Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Programa Café com Papo

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Olá queridos visitantes!!!
Venho neste post explicar o porquê da minha ausência e já fazer um convite!
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Alguns já sabem, outros não, que venho neste último mês apresentando com uma amiga, a Maria Luiza Paiva, um programa de internet chamado Café com Papo na JustTV. Como qualquer novo empreendimento, isto toma tempo e por isso estive ausente!
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Gostaria muito que vocês conferissem o programa e se acharem pertinente, linkassem o blog do programa ao blog de vocês!
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O programa fala preferencialmente de assuntos relacionados à arte. Procuramos entrevistar pessoas que de alguma forma sobrevivam, ou se destaquem em algum ramo artístico pra debater sobre as dificuldades de se posicionar hoje no mercado exercendo alguma dessas atividades.
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E desde já, nossos sinceros agradecimentos à Marcela Primo que construiu o blog pra gente!
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Pra quem quiser assistir as reprises, aí vai o link:
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Pra quem quiser assistir ao vivo e participar online do programa, basta entrar toda quinta, às 17h no:
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E para quem quiser conhecer nosso blog:
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Um grande abraço gente, e até breve!!!
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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Mentira tudo Mentira!!!
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Nasci uma, e com a graça de Zeus morrerei uma também!

Depois que o ser humano inventou a arte da imagem e trouxe pra fora o ego entre outras delícias confesso... adoeci! Adoeci de imagem, de caricatura! Não contra ambas mas à favor delas. Não doença no quisito destruição, mas enquanto crônica. Tentei ser real e justo e deixar tudo às claras com a vida, sonhos, profissão, amores, ficantes. Juro que fui sincero! Juro por tudo que há de mais pecado! Mais chega! Cansa muito ser real!

Hoje minto!

Minto pra você que lê esse blog! Minto pra quem fico, pra quem namoro! Minto pro hoje e pro amanhã! 

Cansa ter de fazer tudo certinho pra contar as coisas como quero! Hoje te convenço do que quero, depois penso se quero fazer certinho! Eu falo vc escuta e acredita! É assim que funciona! É assim q sou de todos e de ninguém! É assim que sou o maior e o medíocre! Eu conto você reconta... pronto! A mentira já virou verdade!

Já virei uma mentira ambulante com ares de ser humano! Assim com olhos entreabertos, faróis baixos como quem nada enxerga e tudo vê!!! E você acha que vejo até sua alma! Vejo nada! Enxergo só teu caminho até minha cama envenenada... e no dia seguinte não espere sumiço não! Nem palavras que machuquem o coração e te façam seguir adiante... é no abraço do dia amanhecido, no carinho no peito e na música cantada no ouvido que o veneno faz efeito. Nessa hora te peguei de jeito e você nem percebeu, tá com teia enrolada até o pescoço, e vou embora dizendo que farei um esforço pra te ver sempre! O telefone toca bem em frente a sua porta e minto pra algum envenenado dizendo "dormi bem, na minha cama, sem ninguém".

Adoro a mentira! Ela faz as pazes, cria laços, rompe medos! Mentir pra si mesmo então... essa é a melhor parte! Tem um quê de arte em se fazer desentender todo e qualquer problema. Minhas posturas sempre foram rígidas com a vida enquanto ela tirava com a minha cara! Agora tiro com a cara dela e só dou risada!
Quanto mais o tempo passa mais a vida cobra posturas rígidas de você, mas eu finjo q não percebo. Quanto mais o tempo passa as decisões parecem cada vez mais definitivas, mas continuo acreditando que tudo é eterno, etéreo e verde... e assim o tempo vai... e me leva junto com ele.

Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Agora vou me jogar nos braços do inconsciente!
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E por favor, só me chamem quando eu acordar...

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009


Ele corria
Era choro
Era socorro
talvez

Era veneno
Um ar pequeno
Em seu pulmão
por vez

Ele fingia
De quebra
que não
Mas alguém avise
A queda por vezes
passa do chão

Tinha um medo puto
Um olho breaco
Um olhar astuto
Um olhar de luto
meio de lado

Chovia então            ele parou e viu e ouviu a vida que exigia aflita da morte a saída do seu coração a-morte-dele-era-dele-tão-dele-que-dissesse-não       nem ouviria

Deu de ombros

Morte diz à vida

simbora pula fora minha filha         aqui dentro tem é dor fosse outro em outra tava morto esse tem sorte

Vida diz à morte

amarga suja não é nada mal amada ele tem força ele tem garra ele tem mágica tem mão e pé e chão tem céu e mãe e mel anel grinalda e véu - você tem dor amarga suja dá-me agora que esse é meu

mas vai morrer aconteceu - fazer o quê

fazer o quê vou te falar por A mais B...

E discutiram até o amanhecer que chegou cedo e o menino não chorava reclamava o céu azul as borboletas e o café que não saía

A vida vence a morte mais um dia


Sábado, 20 de Dezembro de 2008


A coisa é assim, eu amo ele!!! Claro... quem não sabe! Deixo claro sempre. Parece que a coisa de falar e falar ajuda a dar uma amenizada! Como se você desse um pedacinho de bolo pra todo mundo até que com você só sobre uma forma vazia, muitas vezes com manchas dificílimas de se retirar, mas beeeeeeem leve!!!

O caso é que encheu! Como diz a Cyndi "quando o amor toma força, as pessoas enfraquecem", e fica indigesto! Daí qualquer coisa é motivo pra pensar a semana inteira:

Pegou na mão: meu Deus pegou na mão!!! Será que isso significa aquilo, ou aquilo significa aquilo ou...

Sorriu: aaaaah agora sim eu tenho certeza... tenho... pq se blá blá blá...

Postou: olha, essa linha... aquela linha... essa história de rosa eu conheço... (humpf)

Comentou: esse-disse-que-aquela-disse-que-aquilo-que-foi-dito-quando-disseram...

Como diz a Zélia "haja Deus pra tanto mistério"!!!

Isso qdo são coisas boas! E quando são ruins... minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro!!!

Já fiquei meses sem passar em uns lugarezinhos em Osasco por causa de umas histórias!!! Orlas das praias então? Viraram pesadelos depois de certas confissões.

Já fiz o que pude, já corri atrás, já deixei estar, já dei tempo de respirar, já até pus em banho maria, já disse que começava do zero, já esperei pra ver onde ia parar e chega de guerra!

Como diz a Dido "there will be no white flag above my door"*. E nem na dele!!!

Então... bola pra frente que atrás vem gente! Mas não digo isso na maior das seguranças não!!! Me cago todo! Gosto muito da pessoa e dá medo sim, mas fazer o q? É uma tal de prisão, um troço doido. E pode tudo ser utópico! Pode ser que nada mais funcione como antes! Caminhos q divergem demais etc! Daí a pessoa fica sofrendo atoa (Marcela não ouse retrucar aquele comentário hem! E tampouco dizer que não seria capaz de agir tão previsivelmente - rs), credo! Vamos deixar acontecer as coisas né? O ano que vem tá aí! Chega dessa expectativa sem fim, ou saudade sei-lá que porra!

Hora de mudar de ares!!! Aproveitar o fim de ano e dar uma reciclada. Pq senão... de amor pra ódio é um/dois né? Fala aí?

Como diz Rosana Arbelo "que estando en la cuerda floja, no consige nada el que no se moja"**
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Obs.: Se vc suspeita que esse texto é pra vc, não comente!

* não haverá bandeira branca sobre minha porta
** que estando na corda bamba, não consegue nada aquele que não se move
FUI DE GRAAAAAAAAÇA

Perguntas?





Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Meu aniversário

Em anexo segue o convite para o meu aniversário!!!
 
Entrada 20 reais!
 
Beijos a todos
 
 

Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Desabafinho atoa!

Como eu queria me cagar pra toda essa merda de status, entre outros como:

imagem / dinheiro / trabalho / carreira / fazer direito / ser alguém / ser bonito / comer todos / dar pra todas / chupar bem / ser educado / ser sensível / sincero / bom de cama / compreensível / coerente / objetivo / responsável / fiel / trabalhador / previnido / levantar cedo / dormir cedo / beber pouco / pensar antes de agir / dar satisfação / escrever direito / falar bonito / pensar nos outros / fazer exames / não engordar / não envelhecer e tomar sempre as atitudes corretas!!!



Queria que tudo isso (e muito mais coisas que não lembro agora) fosse pra casa do caralho!

Só queria minha mãe e meus amigos. Lugares maravilhosos e tempo para perder com absolutamente nada!!!

Sábado, 15 de Novembro de 2008


Cyndi Lauper

E não é que eu vi a mulher!!!

E ela estava linda!

E ela é extremamente simpática e profissional!

E ela canta e pula para caralho (aos 56 anos)!!!

Foi um show bem engraçado e emocionante! Primeiro que o tempo todo eu cantei com aquele puta nó na garganta! Foi desesperadoramente mágico!

O show começou com Change Of Heart, e em seguida eu gravei esse trechinho q vcs podem ver aí embaixo, mas minha câmera truqueira desligou no meio da música! Pelo menos dá pra ver como eu fiquei perto! No vídeo ela dá uma comida de rabo (q não foi a última do show - rs) pq a galera botava as coisas na frente e ela até chegou a tropeçar.

Incrível como ela se jogou no meio da galera! O povo tava se matando pra poder chegar perto, quase matava a coitada, mas ela foi várias vezes lá e não estava nem aí. Até que... quando ela já tinha voltado pro palco, no meio da música Money Changes Everything (se não me falha a porra da memória), após quase ter os punhos arrancados - rs - naquele mesmo lugarzinho onde ela aparece mais perto na filmagem abaixo, ouviu-se um grito dirigido para a banda: stop... stop... STOP!!! Ela parou a música no meio e pediu para as pessoas se afastarem um pouco dali, "é importante, pra trás garotos, pra trás". Um dos rapazes da equipe dela veio tentar falar com a galera e ela soltou um delicado "eles não falam espanhol, é português! Onde está meu amigo" - continuou - "cadê ele? Vem pra cá sobe aqui" (tudo isso ela falando em inglês né! Cê não achou q era português?!). Assim que o cara subiu, num clima total descontraído ela disse pra galera: 1- não se desesperem pq ela ainda ia descer várias vezes e 2- não nos matarmos uns aos outros na tentativa desenfreada de chegar mais perto, e apontou uma mulher! Daí eu entendi a preocupação, lá onde ela disse "stop", tinha uma mulher de uns 60 anos sentada sendo espremida, pisoteada, degolada, fatiada, assada e servida em pequenas porções! Depois de ter explicado direitinho, ela voltou ao microfone e não pode deixar de dizer: "mas não fiquem preocupados com isso, isso é rock! É completamente normal! 1, 2, 3, 4" e a música recomeçou! No meio da mesma ela voltou naquele cantinho, ela viu que a galera tava com vergonha de pegar na mão e fez um sinal tipo, "pode vir galera, não é pra tanto"!!! Sem falar no solo vocal da backing vocal dela, que super arrasou! Mas no fim da música a Cyndi mudou na hora o final, enquanto tocava ela cochichou alguma coisa no ouvido dela e as duas destruíram a casa num super acorde que, segundo a gelera que tinha ido no dia anterior, não aconteceu!

A música Shine tava fora da lista! Mas de tanto pedir ela tocou, e ainda na versão acústica que é beeeeeeeeeeeeeeeeeela! No entanto não estava ensaiada e ela parou a música no meio. "O que acontece?" Perguntou pro quitarrista. Conversaram uns segundos e ela continuou super sussa.

Até que chega a Time After Time! Linda!!! Todos nós em êxtase de mãos dadas balançando pra lá e pra cá, pra lá e pra c... de repente acaba a luz no Via Funchal!!! A-CA-BA, A, LUZ, NO, VIA, FUN-CHAL!!! Como assim? Fodeu! A mulher vai ficar puta! Não tem mais showwww! Dinheiro de volta, vuco-vuco pra sair e aquela porralhada toda! E eis que ela acende um celular no rostinho lindo dela, e abre um sorriso! Alguém traz uma lanterna, e ela começa a puxar toda a platéia para cantar com ela, num escuro absoluto, cantamos duas vezes o refrão da Time After Time, só na voz!!! Foi luxo! De repente a luz volta, mas o microfone não, ela já ia inventando outra coisa pra gente fazer qdo o microfone voltou. Só que nessa hora os intrumentos elétricos tinham desregulado! E ela foi afinando tudo! Aquilo foi o máximo!!! O apse do apse foi qdo ela falou pro cara na cabine umas coisas do tipo: reduz a força do botão um e sobe o dois! Entre outras coisas q não me lembro! Ela reafinou tudo, super de boa! E dá-lhe música!

Como palha, além da Shine ela tocou Rain On Me do novo CD (minha preferida dele por sinal), que tb tava fora do esquema, ela começou sozinha e foi avisando pros músicos a hora de cada um entrar! No segundo refrão a música estava completa!!! Ela faz as coisas na hora! E nada dá errado!

No fim do show os olhos brilhavam, todo mundo com almas elevadas e comunicativas!!!

Ainda tô no ar...


video

foto e vídeo feitos por mim

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

...até que enfim vou te ver pessoalmente...

Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

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17/07 - vida noturna
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Levantei tarde tal era a minha exaustão, e fui almoçar! Esse foi um dia calmo, fui à orla da praia dar uma... uma... orlada!!! Afinal não tinha mais o que ser feito naquela água glacial, o frio do sul começava a se apresentar. Fui à sauna do hotel ouvir todos aqueles homens obesos e senhoris dos pintos murchos falar sobre a lei de trânsito brasileira (isso mesmo, os uruguaios passaaaaaados) e em seguida fui me arrumar para curtir a noite, no dia seguinte era feriado e a cidade estava ardendo em chamas!!!
Fomos à rua Bartolomé Mitre, cheia de bares! O engraçado é que lá não tem essa coisa de lei do silêncio, então você na rua tem a impressão de estar dentro das baladas! Bebemos, conhecemos duas brasileiras bacaníssimas!!! Mas logo fiquei sozinho pois era o único que não estava morto de exaustão - mesmo que estivesse exausto, aquela baderna estava tão confortavelmente convidativa que eu arranjaria um piquezinho a mais! Naquela mesma noite passeei por seis bares:

O primeiro:
- o mesmo em que estávamos, mesas na rua (mesinhas charmosíssimas por sinal), cerveja boooooooooowa para-caralho e vista para a badalação, que por sinal estava bem alemã naquela noite!!!
Engraçado foi quando um deles subiu numa cadeira, abaixou as calças até os joelhos e deixou o pinto cor-de-rosa dele a mostra por cerca de um minuto! Por que não sabemos, a polícia veio com uma certa lentidão sonolenta barrar o rapaz! Queria ver se fosse eu na Alemanha a fazer aquilo... era deportado de calça no joelho e tudo!!!

O segundo:
- perto da orla do Rio de la Plata! Um bar estilo buteco, tomei uma cerveja de um litro lá, fiquei ouvindo música e fumando duzentos cigarros.

O terceiro:
- beeeeeem perto da orla, esse era um estilo alternativo/boêmio/cult/underground, logo, juntando todas essas coisas, era um bar tão escuro que pouco se enxergava!!! Pedi uma cerveja preta e vi uma menina idêntica a uma amiga minha uruguaia-brasileira, uma oportunidade de fazer contato, disse: 
- (sorrindo) Hola! Solo para dicir que tu me recuerdas a una amiga brasileña!!!
- (cara de sono) Como? Recuerdas?
- (cara de 'fiz cagada') Si... recuerdas! "Lembra", comprendes?
- (olhando para fora) Aaah si, recuerdas, bueno!!!
- ...
- ...
- ... (cara de "o que ainda está fazendo aqui brasileiro"?)
- Me voy, gracias!
Fui lá fora arrebentar um pouco mais os meus pulmões, não tinha onde sentar lá dentro! Logo que saí ouvi num bar ao lado música sertaneja (tipo, a mais podre)! Música sertaneja = brasileiros!!! Vou lá!
O quarto:
- Chegando lá sentei com uma galera que também se aproximava e pedi o isqueiro pra uma garota, ela viu que eu enrosquei para falar "ecendedor" e perguntou se eu era brasileiro. Disse que era, que ouvi a música e fui para lá; "não vou falar que a música é ridícula", pensei, "pq ela está aqui ouvindo, finge que é boa"... ela diz pra eu falar lá dentro que sou brasileiro, digo que melhor não. O rapaz termina a música e diz em espanhol: "continuando nosso repertório brega...". Silêncio! Agora a cara de taxo era minha! Era eu (sozinho) que achava aquilo legal na cabeça da garota, o jogo se invertera de modo e velocidade extraordinários, então mais que rápido virei pra ela e disse: "que-bom-que-ele-sabe-que-é-brega!!!" - ela riu. E o cara do violão me começa a tocar Kid Abelha - diz pra eu ficar muda, faz cara de mistério... Não pude me furtar a dizer a ela com olhos laços que esto no és brega en Brasil! Rimos!
Então ele tocou Nos Lençóis Desse Reggae, que adorei e duas outras. A garota que estava do meu lado se levantou para ir ao banheiro, e graças aos deuses foi nessa hora, no momento em que o cara do violão decidiu dizer que "ya estava se acabando esta mierda brasileña"!!! Como assiiiiiiim? O cara conhece tudo e ganha dinheiro naix coixtax da MPB, as pessoas estavam ali super curtindo e ele vem chamar de "mierda"?!
Graças aos deuses a menina tinha entrado pra não ver minha cara de taxo! Esperei mais umas músicas e voltei à rua Mitre.

O quinto:
No mesmo bar onde comecei a noite, mas agora queria entrar e não ficar nas mesinhas do lado de fora. Tava tocando música brasileira lá tb - trauma - rs. Entrei, dancei espremido por mais de uma hora lá! E foi salsa, e foi merengue, e foi axé, e foi funk e eu liiiiindo dançando com aquelas garrafas na mão - lá é normal segurar garrafa na mão, só a de um litro que é a que se toma impreterivelmente na mesa. Saí trançando e fui no da frente, o bar onde o cara baixou as calças.

O sexto:
Fiquei encantado com o telão gigantesco e toda aquela gente bela dançando agarradinho músicas latinas. De repente um cara aponta pra mim e fala no meu ouvido algo mais ou menos assim: ahsjskljgdkd ndjsi... hdfsihjkr['!!! Foi isso o q entendi! Daí ele apontou uma garota, que parecia fazer parte do grupo e dançou com ela como quem diz: "pode dançar, é assim que se faz"! Mas não largou da menina, peguei a que estava do lado, q parecia ser do grupo. Uma menina esquisita, beeeem magra de 1,60m, cabelo crespo curto, boina vermelha tipo reggae gigantesca e um óculos caricatamente fundo de garrafa, além dos dentes projetados pra frente!!! Tentei dançar e conversar com ela, mas ela ficou o tempo todo me olhando com um sorriso estático dançando feito gringa!!! Deixei ela um segundo e fui falar com o rapaz, acho q não entendi o que ele quis dizer, quando encostei nele ele me deu as costas, deu uns três passos, olhou pra trás e me fez um "jóia" (???).
A menina continuava com a mesma cara me esperando! Que gente "freak" - medo!!!

Era 4h30h da manhã e decidi ir para o hotel! Tentaram me assaltar duas vezes no caminho de volta, mas o assalto dos uruguaios é tão sem graça que estava mais fácil eu sair com a grana deles dali! Mas me levaram um cigarro aceso!

Cheguei no hotel e dormi bêbado, feito pedra!!!

Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Desculpa a demora gente
(se é que alguém se incomodou - rs)


Buenos Aires - 16/07


O ônibus que me levaria à cidade vizinha (Colônia) para pegar o barco certamente já estava na plataforma quando eu acordei no bairro vizinho.

Sonho – despertador – hora – susto – ducha – roupa – perfume – bolsa – documentos – dinheiro – porta – corredor – elevador – portaria – madrugada friiiiiiiiiiiia!!!

Adoro!

Fomos eu e meu cachecol para o ponto de ônibus. Perguntei educadamente – e pau-sa-da-men-te para uma senhora no ponto: hola, por favor, que bus puedo tomar para llegar a Três Cruces? Soy brasilleño y no conosco nada acá!!!

Pensei ter explicado o suficiente, mas dado o grupo de palavras incompreendíveis que vieram a seguir, concluí que ficaria na mão. No entanto, soube aí que eu poderia pegar o 121 e o 024, e descer antes antes do túnel. Pergunto-vos, por quê haveria um túnel numa cidade plana como aquela? Confiei! Eram 6h11, o ônibus sairia às 6h30, eu tinha um circular ainda pra pegar! Pra ajudar o circular andava a quarenta por hora no máximo, numa via vazia. Depois de quase me suicidar de ansiedade com meu próprio cachecol, o motorista me avisa que é lá!!! Corri, e cheguei às 6h27 na plataforma, às 6h29 ligou o motor, às 6h30 em ponto o ônibus saía!

Foi uma viagem bela de duas horas e quarenta minutos, o sol nasceu durante a mesma, naquele terreno plano do Uruguai, e do meu lado do ônibus (olha, vô te contá uma coisa pra você, às vezes acho que vou morrer logo, por que essa viagem foi tão cheia de poesia que parece que os deuses selecionaram tudo a dedo, amo vocês amigos – caso algo aconteça). Ao chegar ao cais, uma deliciosa solicitação em español na imigração: identidad – dei o passaporte: Brasilleño? Tarjeta de imigración (ela falou tão rápido que perguntei umas três ou doze vezes não me lembro ao certo). O caralho dessa tarjeta – cartão – é uma merda de um papel imbecil que a gente recebe na espelunca do avião, pra entrar na porra do país, agora pergunto a vocês, viados e putas leitores de dessa idiotice (rs), eu lá sabia que precisava carregar éixta porrrcaria pra sair do país?

Nunca, jamais soube disso!

Toco cagado, pedi clemência, o cara viu que era minha primeira vez fora e disse educadamente que eu tinha que pagar uma multa (que seria todo o meu dinheiro – pensei, murcho, quase desmaiado já), mas não tive de pagar nada. Entrei belo, louro e japonês para o barco.

Dei tchau a classe turística e fui para a 1a classe – falta de opção na verdade, se não fosse assim eu não viajaria, alem do mais a diferença era bem pouca. O que eram as poltronas da primeira classe??? São maiores que a minha cama quase! Um bom lugar pra fazer minha primeira travessia de barco país – país.

A ida de barco foi inebriante! É uma sensação muito diferente, não é como pegar esses barcos abertões. O Buquebus é um barco bem fechado, como um ônibus grande com lanchonete dentro. E além do mais, chegar no centro de uma cidade que você nunca viu, em outro país, pela água. Uma cidade bela como Buenos Aires, aaaaaaiiii que bons ares! E que belo material humano também - rs.

Minutos depois, lá estava eu perdido naquela cidade com um mapa na mão e tantas possibilidades. Cidade linda!!! Impecável. O antigo e o novo ligados, mas limpos - diferente do centro velho de sampa. Depois (me perdendo e tendo que pedir informações em espanhol) fui direto ao obelisco na 9 de Julio, uma avenida gigante, digamos que ele seja um... um obelisco!!! - rs. Não existe muito o que falar de templos históricos estando tão próximos do nosso país, tudo é mas ou menos da mesma época, mas o material humano... rs.

Ali mesmo, enquando fazia aquela coisa breguíssima de turista, tipo tirar vc mesmo uma foto sua com o monumento no fundo, conheci uma brasileira que ficou comigo o tempo todo lá. Vi o teatro Colón, o Palácio dos Tribunais, o túmulo da Evita, a Rua Alvear (meu Deus... pensa nos demônios do consumismo - quer dizer, não que Deus deva pensar nisso, foi só uma expressão - te atasanando para você afundar seu cartão na lama!!! Isso é a Alvear), nela você acha Chanel, ao lado de Gucci, ao lado de Vuitton ao lado de Laurent, ao lado de... aaah se eu pudesse, meu dinheiro desse, em meu armário coubesse... Outra coisa que me chamou a atenção lá pelas redondezas foi uma árvore que tem na praça em frente ao cemitério da Evita - rs. A árvore é tão grande que ocupa toda a área da praça, só que ela não tem força pra agüentar os próprios galhos (que são troncos na verdade)! Então colocaram paus apoiando os troncos da árvore para que não caiam. 

Em seguida, como não podia deixar de ser, fomos a um café!!! Estranho como tomar um café numa esquina em Buenos Aires é tão... tomar um café numa esquina em Buenos Aires!!! A arquitetura, o clima, as pessoas. Acho que passamos umas duas hora e meia tomando café em dois cafés e fumando. Muita gente pedindo esmola tb, igual aqui! Tudo teria sido perfeito se ela não tivesse me convidado para ir a uma milonga na sexta. Assim como se nada fosse: "Vamos a uma milonga sexta? Você vai enfartar!" Nesta hora eu já estava enfartado, ela estava falando de me levar até alguma maravilhosa casa de tango que estava longe de ser algo para turistas. Onde jovens e velhos se encontram e dançam até o pé sangrar a madrugada toda ao som ao vivo tb!!! Por que ela fez isso? Visto que dali uns 50 minutos eu deveria pegar o metrô que me levaria de volta até o porto.

Nos despedimos, entre convites e promessas de novos encontros peguei o metrô (que custa lá 0,90 centavos - se fosse em reais seria tipo 1,30), que era mais uma sauna seca móvel do que um metrô. Da estação passei pela Casa Rosada, imponente, com sua praça a frente cheia de imagens e recordações de protestos. Uma energia carregada quase poética.

Peguei o barco gastei meus últimos pesos argentinos com refrigerante de pomêlo e empanadas. De volta a Montevidéu!

foto: Porto Madero - Buenos Aires

Sábado, 19 de Julho de 2008


15/07 - veranillo
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Hoje conheci a outra parte do centro logo de manhã, assim a tarde ficou livre mas eu sabia bem como preenchê-la; con el Rio de la Plata!!!
O céu está intrigantemente perfeito por aqui! Parece até uma coisa meio "O Show de Trumman", o que me instigou um bocado mais para dar um pilo no rio. Mas antes de falar nisso, é necessário que saibam que o Rio da Prata é gigantesco, a distância de uma extremidade a outra das margens é tamanha que leva 50 minutos para atravessar se as condições climáticas estiverem boas, não se enxerga o que há do outro lado assim como o mar. No entanto, as margens aqui por perto não são muito receptivas. São somente um parapeito que dão direto na água, sem espaço para laser. Ainda assim decidi caminhar por lá quando para a minha surpresa encontrei três bancos de areia, para ilustrar, é como se fossem três micro-mini praias minimalistas - rs, e pedras. As pedras entravam adiante na água, de modo que chegando a última pedra só o que havia em frente era o horizonte. Foi pra lá que eu fui, lógico - naturalmente depois de ter me esborrachado diversas vezes nas pedras limbosas como um mamão em estado de putrefação caindo de uma árvore altíssima!!! Mas cheguei a tal pedra, com a roupa meio verde mas cheguei. Pedras malditas, isso porque eu só pisei no seco hem!
O vento, o rio, os ruídos das marolas quebrando nas pedras ao redor de mim, céu sem uma núvem sequer - ninguém por perto. Fiquei naquela contemplação por uns trinta minutos. Quando dei por conta de que a qualquer momento a maré poderia subir e umedecer as pedras assassinas, o que poderia torná-las desafios potenciais à vida - à minha naquele caso. Fui para outra mais segura, na qual repousei pensando em pessoas, saudades, sonhos e medos, e realizando que estava em outro país, sentindo todas as sensações as quais um repouso, numa pedra em "alto-mar" pode trazer... adormeci por mais ou menos uma hora e meia, a mais bem dormida uma hora e meia da minha vida.
Acordei e ouvi Memórias do Mar da Bethânia, o que me trouxe uma sensação tão boa que passei a outra uma hora e meia ouvindo várias músicas e cantando bem alto!
O sol se pôs, o vento bateu e eu fui pro hotel.

A noite conheci os bares da cidade - luxos!
As calçadas são repletas de mesas fixas, que ficam dia e noite lá, a Stella Artois aqui é de preço popular e foi com ela que me encontrei!!!
Não criando muita espectativa para uma noite de terça, ficamos só uma hora por lá, e comemos uma pizza, até porque no dia seguinte às 5h30 precisava estar de pé. Às 6h30 saía o ônibus que me levaria até o navio, que me levaria à Buenos Aires!!!

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

14/07 - curiosidades

 Incrível!!! Numa faixa de pedestres movimentadíssima em frente ao hotel perdi um tempão parado esperando parar de passar carros e ônibus e afins (não tem farol), quando percebi que talvez daria tempo pisei no asfalto, e como num passe de mágica todos pararam! Adorei a brincadeira européia, se pisar numa faixa colega, tooooooooodos param! E normalmente é o carro que cumprimenta se o pedestre deixar passar e não o contrário como no Brasil. Além do mais, os carros aqui andam com as luzes acesas sempre, tipo motos no Brasil. Por que, eu não sei! A claridade aqui é igual ou maior que aí. Estranho né?

Outra coisa, todos os comércios ficam com as portas fechadas e trancadas, TRANCADAS!!! Como assim? Deve ser pelo frio vocês podem pensar, mas hoje aqui tivemos 27 graus, mais que São Paulo hoje. É tão engraçado!!!

 

Hoje, sob um céu dolorosamente azul, conheci o centro histórico de Montevidéu. O centro era circundado por uma muralha também, que foi destruída por volta do fim do século XIX, o portão da muralha é conservado até hoje!!! O centro é um charme, parece um lugar bem europeu e limpo!!! Fui até o mercado do Porto, uma espécie de mercadão só que mais sofisticado, onde eles têm os restaurantes mais 

especializados em Parrilla, que é uma espécie de churrasco, mas servido misturado, um pouco de todos os cortes! Tenho um bocado de fotos pra mostrar. 

Hoje fui procurar luvas tb! Na primeira loja que entrei passei uma vergonhinha de leve porque estava perguntando por luvas tentando transformar a palavra o melhor possível em espanhol, tipo "tiene lubas"? Depois descobri que luvas são "guantes", nada a ver com lubas! Pelo menos luba não significa nada podre como "pinto mucho" ou "bunda suja"; por favor, tens bunda suja? Imagina - rs.

 Fomos jantar num restaurante que tocou horrores de mpb, e só pra frisar, de sobremesa comi Creme Brullé - e quebrei a casquinha igual a Amélie Poulain. O Creme tem gosto de flan mas com textura cremosa, e a casquinha é de açúcar. O sabor é orgasmático!

na foto acima: Rua 18 de julho - umas das principais da cidade que dá acesso à Ciudad Vieja

abaixo: Plaza Constitución onde se situa a catedral da cidade

Terça-feira, 15 de Julho de 2008

restinho do dia 13 - chegada

Pronto! Primeira surpresa do destino. Entro num guichê para saber como faço ligações a cobrar aqui (pois comprei um cartão de 25 pesos, e ainda faltando 8,22 pesos para acabar ele já bloqueou ligações para celular - ??? - sem querer gastar mais com alguém que se atrasou pra me pegar...). Alicia, a senhora simpática do guichê me cedeu o telefone de lá para ligar(!), desde que fosse rápido! Liguei, agradeci! Ela disse que eu poderia deixar o carrinho com as coisas lá se quisesse dar uma volta(!) - a questão eh que naquela saleta mal cabiam as mesas, e o carrinho ficaria na passagem, mas ela foi tão incisiva, e eu estava tão ávido por dar uma volta que cedi com facilidade! Voltando, perguntei a ela os lugares que eu poderia conhecer em Montevidéu, ela me deu aproximadamente quatro mapas diferentes e perguntou se eu não queria consultar meu e-mail(!) do computador de lá(!!!). Disse que não e ajudei-a a dobrar mapinhas, foi nesse momento também que tristemente soube que estoy muy cerca de Buenos Aires, mas, preferi esquecer essa história!!!
Fiquei um bom tempo com ela, falou-me da filha, da beleza das praias de Salvador e do caos de São Paulo, falei da sensação de pisar fora e dos sonhos no Brasil.
Hora de ir! Me despedi extremamente grato. Mulher simpaticíssima!!! Um perfeito primeiro contato!

O hotel é estonteante, fica na Plaza Independencia, no centro do centro!

na foto: vista do quarto no hotel - Rio de la Plata

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Post para os mais amigos!
 - e para os demais que quiserem morrer de tédio, afinal é só uma narração não poética dos dias que passam!

Escrevo de um café do aeroporto Carrasco no Uruguai. Pisar fora é tudo aquilo que dizem mesmo, é uma sensação bem sutil e delicada por dentro, em que parece que a qualquer momento você vai explodir e vísceras e miolos e ossos e sangue vão sujar a todos em volta de tanto que você parece estufar. É uma delícia! Ou talvez seja algo que eu sempre almejei, sei-lá! Entre toda a exaltação que sinto vem um medo básico (coisa de ser humano); será sempre assim, esse peito estufado e essa sensação de que eu poderia morrer agora, ou é pq é a primeira vez que estou em outro país?

O melhor é responder gracias, buenos, hola. A linguinha de cobrinha trançada entre os dentes!!!
Nem sempre quando se pisa fora a gente saca que está fora, já chamei garçom de "grande" e falei do tempo no elevador - em português, daí logo ouvi um, "si, si, és un tiempo asiqnovodiadeladonuotro", "aaaaaah si, buenas noches" respondi entendendo tanto quanto quem leu! Mas a primeira coisa que me fez cair a ficha foi no ônibus do avião ao aeroporto, o aviso que dizia: "PROHIBIDO FUMAR Y SALIVAR". Um friozinho na barriga por perceber q estava fora del Brazil, e uma gargalhada, o que diabos é salivar? Deve ser cuspir, claro, mas soou tão estranho de início que eu ri! Ainda que seja cuspir, que gente estranha é essa que fica cuspindo no chão das circulares a ponto de sofrer represálias.

Outra coisa engraçada é que o povo aqui adora falar português! Até tentei inglês, mas eles não falam muito. Daí tento arrastar meu aprimoradíssimo espanhol-latino-lusitano cujo alguns de vocês (felizardos) já tiveram o prazer de conhecer, eles logo falam português - me sinto quase um norte americano!!!

Bem, tem mais coisa pra escrever, mas vou postar uma por dia! Vou fazer a linha "diário", já que eh a minha primeira vez fora, posso me dar esse luxo!!!

Obs. soberba: A janela do hotel dá vista para o Rio da Prata!

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Gosto!!!

Gosto muito de falar com você!!!

Mas odeio!!!

Odeio meias palavras!!!

!!!

E agora você não responderá nada, pois é o máximo que consegue fazer

Sexta-feira, 13 de Junho de 2008


- Hoje cê não vai me perguntá?
- O que?
- Se eu te amo?
- Você me ama?
- Ama...?! Bom... qué dizê... cê não tem medo?
- De amá?!
- Isso não é natural. Pode vir um castigo de Deus...
- Deus?...
Toda vez que abandonei meu corpo na ponta aflita dos teus dedos
olhei pra Ele.
E Ele não tava tão carrancudo:
estava um pouco distraído,
como quem finge.
E toda vez que amoleci meu corpo pra tua ansiedade cega e rija
olhei pra Ele.
E Ele não tava tão severo:
estava um pouco atento,
como quem vê.
E toda vez que o centro do meu corpo foi inundado pelo teu prazer
olhei pra Ele.
E Ele não tava tão bravo:
estava tão sereno!
Como quem comunga.

(...)

- Ai se você me perguntasse...
Se só mais uma vez cê me perguntasse
se eu te amo...

- Não posso mais.
Tenho que ir atrás...
do vento.

(e alça vôo
na direção do sol poente)

Trechos de O Pássaro do Poente de Carlos Alberto Soffredini

Domingo, 1 de Junho de 2008

"Bom é não saber o quanto a vida dura
Ou se estarei aqui
Na primavera futura
.
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma!"

Zélia Duncan


Terça-feira, 27 de Maio de 2008



mágica...

mágica... mágica... mág...


... e se seguiram histórias de borboletas e margaridas, e a noite foi mágica.


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O vinho adormecia os lábios, o fondue salgava a língua, e adoçava, e salgava. O cigarro... ah o cigarro... me entende quem se entrega a este prazer-fatal-prazer: um isqueiro falta, um gesto educado, uma pergunta, mundos novos, universos inteiramente novos ávidos para desbravar constelações e galáxias um do outro. Tantos desconhecidos numa noite jovem, tantas confidências, risos e particularidades numa madrugada outrora virgem. O instigante mundo europeu de um, a sonhada América Latina de outro, e a música clássica, e os protestos estudantis e os assuntos que a noite nos trazia à memória sem tempo a perder. E a música tocava, e era cantada e cantada. E a mágica... uma mágica ardendo tão fundo na alma, o motivo pelo qual existo.



Outra noite - outro vinho - outros cigarros - histórias de borboletas e novos caminhos - de margaridas e surpresas - de sinais.
.


Uma vez, houvera entre nós, ainda que poucos soubessem, ao sul, além das fronteiras, mãos doces e talentosas, mãos latinas e francesas. Mãos estas que não poupavam dedos e sonhos para acariciar a audição e o coração de uma doce menina, sua neta, mãos talentosas, moldadas em alabastro com um toque de sonhos e mais sonhos. Era de Chopin a música que as ligava num estreito fio de alma e pra alma, e foi Chopin que tocou no aniversário de sua última despedida. Uma mão sensível tocava o piano de cauda, as mãos daquele que cedeu o espaço tão carinhosamente e sem se dar conta da saudosa melodia que tocava.


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Ela percebeu saudação da avó, nós nos emocionamos. Era qual uma benção, era uma espécie de mágica que rondava a profunda vista noturna do Ibirirapuera, eram histórias sensíveis, de sonhos, de mágica. Histórias pra poucos.


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Porque:

"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra".


Terça-feira, 20 de Maio de 2008


Antes de lerem
o que vem a seguir é importante que saibam; nada, nada que pudessem escrever cantar ou dançar, se fariam palavras minhas tão fiéis quanto estas, parecem sair de meus lábios numa força tão voráz que poderia ser ouvida até no mais fundo do mais profundo oceano:
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"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
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Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
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Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
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Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
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Não sei por onde vou,
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Não sei para onde vou
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Sei que não vou por aí!


Cântico Negro - José Régio

Imagem do filme "Um Sonho de Liberdade"

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

PRONTO!!!
Hora de desacreditar e encerrar contratos, hora de rasgar cheques e desvencilhar-me de apertos de mão!
Hora de sair do sonho e me entregar a certas realidades.
Hora de me entregar a outro sonho.
Ponto final e incial, sempre e avante!

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

"Não damos pé

Entre tanto tic-tac

Entre tanto Big Bang

Somos um grão de sal

No mar do céu...

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Calma!

Tudo está em calma

Deixe que o beijo dure

Deixe que o tempo cure

Deixe que a alma

Tenha a mesma idade

Que a idade

do céu"





Idade do Céu - Paulinho Moska

Domingo, 20 de Abril de 2008

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"If you kiss me where it's sore
If you kiss me where it's sore
I would feel better, better, better"
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missings
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Valeu por todos os momentos
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;-)
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Sábado, 19 de Abril de 2008

Selva de concreto




Viver sozinho é como fazer parte de um daqueles programas do Discovery Channel, em que tudo o que os insetos e animais devem fazer é sair à caça de sua presa e fugir do alvo dos predadores. Pode ser que haja uma presa, pode ser que não. Pode ser que haja um predador, pode ser que sim! Então é uma eterna e disputada busca, em que às vezes o estômago ronca, os pés doem e sono falha. Essa é a busca pela liberdade.
Nessa busca intorpecente encontrei leões e hienas, animas peçonhentos, selvas es
curas e belas paisagens. Me senti sozinho enquanto acompanhado e senti que nesta "batata quente", não existe pra quem jogar a bomba, e nem quem me ajudasse a lançá-la longe o bastante. No entanto, muitos estiveram ali sim; a espreita e prontos para ouvir um grito de socorro. Mas a gente é forte, ou se faz de forte, e mesmo no mais fundo abismo, o grito de socorro era sufocado pelo senso de responsabilidade. Me calei, por vezes, aos prantos.
A família pra mim sempre foi algo representativo aos redores deste redemoinho, como estátuas frias de alabastro (exceto minha mãe, a guerreira forte que sempre esteve presente), e eis que pela primeira vez em anos senti um calor que pensava não existir nos laços familiares, um calor de colo e cumplicidade, um calor de quem não espera os gritos de socorro pois te conhecem tão bem que sabem até mesmo a hora que você poderia gritar, e evitam. É o sangue, é como se a dor nas veias de um percorresse pelo outro.
Conheci novamente minha família, e me encantei! Desde os modos, os meios, os risos e a descontração, até o jeito de se preocupar e se mostrar solíscita. É como se depois de crescido reencontrasse seu berço intacto, e te esperando, ainda que você possa não caber mais.
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Amo a minha família, toda ela, com cada uma das controvérsias e desavenças. Amo a todos eles, e agradeço por terem enchido a minha alma novamente com aquele calor que tem cheiro de café da manhã e bolinhos de chuva.
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Obrigado por tudo!!! À minha mãe, família de Maringá e Curitiba.
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Claro que não devo deixar de lado a minha família paulista, esta que ainda que não ouça os gritos no mais profundo de mim, nunca deixaram de estar lá quando ouviram um. São eles:

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Alexandre Bojar
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Anaflor


André Batista


Daniela Pitteri


Diego Linhares


Laurinha
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Malu Paiva


Marcelo Bartz


Mayara Medeiros


Nêga Aparecida


Patrícia Galvão


Paula Ristori

Vera Santos
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Zeni dos Santos
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Mantenha unido
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"Eu tenho irmãos e 'uma grande família'
Que se intrometem dizendo o que eu devo fazer
Quero me mandar daqui, quero deixar esse lugar
Então quem sabe eu me esqueça dessas caras esfomeadas
Cansei de compartilhar de tudo pra ter atenção
Serei sempre o palhaço da história
Quero ser diferente
Viver sob minha responsabilidade
Mas 'mamãe' deixou claro
Que eu sempre teria um lugar pra voltar
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Me matei a maior parte do tempo
Mas a chateação fica lá
Todo mundo é estranho aqui
E a vida na cidade acaba te consumindo
Não faz idéia de como as pessoas podem ser frias
Nunca queira virar as costas
Só dão pra receber em troca
Ansiosas pra saber o quanto cobrar
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Mas quando eu fico sozinho
E preciso ser amado pelo que sou
E não pelo que querem que eu seja
Meus irmãos e 'família'
Sempre estiveram lá por mim
Temos uma conexão
Em casa é onde o coração deve estar!
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Quando eu olho pra trás, pra toda dificuldade
E toda chateação que eles me causaram
Ainda assim jamais trocaria se tivesse uma chance
Pois o sangue está acima de quaisquer outras circunstâncias
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Fique unido com sua família
Eles são a raíz de sua história
Irmãos e família, eles seguram a chave
Do seu coração e sua alma
Jamais se esqueça que sua família é como ouro!"






Música e vídeo: Keep It Together - Madonna

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Nas geadas de Curitiba!!!
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Foto em frente a cúpula do Jardim Botânico

Casquinha

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Andando em Cascavel com meu sobrinho de dois anos e meio no colo senti uma casquinha de machucado no joelhindo dele, perguntei:
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- Você se machucou?
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Ele com a boca (por dentro e fora) ocupada demais com um bis que virara um lamaçal, só acenou um não com a cabeça, insisti:
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- Mas tem um machucado aqui - e relei com a mão - como vc fez esse machucado?
- Eu fiz dodói!
- Ahhhhh tá vendo, e onde você fez esse dodói?
- Aqui - e me apontou o joelho cascudo.
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Amo meu sobrinho!!!
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

*** Primeira criação na mídia ***
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A saia que a ex-brother está usando é uma criação minha para a marca Vesúvio, enquanto era reestruturada pelo consultor de moda Maurício Lobo.

A reportagem está no site globo.com.

(a reportagem não fala da marca tá, mas eu tenho o catálogo pra provar - rsrsrs)

eis o link: http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL363843-9798,00-JAQUELINE+KHURY+E+RAFAEL+GALEGO+EM+CLIMA+DE+ROMANCE.html


Terça-feira, 25 de Março de 2008

Maringá - PR

Estou em Maringá.

E às vezes me falta ar

tal é a mágica,

tal é o peso

leve

do passado no presente.
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Os cheiros,
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recordações...
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(...)

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E perceber que aquilo que muda

machuca homicidamente, e o que fica

- ah o que fica -

Este afoga,

de

tanta

cor...
Maringá - cidade onde mora minha familia materna, morei aqui em 92.
na foto - a cidade coberta por névoa, e em destaque a Catedral de Maringá
em formato cônico

Quinta-feira, 20 de Março de 2008



"Põe um pouco de mel no teu sorriso,



como se morde a polpa de uma fruta.



Saia um dia caminhando pela estrada



como quem não quer chegar,
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só caminhar.



Se encontrar um rio,



se joga dentro dele



como se o corpo fosse feito de água fresca.



E se a vida doer dentro de ti,



deixe que rebente"


Texto de Carlos Alberto Soffredini

Segunda-feira, 17 de Março de 2008

"Eu só acredito
Em vento que
Assanha cabeleira
Quebra portas e vidraças
E derruba prateleiras
Se fizer um assobio esquisito
Na descida da ladeira
.
.
.
.
Eu só acredito em chuva
Se molhar minha cadeira
De palhinha na varanda
Minha espreguiçadeira
Se fizer poça na rua
Acredito nessa chuva de peneira
.
Eu só acredito em lama
Se for escorregadeira
Como casca de banana tobogã
De fim de feira
.
'Hugo Henrique' já não acredita
Na força do vento
Que sopra e não uiva
Na água da chuva
Que cai e não molha
Já perdeu o medo de
Escorregar"
.
.
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música Descida da Ladeira - Alceu Valença
foto do filme francês Marquise

Sábado, 15 de Março de 2008

Eis o primeiro rompimento, da primeira casca
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As borboletas estão voando

A dança louca das borboletas

As borboletas estão girando

Estão virando sua cabeça

As borboletas estão invadindo

Os apartamentos, cinemas e bares

Esgotos e rios e lagos e mares

Em um rodopio de arrepiar

Derrubam janelas e portas de vidro

Escadas rolantes e das chaminés

Mergulham e giram num véu de fumaça

E é como um arco-íris no centro do céu

dança das borboletas - Alceu Valença/Zé Ramalho

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Desabafo
foi um abraço eterno
desses que duram segundos
e que te deixam sem fôlego
mas que te enchem de tanto fôlego
mais que todo o fôlego
que existe em todos os pulmões do mundo
e emudece
e faz o mundo parar
e girar mais rápido
.
e o cheiro
e a poesia
e a libido
.
e a sensação de algo tão familiar
de alguém que parece não ter sido seu
mas uma extensão de você mesmo
que se perdeu, e se achou
mas o "terror de te amar num sítio frágil como o mundo
mal de te amar neste lugar de imperfeição"
mas a dor de temer
aquilo que se teme quando dói...
mas...
mas...
mas...
citação entre aspas do poema Terror de te amar
escrito por Sophia de Mello Breyner Andresen

Quarta-feira, 5 de Março de 2008

"Certo ou errado
Quem não pula o muro
Não aprende a se arriscar
Não tá com nada
Certo ou errado
Quem não cai da escada
Não aprende a levantar
Não tá com nada
.
Você já sabe tudo
Princípio, meio e fim
E vive a me dizer
O que é bom ou mau pra mim
Mas o que serve pra você
Nem sempre vai me convencer
Eu tenho a vida inteira
E muito que aprender
E só eu é que escolho
A vida que eu vou viver
.
Certo ou errado
Quem não sai na chuva
Não aprende a se molhar
Não tá com nada
.
Eu sei que é prova de amor
Você não quer que eu
Jogue pra perder
Deixa a vida me ensinar
E eu vou provar
Pra saber escolher"
*
**
*
Bem, eu podia ter escrito uma crônica quilométrica a respeito dos milhares de conselhos tão acinzentados que tenho escutado, sobretudo daqueles que tomam sua vida como exemplo de sucesso para tentar me provar de como estive errado, o que faz com que cada vez mais eu descubra que nunca estive.
De resto, a música infantil explica tudo!

Música Certo ou Errado - Patricia Marx

Terça-feira, 4 de Março de 2008

OBSERVAÇÃO EXTRA

Neste exato momento o conto abaixo; Noites em Claro, acumulou em cada um de seus capítulos seis exatos comentários, o que no final compõe o número: 666

Será que o capeta gostou do conto?

rsrsrs

Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

NOITES EM CLARO
- terceiro caítulo

Antes mesmo de conseguir dominar seus impulsos ela está ao lado do casal com a mira no rapaz. Com um tiro, estoura-lhe o tendão de Aquiles esquerdo, o joelho direito, o cóquis, um cotovelo e a boca do cadáver, o sangue empoçado espirra com o estouro. Ela o mantém vivo. Com a faca do bolo que está sobre a mesa, ela fatia os dois olhos da moça, rasga-lhe as bochechas até que o maxilar se escancare, fax um "X" em um dos seios, dividindo o mamilo em quatro e transforma o clitóris dela numa espécie de carne de encher lingüiça - ele assiste tudo, sem opção. Neste instante ela percebe que os olhos do rapaz estão se distanciando e o pavor de perdê-lo toma conta dos impulsos dela, se desespera, pede um balde d’água, não é atendida, então estapeia a cara do rapaz.

- Acorda, não morra, acorda!!! Pelo amor de Deus!

Ele recobra a consciência por segundos, exatamente o tempo que ela precisa para se despedir:

- Sua vida tiro eu! - ela diz e com o último tiro dado à queima roupa no coração o entrega ao infinito.

Vendo os dois pateticamente mortos ela respira aliviada, como nunca em dois anos. Pôde ainda perceber que as manchas de sangue acrescentaram uma linda tonalidade violeta, como um tye-dye à seda pura azul celeste da saia de seu vestido longo – tentarei cristalizá-las – pensou. E ao guardar o 38 (de verdade) na bolsa (cara) viu no fundo as chaves do carro e parou pra refletir um segundo em sua vida. Ela viera do nada! E conquistara toda a sua estrutura de vida, não fosse aquele maldito se fazendo de nuvem e tapando-lhe o sol, ela teria enxergado, antes, tudo o que ela era e tudo o que representava pra si mesma, tudo o que conquistara, amigos, estrutura, confiança, momentos maravilhosos que vivera.
E viverá!
Sua certeza era tanta de seu sucesso agora, que seu desejo se convertera nele estar vivo ainda, vivo para vê-la por cima, se diminuir e se arrepender num futuro muito próximo, pensando um pouco mais, ela percebeu que no fundo seu verdadeiro desejo era, na verdade, que ele estivesse vivo para ela provar pra si mesma, tal será seu sucesso, como não estará se importando nem um pouco com ele no futuro, ainda que ele se arrependesse ou não!
Neste momento, o polonês contornou com a mão gigante a fina cintura dela e soltou um suave:

- Vamos amor, temos uma longa vida de realizações pela frente!

Ela deu um passo em direção à saída, quando o telefone que estava em sua mão tocou e a trouxe de volta! Num surto, e ainda transpirando por conta do telefonema que fizera há segundos atrás, ela percebe-se realizada e satisfeita ao ver o quanto a sua imaginação fora longe (o telefone continua tocando), sente-se tranqüila agora, mas não pela sua consciência estar livre por não ter matado ninguém ou por não ter feito ninguém sofrer, mas sim por ela saber-se tão bem agora (o telefone continua) que terá tempo e segurança de sobra para transformar aquele inodoro e incolor numa mancha cinza do passado.
Ela atende ao telefone ainda em tempo e do outro lado escuta de um dos "doze" um sonhador bom dia, bom dia esse que ela retribui sem dúvidas com muito mais que um "obrigado, igualmente", enquanto pinta os lábios de vermelho.

FIM

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

NOITES EM CLARO
- segundo capítulo

Ela aponta para o ex e não se atreve a chamá-lo pelo nome. Ele vira, silêncio perpétuo.
- Ajoelhe-se e diga que me ama!!!

Ele assim o fez, com as mãos pra cima.
- Agora diga a ela que a ama!!! – referindo-se a atual.
Ele assim o fez.
- Agora ajoelhem-se de frente um pro outro e digam que se... (quase chora) amam!!!
O fizeram.
- Agora... (se cala, treme, enxuga as lágrimas sem borrar a maquiagem) agora amem-se!!!

Eles não compreenderam, assim como ninguém naquele salão. Um burburinho enche o recinto de um barulho irritante para quem está irritado. Um tiro no teto. Silêncio.

- Meu amor – ele diz ajoelhado e ainda assustado com o tiro – tente se acalmar, você bebeu um pouco demais, olhe as pessoas ao seu redor.

De fato, na festa predominavam senhoras e senhores de idade, crianças e casais felizes, todos com seus cargos sociais devidamente bem ocupad... de repente um tiro enfeita a mesa do bolo e a cara chorosa da aniversariante atrás da mesa com sangue e miolos, a “linda e como sempre insuportavelmente simpática” estava agora sem batimentos cardíacos e morta no chão ao lado dele. Ele, estático.

- Agora ame-a!!!

Ele num choro ensimesmado não responde, ou não ouve.

- A-ME-A!!! – ela engatilha a próxima bala em meio aos soluços e prossegue – E antes que me pergunte, nunca mais passarei uma noite sequer acordada imaginando o que fazem e como fazem, agora verei, e confesso que me parecerá bem nojento. Nunca mais sentirei frios na barriga por conta do infinito, desgraçado, maldito desejo que sentem um pelo outro.

Silêncio perpétuo ainda. Ele, aos prantos, começa a baixar suas calças e subir a saia do cadáver enquanto a coloca em “posição de parto”, deita sobre ela, mas mantém tronco afastado, como quem tenta se segurar longe do chão numa flexão - não tem coragem de olhá-la no rosto desmiolado e ensangüentado.
Vendo a cara dele de infinito nojo, ela quase pensa em baixar a arma, o espírito dela fora inundado por uma sensação que a quilômetros de distância lembraria a sombra do que se pode chamar de – talvez – piedade, vendo agora que ele não mais gosta dela como antes, que agora sente nojo. Era quase o bastante pra ela, e seus braços com a arma em punho, aos poucos cediam à força da gravidade, quando o corpo dele também cedeu, seus músculos estavam fartos de fingir foder aquele cadáver e deitou-se sobre o corpo. A gravidade para ela perde a força e lá está a mira no alvo novamente, quando num gesto de carinho jamais visto por ela, ele beija a boca ensangüentada do cadáver, e balbucia, ainda aos prantos:


- Te amo!

Antes mesmo de conseguir dominar seus impulsos ela está ao lado do casal com a mira no rapaz.


CONTINUA...

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

NOITES EM CLARO
- primeiro capítulo

“Alô, só pra te desejar um bom dia”.
Esta frase era o que permeava na cabeça dela momentos antes de usar o celular, que naquele momento repousava em sua mão direita, a espera. A adrenalina que fazia seu sangue parecer lava a deixava trêmula e excitada, excitação que em questão de segundos tornara-se ódio, quando da resposta dele: “obrigado, igualmente” – cinza assim.
Imediatamente ela abre sua arma secreta, a mais poderosa, que infalivelmente entre todas aquelas folhas cheias de nomes, números e letras na seqüência do alfabeto, a fariam recordar de um bom recurso, afinal, nesses dois anos desde o divórcio, sua teia não dera trégua. E os troféus que ela atraíra são diversos, inúmeros. Dentre os quais:
- O executivo: o do Chrysler, de Bariloche, do Terraço Itália, dos vinhos italianos, dos diamantes – que mora infinitamente longe;
- O bicho-grilo: o das trilhas, do olho de safira, da lua, do banho nu na mata, do sexo selvagem, do esoterismo, das viagens surpresa – que transpira maconha;
- O treinador: o bombado, esculpido, queixo quadrado, educado, cheiroso, baladeiro, engraçado – broxa.
E assim a lista se estende a doze, doze que são melhores, excluindo o resto. E analisando bem, ela encontra o perfeito:
- O importado: o polonês, 1,98m, simpático, português com sotaque, faz projetos sociais no Brasil, lava, cozinha (e como cozinha), passa – cavalheiro demais.
É este!
E é com esta arma em punho que decide ir ao aniversário da afilhada, qual o padrinho é o ex e, portanto, estaria lá. Mas para a surpresa dela, ele, o ex, o do “obrigado, igualmente”, apareceu com ela, ainda, ainda juntos, ela linda e como sempre insuportavelmente simpática, e eles como sempre insuportavelmente felizes (ao que parecia).
Terminado os parabéns, momento auge de uma festa de crianças, ela cuidadosamente abre a bolsa (cara) e saca um 38 (de verdade), sabia que viria a calhar um dia.

- Ei!!!
Aponta para o ex e não se atreve a chamá-lo pelo nome. Ele vira, silêncio perpétuo.
- Ajoelhe-se e diga que me ama!!!
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CONTINUA...

Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Coloque a música antes de ler o post!
_


Thelma e Louisse havia acabado há quinze minutos.
Eu estava sozinho no quarto prestando atenção em como a fumaça do meu cigarro dançava impecávelmente ao som de "Everybody's Gotta Learn Sometimes"*.
Era 3h33 da manhã.
Eu estava mudo.
No meu coração um mix de angústia, sonhos e espectativas me faziam perder o sono.
Tanto pra resolver.
Estou para a vida um bailarino, assim como a fumaça para a música. Mas no meu caso, diferente da fumaça, dói quando o passo perde o compasso, quando o ritmo perde o tino, como Chico dizia:

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá"

Essa vida cheia de nuances e equívocos me fortalecem bem! Mas é fato que não ter seu destino nas mãos dói, e dói.

Mas me pergunto que tipo de pessoa eu seria se tivesse vivido uma vida regrada e matemática até aqui? É certo que as partes mais legais de se lembrar e contar de uma viagem são seus equívocos e surpresas e eis minha vida, madrugada a madrugada...

Caso queiram saber a quantas anda a minha vida, basta que acendam um cigarro, deixem a fumaça dançar ao longo da madrugada ao som desta música, acompanhada pelo derradeiro gole de um merlot que pinta de vermelho o fundo de uma taça, gole esse que por sinal tomarei agora, antes de dormir - sem escovar os dentes.



*Everybody's Gotta Learn Sometimes:
música tema do filme O Brilho Eterno
de Uma Mente sem Lembrança

Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008


idealização: Murillo Marques
execução e direção de fotografia: Hugo Henrique
direção artística: Marcela Primo
rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

"Não.
Não é possível
criar um poema
nesse escritório.
O grampeador é feio
a mesa é velha
os armários, cheios.
Na minha cabeça
há umas idéias
soltas e meu olhar
num esforço hercúleo
poderia até ver beleza
sob o encardido
das persianas.
Mas, por tédio
e cansaço e
falta de vontade
a tarde escoa
como papel A4
quando o fax dá pau:
até esgotar-se
e sem poesia."
-
(sei que somos mais)

autor desconhecido
-
enviado pra mim por Elton

Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

DOA A QUEM DOER

Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

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"Um lugar não definido, é o lugar de todas as sensações, onde não há nada a perder, é sair de dentro da caverna de platão!!!"
-
Murillo Marques
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Sábado, 2 de Fevereiro de 2008

rosa, borboleta, noite, oceano

Esta rosa nunca mais foi regada - pensava - mas ainda cheira.
Já beirava as 5h da manhã, ele estava semi nu, a barba por fazer tocava a fronha que tocava o travesseiro que tocava o lençol que cobria a king-size que abrigava outras duas pessoas também semi nuas. O sono já havia carregado para longe uma delas, ele por sua vez, era acariciado infinitamente, incansávelmente e se perguntava de costas para as carícias de frente para a noite paulistana do outro lado da janela: "como pode não se cansar de movimentar-se desta forma?"
Uma estrela, somente, brilhava sob o céu de Perdizes ou Alto da Lapa ou Sumaré, que seja, acompanhada pelo pisca de uma torre solitária - "São Paulo, mágica São Paulo, mágica e perfumada noite paulistana". O cheiro de São Paulo à noite lembra a ele, sabe-se lá por que cargas d'água encontros, cigarros, gente nova e aquela respiração ofegante que se tem antes de transar pela primeira vez com alguém. Por isso andou trocando a noite pelo dia; paixão louca pela noite, pelas paixões da noite.

Ainda que aquela rosa cálida no criado cause incômodo ao cheirar tanto, ele não mais se atreverá a movimentá-la, pois sob três derradeiras pétalas secas, hoje bordôs portanto e não mais vermelhas como outrora, há um caule repleto de espinhos e espinhos e espinhos. "Não mais tocá-la", ordenou a si mesmo ao ferir-se pela última vez, "não mais tocá-la". E ainda que aquele odor incomode, ainda que remeta a passeios em casal com o cãozinho na beira da praia, resta-lhe aquele perfume, aquele perfume urbano e noturno que o faz pensar no mundo lá fora, que tem sido tão receptivo, nos vinhos e queijos e afins.
A fronha com insetos forçou-o a se lembrar da crisálida que vira no Trianon na mesma semana, "quando sairá, será?"
E o estado de hipnagogia que agora dominava sua mente, fez emergir das lembranças aquele oceano fresco, cheio de mistérios que pede um mergulho profundo, oceano esse que já o fez despir-se, "não mais mergulhar com armaduras" - prometeu, e quase mergulhar.
E lá estava ele acariciando seus desejos com detalhes do mergulho, quando aquelas implacáveis/incansáveis carícias dominaram seus sentidos, entregando-o aos braços do inconsciente enquanto as últimas pétalas da rosa, sem vida, sem mágica, em seu último suspiro, tocavam o frio e real chão de mármore acinzentado.

na foto:

vista panorâmica do banco Santander

(antigo Banespa) do Vale do Anhangabaú

Sábado, 19 de Janeiro de 2008

Alguém precisa de esclarecimentos quanto a imagem??



Caso sim, tenho 24 anos, um sonho e mais ou menos 24 rumos que se podem tomar pra chegar até ele tb! Me pergunte se algum é certeiro?


Mais alguma pergunta?

Também prefiro que se cale, afinal não terei respostas o bastante!!!

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Foto digna de um belo texto!!!

Quem diria que a sensibilidade estaria lá? Ardente como areia de praia e asfalto de cidade. Quem diria que entre tantas dúvidas haveria um olhar tão sincero.
É tudo sempre tão sincero.
Quem diria que haveria ali tanta mágica e cores tão reais?
Que pecado tão pouco tempo pra tanto.
É injustiça, não acha?
Não acham?

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008


água manta


a água vem que vem lavando

lava lava bem calada

cada mágoa

água santa

santa manta molhada

da terra

da mata

não mata

nem erra

essa água vem lavando minha serra


cada erro

cada pranto

cada maltrato

todo susto; agora passado

lavou tudo

essa água

e no entanto entrou muda

e saiu calada



hugo

Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

E este é pra vc...
...criar vergonha e comprar a placa de som - rs!!!

True colors - Cyndi Lauper


Marcela este é pra vc!
Da década de setenta - rsrsrs:

Vogue - Madonna

Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

Komm, meine Armen sind geöffnet und mein Hertz wartet.

Tradução:
Diego Linhares
Pout-Pourri
sobre meu ano novo

Quando a lua apareceu ninguém sonhava mais do que eu
Já era tarde, mas a noite é uma criança... distraída
(...)
É o fim da picada, depois da estrada começa uma grande avenida
No fim da avenida, existe uma chance, uma sorte, uma nova saída
São coisas da vida
E a gente se olha
E não sabe se vai ou se fica
Qual é a moral?
Qual vai ser o final dessa história?
Eu não tenho nada prá dizer, por isso digo
Que eu não tenho muito o que perder, por isso jogo
Eu não tenho hora prá morrer, por isso sonho



Baby Baby



Não adianta chamar



Quando alguém está perdido



Procurando se encontrar



Baby Baby



Não vale a pena esperar



Oh! Não!



Tire isso da cabeça



Ponha o resto no lugar


Os ventos do norte

Não movem moinhos

E o que me resta

É só um gemido...

Minha vida, meus mortos

Meus caminhos tortos

Meu Sangue Latino

Minh'alma cativa...

Rompi tratados

Traí os ritos

Quebrei a lança

Lancei no espaço

Um grito, um desabafo...

E o que me importa

É não estar vencido



Eu hoje represento a pergunta
Na barriga da mamãe
E quem morre hoje, nasce um dia
Pra viver amanhã
E sempre!
Eu hoje represento a cigarra
Que ainda vai cantar
Nesse formigueiro quem tem ouvidos
Vai poder escutar...
meu grito!

Coisas da Vida
Rita Lee
-
Ovelha negra
Rita Lee
-
Sangue Latino
Secos & Molhados
-
Luz Del Fuego
Rita Lee

Coisas da Vida (Rita Lee) - Acústico Mtv


Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

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"And I miss you
like the deserts miss the rain"
-
Everything But The Girl
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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

Clica aí pra ver o convite! Bjus
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

"De onde estava, não conseguiria ver os olhos da moça. De onde estava, a moça não conseguiria ver os olhos dele. Mas as memórias de cada um eram tantas que ela imediatamente entendeu e aceitou, desaparecendo da janela no exato instante que em que ele atravessou a avenida sem olhar pra trás."

Caio Fernando Abreu
(denovo sim, e daí?)

Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

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"Sempre posso parar, olhar além da janela. Mas do interior do trem, nunca é fixa a paisagem."
-
Eu, Tu, Ele - Caio Fernando Abreu
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Sábado, 10 de Novembro de 2007

Delicada Relação

Assisti denovo Delicada Relação depois de uns longos anos, e confesso que parecia a primeira vez, ou talvez um tanto mais emocionante.
É um filme israelense de história verídica que fala sobre dois soldados e de sua (como o nome já diz) 'delicada relação'.

O que é a trilha do filme?!!! Essa porra não sai da mente, é muito boa mesmo!

Eis o clip! Quero muito que assistam, e embaixo segue a letra.



Obs.: A letra original na legenda do filme é melhor, mas achei no google a letra em inglês, se acharem a tradução da israelense, vendo minha alma pra ti! rs

Sua alma

Quando o vento sopra todos os medos pra longe
O amor faz com que as flores cresçam
Vermelhas e verdes e douradas como raios de sol
Dê-me sua alma
Não a deixarei partir

Mande as nuvens embora
E deixe que o céu fique limpo
Fiquemos à luz
Sombras são carregadas de medo

Não pode se esconder eternamente
Pois irá se machucar
Não é esperto assim
Tente ao menos uma vez
Liberar seus sentimentos

Apenas você e eu
É tudo o que devemos ser
Não fuja
Com seu mais profundo segredo
Juntos eu e vc
Nos amando tão diferente

Quando o vento sopra todos os medos pra longe
O amor faz com que as flores cresçam
Vermelhas e verdes e douradas como raios de sol
Dê-me sua alma
Não a deixarei partir
E você sabe que eu não irei

Então venha e divida comigo
Todos os seus profundos segredos
Juntos eu e vc
Nos amando tão diferente

Bo - Rita

Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Nesta semana, hoje e pela última vez, o ar me falta!

Este oceano que hora me abriga hora me sufoca está agora a roubar-me quase o último suspiro, o último sorriso! Está quase a desencadear a primeira gota de lágrima que puxará a outra, e a outra, e a outra, até que o oceano ao meu redor se torne mais salgado, mais profundo, mais desconhecido e voráz!

Eis que é aqui, que assim como dizia o oráculo, eu veria minha morte! Estou frente a frente, lábio a lábio com ela, e ela me amedronta. É fria! É sagaz!
E eis que chegou!

Na minha queda estou a alguns pés de sentir o chão se unir com a gravidade e transformar minhas vétebras em suco e nada mais! Estou vendo, vendo tudo isso! Mas vejo de fora também!

E do lado de fora fui advertido, assim seria, já o dissera! Veria a morte! Mas eu não devia duvidar, e a morte assim como a queda, me serviriam de passado, e eis-me aqui duvidando, duvidando piamente!

Dêem graças os que lerem estas palavras, foram as primeiras de pessimismo em muito tempo, e serão as últimas também!

De nada me servirão estas venenosas palavras, assim que meus pés tocarem delicadamente, e para sempre, o chão novamente!!!

Que assim seja e assim se faça!

Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

... "I love 'her', I love 'her', I love 'her', I love 'her', I"...


Pois é!

Eis-me aqui em frente ao computador teclando um desabafo com
os olhos ressecados, de lágrimas que molharam e se foram! Parece fútil e confesso! Parece fútil, sim! Mas chorei ao ouvir Unravel, ela tocou Unravel! Ela podia ter tocado qualquer que fosse a música mas logo essa que eu amo! Então me machucou! Me machucou o fato de eu ter seis vezes o valor da entrada (inteira) do show na conta e não poder usar por dívidas passadas, por resolver problemas que são em partes meus mas que eu tenho que arcar com os de todas as partes! Enfim... assim cresço! Assim amadureço!
Mas dói!
Dói querer fazer algo em anos e não poder, dói porque lá seus amigos estiveram, e eles não têm as mentes repletas de represas, eles não têm o coração mais aflito que tranqüilo, eles estão livres, e eu estou preso, ainda!

Crisálida que não se vai!

Eis o vídeo:



Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007


Assisto com muita tristeza

a pena da aspereza

dilacerando a beleza

de uma linda sinfonia.

A aguarrás de juízes,

ciumentos, inflexíveis,

descolorindo as matizes

de uma linda pintura

só porque não gostam

da assinatura.

.

Mas vai como uma bailarina,

com a inocência de menina,

dançando em volta do sol,

a grande Mãe Terra.

Enquanto muitas nações,

governos, religiões

ensaiam a dança da guerra.

.

Na verdade a bola azul,

quase nunca foi amada,

é sempre penalizada.

Tem um trabalho enorme,

dedicação e talento

pra preparar a mistura

juntar os seus elementos

para dar forma as criaturas,

e elas depois de paridas,

desconhecem a matriarca

e dizem mal agradecidas

que a carne é fraca.

E quando o planeta gera um Avatar,

um iluminado assim como o Nazareno,

tem logo quem se apresenta

com conhecimento profundo

e diz:

“Não é desse mundo, só pode ser extraterreno.”

.

É difícil entender

porque é que o homem

até hoje

cospe no prato que come.

Alguma religiões

não sei por qual motivo

dizem que a terra é um território

com vocação pra purgatório

não passa de sanatório,

e que nós só seremos felizes longe dela

bem distante

lá onde os delirantes

chamam de paraíso.

.

Altay Veloso

Sábado, 13 de Outubro de 2007

Ei!!!

Não tenho postado nada nestes dias pois estive num momento de grande catarse!

Agora estou recuperado e com coisas borbulhando aqui pra escrever!

Logo meu novo texto chega!

Beijos no sexo!

Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Coisa estranha essa vida!!!

Até ontem mesmo buscava me estruturar e ter tudo o que me trouxesse segurança abaixo de meus pés, mantendo meus alicerces bem seguros, e agora... mudança!!!

Acredito ainda mais no acaso que ontem, e mais que nunca tenho aprendido o quanto certas faltas de rumo levam a rumos maravilhosos, e o quão é excitante não ter total certeza de amanhã! É assim que as melhores coisas vêm à tona! Algo tão simples de pensar, e precisei ler sobre isso pra me tocar!!!

O que há de bom em se seguir uma rotina rígida, em saber quais são todos os seus próximos passos, em ter certeza sobre suas futuras quedas e vôos?
Segurança você diria!
E digo que recuso!
Recuso com desgosto nesta fase da minha vida - e porque não por ela toda?

Recuso pois me agrada meus intocados próximos passos, me agradam os riscos e as expectativas, a ansiedade! O passo dado não precisa ser dado milhões de vezes, perde o tino assim, perde a cor!!!
Me gusta meus momentos de incertezas nas quais as certezas surgem como mágica!
Me gusta deitar, e ler meu dia vivido seguido da página em branco do amanhã!!!

Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007


"Têm horas nessa vida
Em que não há mais saída
E se vê que a cortina fechou
Difícil é a descida
D'um vulcão que cospe lava
É melhor ficar em cima meu amor"
-
Shakira
-
- que horror né? Mas ela tem umas coisas legais vai!

Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Rosana - Sin Miedo

"Sem medo, o mal vai se tornando bom
As ruas se confundem com o céu
E nos fazemos aves, voando sobre o solo, assim
Sem medo, se quer as estrelas que estão no céu
Não há sonhos impossíveis nem tão distantes
Se somos como crianças
Sem medo da loucura, sem medo de sorrir

Sem medo, as ondas se acariciam com o fogo
Se esticar bem os dedos
Podemos com as pontinhas, tocar o universo, sim
Sem medo, as mãos se enchem de desejos
Se somos como crianças
Sem medo da loucura, sem medo de sorrir

Sem medo, sinta que a sorte está contigo
Brincando com os duendes abrigando-te o caminho
Fazendo de cada passo o melhor que se pode viver
Melhor viver sem medo"

Sem palavras.

Eis o clip:

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

PAGUEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIII!

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

PASSEI NA FACU E NÃO TENHO COMO PAGAR A PRÉ-MATRÍCULAAAAAAAA

Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

ÁLBUM ATUALIZADO!!!
<<<

(link 'fotos')

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

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"Hoje em dia, Clarissa acredita, deve-se medir as pessoas primeiro pela bondade e capacidade de devoção. A sagacidade e o intelecto muitas vezes cansam; nossas pequenas exibições de gênio"
-
Michael Cunningham
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Última Vez - Julieta Venegas

Letra linda! Música linda! Mulher incrível! Taí uma cantora pela qual me apaixonei master rápido!



A propósito, o clip não é dela! É só pra ouvir a música mesmo!
Divirtam-se!

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“Certa vez te disse que te amaria para sempre
E pensava assim de verdade embora hoje não te pareça
Eu não falava por falar, era o momento e o lugar
E esta dor que sinto agora, eu sei
Que não me deixará igual

Porque hoje é a última vez que falo contigo
Hoje é a última vez, e não consigo explicar este final

Não acredite no que te digo agora, falo assim porque me dói
Acredite nos meus olhos, em como costumávamos nos olhar.
Mas... deixamos passar, perdemos a oportunidade.

Por desatenção e por pensar que nada poderia nos separar”

Julieta Venegas

- precisei responder à altura a sua poética provocação

"Um homem estava morrendo - de repente num acidente de estrada. Ninguém sabia que ele era judeu, então chamaram um padre, um padre católico. Ele se curvou bem próximo ao homem - e o homem estava morrendo, nos últimos estertores da morte - e disse:
- Você acredita na Trindade do Pai, do filho e do espírito santo e em Jesus meu filho?
- Veja só - respondeu o homem, abrindo os olhos -, eu aqui morrendo e ele fazendo charadas!"
-
Trecho do livro "Coragem", escrito por Osho.
-
- religião... prefiro outros contos de fadas que não têm tantos dogmas

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

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São pesadas as minhas vestes arlequinais;
não obstante, tenho o coração à mostra.
Nu, mas em retalhos.
-
- Marcela Primo -
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007



“Panis Et Circenses”*

Ouvi há mais ou menos uma semana de um amigo gay, algo parecido com: “aqui é tudo 100% hétero” – se referia a costumes e objetos de uso pessoal, não sexualidade. Isto em nada me afetou com relação a ele, mas me fez pensar em certas coisas que me motivaram a escrever o que vem a seguir:

Como assim os próprios gays têm preconceito de ser gays?

Vou começar por um ponto de vista paralelo; eis uma frase que canso – e vocês também, certamente – de ouvir:
- "Acho que se o cara 'quer ser' gay, tudo bem, nada contra! Mas virar mulher eu não aceito, acho exagero! Não é porque o cara é gay que ele tem que virar mulher".
Apenas me calo!!!
Como é que alguém tem a audácia e a pretensão de achar que é sábio e experiente o bastante, a ponto de compreender o universo interior do resto da humanidade? Muitos não conhecem nem os seus próprios. Se as pessoas compreendessem ao menos a muralha infinita, interna e externa, que um homossexual enfrenta quando assume sua realidade, até para si mesmo, perceberiam que nada é assim tão simples de ser resolvido. Basta imaginar o quão maravilhoso é ter de escolher os lugares para segurar a mão de quem ama e refugiar-se cada vez que quiser dar um beijo, além de escolher a dedos aqueles com os quais trocará confidências. Não é fácil, embora excitante! Partindo deste ponto, imagine a quantidade de pesadelos que não enfrenta um transexual até tomar sua decisão, devem ser crises de inalcançável complexidade!
Daí então ouço a frase descrita logo acima, acerca de ‘virar mulher’, e ao fazer uma – nem tão profunda – análise, constato que este “comentador”, desgraçada personagem saturada pelo cotidiano (e não me refiro à música do Chico), não faz nada além de viver segundo os preceitos desta sociedade insustentavelmente hipócrita. Isto tudo, tendo em vista que já ouvi “a frase descrita logo acima, acerca de ‘virar mulher’” até de homossexuais também! Então analiso suas roupas discretas, seus cabelos na moda e sua voz contida: perfeito! Ele é um exemplar perfeito daquilo que a sociedade quis que fosse. A mesma sociedade que vêm melando em merda (com o perdão da palavra) seus conceitos e pré-conceitos desde o início das civilizações.
É louvável sim que um cara discreto seja discreto por que seu interior assim o quis, o mesmo digo aos afeminados e às transexuais, mas esconder-se através de um escudo heterossexual em busca de status é o patético da questão, ou mesmo um escudo de bichisse no caso contrário.
Amo o único, o autêntico, a liberdade!
Afinal, quem nunca excedeu seus limites que atire a primeira pedra – em si mesmo, já que nem pra isso teve capacidade! E para os que se sentem incomodados com a questão de alguma forma, devo dizer que se cuidem! Pode ser um desejo de libertação que está sendo reprimido pelo seu inconsciente, e nas esquinas as quais você costuma passar gritando injustiças, esteja trabalhando nada mais que alguém igual a você... amanhã!


___



*O termo “Panis Et Circenses”, refere-se à cultura do “pão e circo” usada em Roma, oferecia alimentação e entretenimento aos romanos a fim de distraí-los dos reais problemas políticos. O termo foi usado pelos Mutantes aparentemente pela falta de visão, comodismo da sociedade e pelo modo como as pessoas se escondem atrás de padrões e imagens, e acabam por perder as melhores sensações de liberdade!

Eis a letra da música, e abaixo, o vídeo:

Mutantes - Panis Et Circenses

Eu quis cantar minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei fazer de puro aço luminoso um punhal
Para matar o meu amor e matei
Às cinco horas na avenida central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer
Mandei plantar folhas de sonhos no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes procurar, procurar
Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer






Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Já fomos à lua?

Sim, à lua!


Já nos penduramos em suas pontas agudas ou escorregamos pelo seu sorriso?

Tal é a mágica que transpiras, que sinto real a execução desta ação, mas tal é insano o ópio sagrado do qual me embebeda tua presença, que perco o tino necessário para avaliar se houve ou não tal passado!
.



És mágica
És noite
És lua; és "gato"
És vinho
Tinto
Cigarro
És papo
Divino
Sensato
És sonho
És ato
Que sonho
Tristonho
Sem tu
Sem teu
Contato
*
Já fizemos morada numa rosa vermelha?
Já fizemos da noite um emaranhado de perfumes?
Já transformamos em letras as estrelas e poetizamos constelações?
Já transformamos lágrimas em vinho?
Já mergulhamos neste mesmo vinho? Até o fim?
Já trocamos carícias aos pensamentos?
Já ciframos corpos e cancionamos sentidos?
Cancionamos?
*

Fazes-me acreditar se puderes, poeta, que não somos capazes disto tudo! O desafio está posto! Faça de teu sangue maremoto e de lava tua pele, somente desta forma - talvez por meio segundo - eu poderia acreditar que nossas mãos dadas, não seriam o veículo necessário, capaz de transportar-nos a um por um destes devaneios, e realizá-los.

Devaneios estes, que vistos de dentro de nosso mundo

sépia-rubro

não passam de mera
e singela
realidade.

Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

- pero no dudes


"Pero no dudes. Se lo hacer, morirás." Eis o que o oráculo me orientou que fisesse; que pulasse! "Salte penhasco abaixo e confie que nada te acontecerá. No caminho sentirá o medo da morte diante de você. Passará fome e frio. Mas não duvide. Se o fizer, morrerá. Caso contrário, aterriçará suavemente."


E eis-me aqui, no meio do vôo, ou da queda. Vejo nuvem a nuvem passar por mim, vejo os galhos dos quais escapo, pássaros. E o frio na barriga que de quando em vez insiste em me pegar! Mas insisto, insisto no fim tão almejado! Não é possível que tantos caminhem tranqüilamete lá embaixo e eu morra! Mas também vejo corpos aos montes, mortos, uns menos uns mais podres. Somente não acreditaram? Não sei! Acontece que já estou no meio do caminho, já estou caindo e não resta muito a ser feito, se a "tal salvação" não vier, me esburracho.


A essas alturas devo acreditar como sempre fiz, e me deixar cair!

E o que me ajuda a suportar a queda, é o vento que sinto emaranhar meus cabelos e me refrescar, enquanto o sol nascente no horizonte me esquenta, e me banha de luz alaranjada.

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007



se teve uma manhã gostosa, eis um trecho da própria

- estrelando -
Adriano Veríssimo

Caroline Poquelin

Hugo Henrique

Val (?)


"...é difícil
criar coragem
num mundo
cheio de gente
em que
você pode
perder tudo
de vista,
e a escuridão
de
dentro de você
pode fazê-lo
sentir-se
tão
insignificante..."
*
Cyndi Lauper

Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Era ainda cedo quando acordei atrasado!

- Me esperem pelo amor de Zeus – eu pensava enquanto vestia apressadamente a roupa sentindo o queimar do creme dental que repousava em minha boca enquanto a escova era presa entre meus dentes.
O sol lá fora tinha um quê de convite, de possibilidade. Era aquele tipo de sol que te faz perder uns sete segundos, dá até pra pensar que o sol está mais feliz quanto qualquer um aqui embaixo que ficasse feliz em ver a intensidade daquele brilho, e logo estava eu sob aquela felicidade toda, a atender seu convite. Numa mistura de atraso e excitação, desci pelo caminho perpassando em minha mente milhares de possibilidades para aquele dia – quem dera fosse infinito, talvez enjoasse, mas quem dera fosse. O café da manhã veio em clima de fast-food, e dentro em pouco cheguei ao destino, mesmo atrasado fui o primeiro, seguido pela ‘garota do chitão’! Permanecemos a esperar a nave azul que insistia em não chegar com nosso comandante, ambos mais pareciam estar ‘a bordo de uma viagem sem fim’, mas chegaram e seguimos aos outros encontros.
Encontrados e radiantes, só nos restava atender mais e mais freneticamente àqueles chamados incandescentes do nosso astro. A rodovia nos tornava selvagens como animais, e ali mesmo, desbravamos segredos de castelos Incas e Wiccas. Sol, música, rodovia, amigos...
Bingo! Chegamos ao destino que a nave insistiu em rejeitar! O que não nos fez parar! E em bem pouco tempo, deixávamos nos levar pelo destino sobre um ‘vagão selvagem’. Tomamos banho na efêmera chuva mecanizada, enxergamos o mundo sob outro prisma e também os outros prismas do mundo (por vezes assustadores). Deixamos nos levar pela essência de palavras - quase - esquecidas, de objetos que circulam incansavelmente e de toques que fazemos e que nos são oferecidos.
Vimos mortos-vivos mais vivos do que mortos, e escalamos montanhas; de frente, costas e no escuro! Demos um pulo rápido no México e, pra fechar com chave de ouro nosso delírio, em Paris .
Um café. Mais uma madrugada. Confidências. Outro dia.

Delírio bem sucedido!
Valeu mesmo Dri, Carol e Val.
*
(FOTOS DO DIA NO LINK "FOTOS", ALI AO LADO)
<<<
vogue, vogue, vogue...
rsrs
Bar do Portuga - Sta. Cecília

Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

Alvo

Adoro uma bobeira
uma palhaçada
uma palavra à margem
uma idéia engraçada
uma sacanagem
adoro a surpresa da piada
uma indecência boa
adoro ficar à toa fazendo trocadilhos obscenos
com sexo

adoro o que não tem nexo
e por isso faz rir
adoro a bobeira poeril
a coisa que não tem rumo
que de repente me escolhe
e me olha.

Preciso da besteira para obter a glória.

Elisa Lucinda
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"Ajuda-me a amar-te sem receio:
a solidão é um campo muito vasto
que não se deve atravessar a sós"
Hilda Hilst
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

CRÔNICA - ESTAÇÃO DA LUZ

Não resisti e disparei-me a rir hoje na Estação da Luz. Riso este que durou poucos segundos; meu senso crítico impediu-me um riso prolongado.
Eis que estava eu caminhando pela plataforma e ouvi quase sem querer os xingos indignados daquela centena de paulistanos que ali estavam, uns tentando entrar e outros tentando sair da grande lata de sardinha com rodas. O grande sarro do acontecido, é que já fazia quatro minutos que este que vos escreve se havia “desenlatado” (naturalmente, também aos xingos, trancos e barrancos e milagrosamente sem nenhuma fratura exposta), e, no entanto, continuava naquela plataforma lotada, incandescente de calor humano. Eram xingos e comportamentos estrambólicos, um tal de enrosca aqui e ali e eu firme a procurar a escada, enquanto uns a saída e outros a entrada.
Por conta disso ri por volta de nove segundos, até que realizei o quanto todos ali estavam esgotados, o quanto todos haviam trabalhado, a que horas haviam acordado e sabe lá os deuses a que horas dormiriam.
Cessei-me de rir assim que me recordei que pagamos, neste estado de merda, a tarifa de transporte público mais alta do mundo, e que inclusive nossos calçados, roupas, bolsas (e o que há em seus interiores), nossa respiração (que consome água do organismo, e não obstante, pagamos por água) e absolutamente tudo ao nosso redor é um bem de consumo e gera lucro aos cofres públicos, pois afinal, pagamos mesmo sem usar, impostos absurdos pela manutenção desses grandes veículos de tortura coletiva, aos milhões, todos os dias.

Incrível como ninguém se importa.

Meu maior desejo, sinceramente, era estar rindo até agora (quarenta minutos depois). Era não ter consciência para perceber que há algo de muito errado nisso tudo. Com o povo, com o governo, com o nosso dinheiro e com tudo o que, na infância, acreditávamos ser certo.
Por isso preferia estar rindo, mas cessei!
E escrevi esta crônica.
"Difícil conjugar a vida

Separar cicatriz e ferida


E engolir o comprimido do tempo


Que alguém nos enfiou goela adentro


(...)


Haja palavra


Pro que eu não digo- e admito


Haja instinto


E haja saída


Pra tanto labirinto"

Zélia Duncan

Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007



um trecho de nossa festa

intensas sensações










"amigos...
não valem sequer
um centavo"
coca - cola, vodka
e estrelas









cigarros, cigarros...

Sábado, 1 de Setembro de 2007

SE ERRAR NO POST, DEIXE!
SE COMEÇAR, TERMINE!
SE MUDAR DE IDÉIA E NÃO QUISER DEIXAR MAIS, PASSE POR CIMA DE SI MESMO (A) E DEIXE!

POIS SE NÃO DEIXAR, SE APAGAR E A MALDITA MENSAGEM "EXCLUÍDO PELO AUTOR" (OU COISA DO TIPO) APARECER, MATO TRÊS GALINHAS PRETAS - QUAIS JÁ POSSUO - E MANDO A URUCUBACA ACHAR O (A) FILHO (A) DA PUTA ATÉ NO INFERNO!!!

Caso você não cause este tipo de infelicidade na vida de outrem, seja bem vindo (a)!!!
"Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão"

Chico Buarque

Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007



Frio


I
Neste frio de horror
Agasalho não resolve.
Todo calor,
Logo se dissolve


II
Mãos tremem,
Olhos de japonez
Os pés gemem,
Doem–me a tez.


III
Mas existe um calor
Que por dentro envolve
Meu ser pequinez


É saudade de amor
Que tudo resolve
E me dá altivez



Antônio de Padua
-Nas geadas de Curitiba-


***


Autoria de meu pai. Foi-me enviado em 1993, quando morávamos em estados diferentes.
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"E nunca esqueça:
apenas os peixes mortos
nadam
a favor da corrente"

Malcolm Muggeridge
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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

Sempre prefiro selecionar trechos de cada música que tem mais a ver com o momento, mas nesse caso, parece que a música inteira diz respeito a mim.
Acho completa falta de respeito ao autor, mudar certas coisas como o sexo de quem canta etc., mas... neste caso é café com leite pq é tradução - rsrs!

Mão No Meu Bolso

"Estou sem dinheiro mas estou feliz,
Sou pobre mas sou bondoso,
Sou baixinho mas sou saudável, sim.

Estou animado mas tenho motivo,
Estou são mas estou estupefato,
Estou perdido mas estou esperançoso, baby.

O que isso tudo significa
É que tudo vai ficar ótimo, ótimo, ótimo.
Porque eu tenho uma mão no meu bolso
E a outra está dando um "oi".

Eu me sinto bêbado mas estou sóbrio,
Sou jovem e sou mal-pago,
Estou cansado mas estou trabalhando, sim.

Eu tomo cuidado mas estou impaciente,
Estou aqui mas realmente já fui,
Estou errado e estou arrependido, baby.

E o que isso tudo significa
É que tudo vai ficar completamente bem.
Pois eu tenho uma mão no meu bolso
E a outra está segurando um cigarro.

O que isso tudo significa
É que eu não compreendi isso tudo só por enquanto.
Pois eu tenho uma mão no meu bolso
E a outra está fazendo o sinal de paz.

Estou desocupado mas estou concentrado,
Sou novato mas sou sábio,
Sou severo mas sou amistoso, baby.

Estou triste mas estou rindo,
Sou valente mas sou "mariquinha",
Estou doente mas sou lindo, baby.

E a que isso tudo se resume
É que ninguém compreendeu pra valer por enquanto.
Eu tenho uma mão no meu bolso
E a outra está tocando o piano.

O que isso tudo significa, meus amigos, sim,
É que tudo está simplesmente ótimo, ótimo, ótimo.
Pois eu tenho uma mão no meu bolso
E a outra está fazendo sinal
Ao táxi"...

Alanis

Eis o Vídeo:


Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007



Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Algua cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou

Camões
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Te amo Flor de Lis
- pra sempre -

Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Primeira Postagem

Obs. ante-texto: Esta á a música que cito durante o texto. Em geral não curto o gênero, mas essa rolou! Se quiser ouvir durante...

"Open Your Eyes" do Snow Patrol (versão remix)

http://www.youtube.com/watch?v=CJYvqeXRK-Q



Então... é a primeira vez que escrevo aqui, e confesso que não podia ser em melhor momento!

Certamente estou na fase que lá na frente vou intitular como "crisálida" - rs (queria uma música de fundo pra quem ler - tá tão bonito escrever com essa música - rsrsrs). Sei disso e sei que fará falta também, sei que sentirei saudades dessa porra toda! É certamente um dos momentos mais inseguros que vivi até hoje, e o mais excitante. Não tenho estabilidade alguma, nem teto que me proteja e nem chão que me mantenha preso.

Meu destino nunca foi tão certo em concepção e incerto em certezas, o que deixa tudo mais intrigante!

O que tem no meu caminho? Sobre que coisas vou passar? Quem vou conhecer? Por onde vou morar?
Que tipo de cinema vou fazer?

O que importa é que do jeito que as coisas estão indo, do modo como estou vivendo, nada tem simplesmente passado por mim! As situações têm sido vividas das formas mais intensas possíveis. De certa forma, não é tão ruim assim ter como teto do quarto, o céu noturno e as estrelas!



A vida há que se fazer de risos
Que se joguem os dardos e se fumem os cigarros
Que a caipirinha seja o princípio
Que o choro dê lugar ao riso
e o riso ao choro
e o choro ao reinício
Que a facada seja dada
e derrame o vinho
E que o vinho derramado seja muito
mas muito bem bebido!


h.