momento!
Certamente estou na fase que lá na frente vou intitular como "crisálida" - rs (queria uma música de fundo pra quem ler - tá tão bonito escrever com essa música - rsrsrs). Sei disso e sei que fará falta também, sei que sentirei saudades dessa porra toda! É certamente um dos momentos mais inseguros que vivi até hoje, e o mais excitante. Não tenho estabilidade alguma, nem teto que me proteja e nem chão que me mantenha preso.
Meu destino nunca foi tão certo em concepção e incerto em certezas, o que deixa tudo mais intrigante!
O que tem no meu caminho? Sobre que coisas vou passar? Quem vou conhecer? Por onde vou morar?
Que tipo de cinema vou fazer?
O que importa é que do jeito que as coisas estão indo, do modo como estou vivendo, nada tem simplesmente passado por mim! As situações têm sido vividas das formas mais intensas possíveis. De certa forma, não é tão ruim assim ter como teto do quarto, o céu noturno e as estrelas!























